<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920</id><updated>2012-02-16T19:05:01.390-02:00</updated><title type='text'>Tamos lendo!</title><subtitle type='html'>Porque todo (bom) livro merece um post (ou mais) só para si</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>171</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-2230951944431192541</id><published>2012-02-05T14:04:00.001-02:00</published><updated>2012-02-05T15:04:22.951-02:00</updated><title type='text'>Levítico IV</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Esta é a lei do holocausto, da oferta de manjares, da oferta pelo pecado, da oferta pela culpa, da consagração e do sacrifício pacífico, que o SENHOR ordenou a Moisés no monte Sinai, no dia em que ordenou aos filhos de Israel que oferecessem as suas ofertas ao SENHOR, no deserto do Sinai."&lt;/span&gt; (Levítico 7.37-38)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse trecho, segundo Harrison, é o desfecho de toda a seção inicial do livro. Dá para perceber, de fato, que ele tem cara de conclusão e menciona os principais tópicos já abordados. Contudo, Harrison fornece informações muitíssimo interessantes sobre a forma literária desse trecho; coisas que só um estudioso do antigo Oriente Próximo poderia saber. Segundo o comentarista, trata-se de um "colofão", cuja função é semelhante à da folha de rosto nos livros modernos, embora se situe sempre no final do texto, e não no início. Esse é um procedimento redacional muito comum na antiga Mesopotâmia, e foi identificado em muitas tábuas encontradas em escavações arqueológicas do segundo milênio a.C.. Geralmente, o colofão mesopotâmico continha uma breve designação do conteúdo, a data da composição e o nome do dono ou do escriba. Esses três elementos são facilmente identificáveis no trecho acima. Harrison acrescenta que o Moisés retratado no Pentateuco, tendo sido instruído na cultura egípcia, certamente conhecia os procedimentos de escrita mesopotâmicos, dada a influência da cultura babilônica na época. Na medida em que fui lendo essa descrição, despontou em minha mente a percepção das implicações desse fato contra a teoria de uma autoria tardia da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Torah&lt;/span&gt;. E, de fato, Harrison não deixou de chamar a atenção para esse fato, já na página seguinte, defendendo também a unidade do texto:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"O colofão em Levítico 7.37-38 marca o término de uma seção importante de matéria legislativa, autentica-a e data-a decisivamente no segundo milênio a.C.. Não pode haver absolutamente qualquer questão deste colofão ser uma falsificação, nem uma retrojeção à época de Moisés por um redator muito posterior. Como outros exemplares do seu tipo da Mesopotâmia, testifica da autoria e data, assim como faz a página de rosto de um livro moderno. O corpo inteiro da legislação dá todas as indicações da antiguidade, contendo exemplos da terminologia técnica sacrificial antiga, alguns elementos da qual já haviam se tornado obsoletos nos tempos de Moisés. A antiguidade e a continuidade das matérias sacerdotais é característica das nações do Oriente Próximo antigo e, portanto, não é excepcional dos antigos círculos israelitas. Não somente pode esta seção ser atribuída na sua totalidade, com completa confiança, ao período mosaico, mas também, por causa da natureza da matéria e do grau de veneração atribuído ao escriba que a compilou, deve haver considerável dúvida se quaisquer modificações textuais, a não ser as mínimas, foram feitas no decurso da história inteira de sua transmissão."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-2230951944431192541?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/2230951944431192541/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2012/02/levitico-iv.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/2230951944431192541'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/2230951944431192541'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2012/02/levitico-iv.html' title='Levítico IV'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-6567869932172117281</id><published>2012-02-01T20:30:00.001-02:00</published><updated>2012-02-01T21:30:53.566-02:00</updated><title type='text'>A soberania banida XI</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O livro se encerra com o décimo primeiro capítulo, intitulado &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A localização da referência suprema e os atributos de Deus: um debate atual&lt;/span&gt;. Boa parte do capítulo é dedicada a uma análise dos rumos preocupantes de certos segmentos da teologia moderna, exemplificados na trajetória intelectual de Clark Pinnock, ex-aluno de ninguém menos que F. F. Bruce (eu não sabia dessa). Merece destaque a análise de um debate, publicado no livro &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Theological crossfire&lt;/span&gt;, entre Pinnock e Delwin Brown, um liberal e adepto da teologia do processo que atacou magistralmente a meia ortodoxia que Pinnock sustentava na época (1990) e que, ao que parece contribuiu para a deriva deste em direção a posições cada vez menos bíblicas. O capítulo é muito bom; embora eu discorde de uma de suas afirmações centrais - a de que é contraditório sustentar ao mesmo tempo que Deus é bom porque deseja o bem e que o bem é bom por ser desejado por Deus -, o capítulo é muito bom, e o livro foi muito bem encerrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este ainda não é o último post sobre essa obra de Wright, mas já é tempo de dizer que é um bom livro. Quem leu com atenção esta série de postagens percebeu que, embora eu tenha reservas que considero de não pequena importância, também  aprendi dele várias lições valiosas. Encerro este post com mais uma, na qual fica claro o preço que pagamos por entender a mente de Cristo de modo demasiado superficial, seja por desprezar a precisão doutrinária, seja por achar que ela é suficiente por si só em nossa batalha contra o mundo. No parágrafo abaixo, Wright mostra a urgência de buscarmos uma cosmovisão integralmente bíblica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Há diversas razões pelas quais essa questão não é enfrentada de modo adequado hoje. A primeira é o antiintelectualismo subjacente de muitos, juntamente com a perda da confiança nas formulações doutrinárias. Os pragmáticos evangélicos modernos portam-se como se pudéssemos nos dar bem sem formulações doutrinárias claras. Segunda, muitos evangélicos não possuem nenhum conhecimento da história do sincretismo perene com o humanismo através dos anos e simplesmente confiam que a teologia conseguirá guardar-se incontaminada do mundo por limitar-se a um punhado de fundamentos-chave. Mas a história mostra algo diferente. Isso não funcionou na igreja primitiva, quando esse fundamento era o Credo Apostólico. Não funcionou na era puritana, quando John Owen discutiu com Richard Baxter a respeito das exigências mínimas para uma igreja estatal razoavelmente abrangente. Não funcionou nos anos 20, quando os fundamentalistas redigiram uma pequena lista de cinco, sete ou dez fundamentos para formar o último muro de defesa contra o modernismo."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No próximo post, encerrarei esta série com duas citações extremamente importantes, que demonstram acima de toda dúvida o valor do capítulo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-6567869932172117281?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/6567869932172117281/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2012/02/soberania-banida-xi.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/6567869932172117281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/6567869932172117281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2012/02/soberania-banida-xi.html' title='A soberania banida XI'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-7811113749540971414</id><published>2012-01-26T22:15:00.002-02:00</published><updated>2012-01-26T22:18:34.957-02:00</updated><title type='text'>Sumário - The fractal geometry of nature</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O segundo sumário contém os links para a série de onze postagens que fiz sobre o excelente livro &lt;span style="font-style: italic;"&gt;The fractal geometry of nature&lt;/span&gt; [A geometria fractal da natureza], do matemático Benoît Mandelbrot, publicada de outubro de 2009 a janeiro de 2010:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1.&lt;/span&gt; &lt;a href="http://tamoslendo.blogspot.com/2009/10/fractal-geometry-of-nature.html"&gt;14 de outubro de 2009&lt;/a&gt;;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2.&lt;/span&gt; &lt;a href="http://tamoslendo.blogspot.com/2009/10/fractal-geometry-of-nature-ii.html"&gt;24 de outubro de 2009&lt;/a&gt;;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;3.&lt;/span&gt; &lt;a href="http://tamoslendo.blogspot.com/2009/11/fractal-geometry-of-nature-iii.html"&gt;28 de novembro de 2009&lt;/a&gt;;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;4.&lt;/span&gt; &lt;a href="http://tamoslendo.blogspot.com/2009/12/fractal-geometry-of-nature-iv.html"&gt;4 de dezembro de 2009&lt;/a&gt;;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;5.&lt;/span&gt; &lt;a href="http://tamoslendo.blogspot.com/2009/12/fractal-geometry-of-nature-v.html"&gt;16 de dezembro de 2009&lt;/a&gt;;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;6.&lt;/span&gt; &lt;a href="http://tamoslendo.blogspot.com/2009/12/fractal-geometry-of-nature-vi.html"&gt;22 de dezembro de 2009&lt;/a&gt;;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;7.&lt;/span&gt; &lt;a href="http://tamoslendo.blogspot.com/2009/12/fractal-geometry-of-nature-vii.html"&gt;28 de dezembro de 2009&lt;/a&gt;;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;8.&lt;/span&gt; &lt;a href="http://tamoslendo.blogspot.com/2010/01/fractal-geometry-of-nature-viii.html"&gt;6 de janeiro de 2010&lt;/a&gt;;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;9.&lt;/span&gt; &lt;a href="http://tamoslendo.blogspot.com/2010/01/fractal-geometry-of-nature-ix.html"&gt;12 de janeiro de 2010&lt;/a&gt;;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;10.&lt;/span&gt; &lt;a href="http://tamoslendo.blogspot.com/2010/01/fractal-geometry-of-nature-x.html"&gt;19 de janeiro de 2010&lt;/a&gt;;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;11.&lt;/span&gt; &lt;a href="http://tamoslendo.blogspot.com/2010/01/fractal-geometry-of-nature-xi.html"&gt;25 de janeiro de 2010&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-7811113749540971414?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/7811113749540971414/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2012/01/sumario-fractal-geometry-of-nature.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/7811113749540971414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/7811113749540971414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2012/01/sumario-fractal-geometry-of-nature.html' title='Sumário - The fractal geometry of nature'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-3345769281923206488</id><published>2012-01-22T12:00:00.001-02:00</published><updated>2012-01-22T13:00:30.522-02:00</updated><title type='text'>Levítico III</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Mas o couro do novilho, toda a sua carne, a cabeça, as pernas, as entranhas e o excremento, a saber, o novilho todo, levá-lo-á fora do arraial, a um lugar limpo, onde se lança a cinza, e o queimará sobre a lenha; será queimado onde se lança a cinza."&lt;/span&gt; (Levítico 4.11-12)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trecho acima está inserido na descrição dos procedimentos rituais para a remoção dos pecados do sumo sacerdote. Sobre o significado espiritual do lugar escolhido para a fogueira que consumia o animal sacrificado, Harrison traz interessantes considerações, tanto do ponto de vista mosaico quanto da perspectiva cristã:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"O lugar limpo era situado &lt;/span&gt;'onde se lança a cinza'&lt;span style="font-style: italic;"&gt; (em hebraico, &lt;/span&gt;shepek haddeshen&lt;span style="font-style: italic;"&gt;), sendo que essa frase ocorre somente aqui no Antigo Testamento. Presumivelmente, aqui está sendo aludida a área ao leste do altar do holocausto, onde eram depositados lixo (conforme 1.16), cinzas ensopadas de gordura e detritos semelhantes. O animal não poderia ser queimado no altar, porque o ritual não visava obter expiação para o sumo sacerdote, mas sim remover a contaminação causada por seu comportamento ilícito. Logo, a carcaça era desfeita pelo fogo no local do montão de lixo sacrificial fora do arraial. Esse procedimento foi mencionado em Hebreus 11-13, onde Jesus foi assemelhado aos animais cujo sangue tinha sido trazido ao santuário pelo sumo sacerdote como sacrifício pelo pecado. No Calvário, o Salvador sofreu fora do portão (isto é, fora de Jerusalém) a fim de santificar o povo mediante seu próprio sangue. O cristão é conclamado a &lt;/span&gt;'sair a ele, fora do arraial'&lt;span style="font-style: italic;"&gt; (Hebreus 13.13) e oferecer sempre, por meio dele, &lt;/span&gt;'sacrifício de louvor a Deus'&lt;span style="font-style: italic;"&gt; (Hebreus 13.15). Para os israelitas, o exterior do arraial era território imundo. Mas, porque Jesus foi rejeitado na cidade santa e crucificado fora de suas veneradas muralhas, os valores antigos tinham sido completamente invertidos. Qualquer lugar onde Jesus seja encontrado agora torna-se sagrado para o cristão, que tem consciência de que o poder transformador de Cristo altera regras, situações e pessoas da mesma maneira. A fé uma vez entregue aos santos (Judas 3) doravante já não é uma questão tribal ou territorial, mas sim cósmica em suas dimensões, a fim de que Cristo seja tudo em todos (Colossenses 3.11)."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-3345769281923206488?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/3345769281923206488/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2012/01/levitico-iii.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/3345769281923206488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/3345769281923206488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2012/01/levitico-iii.html' title='Levítico III'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-2502837342810423696</id><published>2012-01-13T22:50:00.003-02:00</published><updated>2012-01-13T22:53:57.784-02:00</updated><title type='text'>O racionalismo dos irracionais V</title><content type='html'>E &lt;a href="http://andrelv.blogspot.com/2012/01/o-irracional-dos-racionalismos-parte-5.html"&gt;aqui&lt;/a&gt; vai a quinta e última postagem sobre o &lt;a href="http://monergismo.com/felipe/o-racionalismo-dos-irracionais/"&gt;artigo&lt;/a&gt; de Felipe Sabino de Araújo Neto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-2502837342810423696?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/2502837342810423696/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2012/01/o-racionalismo-dos-irracionais-v.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/2502837342810423696'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/2502837342810423696'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2012/01/o-racionalismo-dos-irracionais-v.html' title='O racionalismo dos irracionais V'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-5282988089471623598</id><published>2012-01-08T19:25:00.002-02:00</published><updated>2012-01-08T19:38:58.711-02:00</updated><title type='text'>Sumário - Poemas de amor, poemas de guerra</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Inauguro hoje os sumários, que têm como objetivo reunir os links para as séries de postagens que já fiz neste blog. Começando pela tese de doutorado da minha esposa Norma, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Poemas de amor, poemas guerra&lt;/span&gt;, sobre a qual publiquei nove posts entre setembro de 2009 e janeiro de 2010:&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1.&lt;/span&gt; &lt;a href="http://tamoslendo.blogspot.com/2009/10/poemas-de-amor-poemas-de-guerra.html"&gt;13 de setembro de 2009&lt;/a&gt;;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2.&lt;/span&gt; &lt;a href="http://tamoslendo.blogspot.com/2009/11/poemas-de-amor-poemas-de-guerra-ii.html"&gt;5 de novembro de 2009&lt;/a&gt;;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;3.&lt;/span&gt; &lt;a href="http://tamoslendo.blogspot.com/2009/11/poemas-de-amor-poemas-de-guerra-iii.html"&gt;14 de novembro de2009&lt;/a&gt;;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;4.&lt;/span&gt; &lt;a href="http://tamoslendo.blogspot.com/2009/11/poemas-de-amor-poemas-de-guerra-iv.html"&gt;20 de novembro de 2009&lt;/a&gt;;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;5.&lt;/span&gt; &lt;a href="http://tamoslendo.blogspot.com/2009/12/poemas-de-amor-poemas-de-guerra-v.html"&gt;19 de dezembro de 2009&lt;/a&gt;;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;6.&lt;/span&gt; &lt;a href="http://tamoslendo.blogspot.com/2009/12/poemas-de-amor-poemas-de-guerra-vi.html"&gt;20 de dezembro de 2009&lt;/a&gt;;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;7.&lt;/span&gt; &lt;a href="http://tamoslendo.blogspot.com/2009/12/poemas-de-amor-poemas-de-guerra-vii.html"&gt;31 de dezembro de 2009&lt;/a&gt;;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;8.&lt;/span&gt; &lt;a href="http://tamoslendo.blogspot.com/2010/01/poemas-de-amor-poemas-de-guerra-viii.html"&gt;9 de janeiro de 2010&lt;/a&gt;;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;9.&lt;/span&gt; &lt;a href="http://tamoslendo.blogspot.com/2010/01/poemas-de-amor-poemas-de-guerra-ix.html"&gt;15 de janeiro de 2010&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-5282988089471623598?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/5282988089471623598/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2012/01/sumario-poemas-de-amor-poemas-de-guerra.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/5282988089471623598'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/5282988089471623598'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2012/01/sumario-poemas-de-amor-poemas-de-guerra.html' title='Sumário - Poemas de amor, poemas de guerra'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-320228727694923465</id><published>2012-01-04T20:37:00.001-02:00</published><updated>2012-01-04T21:37:54.456-02:00</updated><title type='text'>A soberania banida X</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O décimo capítulo se chama &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O problema do mal: a fortaleza final da incredulidade?&lt;/span&gt;. O que há nele de mais interessante é um comentário algo extenso, embora um pouco confuso, ao livro &lt;span style="font-style: italic;"&gt;God and philosophy&lt;/span&gt;, escrito por Anthony Flew ainda em seus tempos de ateísmo. Até onde sei, porém, a opinião de Flew sobre o problema do mal não mudou de modo substancial depois de sua "conversão" ao teísmo deísta. De resto, o capítulo é um misto de verdades já conhecidas e erros e limitações oriundos do racionalismo e determinismo do autor. Considero muito mais profunda, completa, rica, satisfatória e recomendável a análise do mesmo tema feita por Peter Kreeft no livro &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Buscar sentido no sofrimento&lt;/span&gt;, do qual apenas umas poucas páginas poderiam ser eliminadas em virtude de seu catolicismo ou de simples erros de argumentação.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-320228727694923465?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/320228727694923465/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2012/01/soberania-banida-x.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/320228727694923465'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/320228727694923465'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2012/01/soberania-banida-x.html' title='A soberania banida X'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-5849355631316383876</id><published>2011-12-31T19:39:00.000-02:00</published><updated>2011-12-31T19:40:28.715-02:00</updated><title type='text'>O racionalismo dos irracionais IV</title><content type='html'>&lt;a href="http://andrelv.blogspot.com/2011/12/o-irracional-dos-racionalismos-parte-4.html"&gt;Aqui&lt;/a&gt; vai a quarta parte de meu comentário ao artigo de Felipe Sabino.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-5849355631316383876?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/5849355631316383876/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2011/12/o-racionalismo-dos-irracionais-iv.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/5849355631316383876'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/5849355631316383876'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2011/12/o-racionalismo-dos-irracionais-iv.html' title='O racionalismo dos irracionais IV'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-4537459822662772232</id><published>2011-12-27T15:51:00.000-02:00</published><updated>2011-12-27T15:51:48.202-02:00</updated><title type='text'>De como (não) reagir a insultos</title><content type='html'>&lt;em&gt;"Entre os comentários que se teceram até o presente, houve uma  manifestação incomum que quero mencionar somente para tirá-la do  caminho. Uma parcela pequena, muito pequena mesmo, das críticas veio  carregada de injúrias pessoais em níveis anormais; na verdade, eram  tantas num caso que as pessoas responsáveis por sua publicação em dois  meios diferentes de comunicação me procuraram pessoalmente com o intuito  de obter o meu consentimento. Tive de lhes assegurar que não pretendia  propor uma ação legal. Tudo isso me pareceu bastante estranho. Em  qualquer debate o normal é que surjam palavras duras, mas não é comum,  pelo menos segundo a minha experiência, que elas beirem o limite da  difamação.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;No entanto, o problema de como comportar-se nessas  circunstâncias é facilmente resolvido. Vamos supor que eu seja chamado,  publicamente, de cleptomaníaco necrófilo (selecionei cuidadosamente duas  alegações que, pelo que sei, não foram feitas). Tenho exatamente duas  alternativas. A primeira, que em geral é a que prefiro escolher, é não  fazer nada. A segunda é, se o aborrecimento se mostrar intolerável,  processar o difamador. Existe uma alternativa que ninguém pode esperar  de um homem são: isto é, discutir solenemente os argumentos, arranjar  certificados de Saks e Harrods dizendo que ele nunca, de acordo com seu  melhor julgamento, roubou um único objeto, obter atestados assinados por  dezesseis membros da Royal Society, pelo chefe do Serviço Público, por  um juiz do Tribunal de Apelação e pelo secretário do. MCC, afirmando que  eles o conhecem quase a vida inteira e que nem mesmo depois de uma  noitada o viram, sequer uma vez, espreitando as cercanias de um túmulo.&lt;br /&gt;Não  se espera uma resposta desse tipo. Ela nos rebaixaria ao mesmo nível  psicológico do detrator. Temos o direito de evitar semelhante situação.  Felizmente, o debate não será prejudicado se ignorarmos críticas desse  teor, ou alguém associado a elas. Pois contribuições intelectuais que  elas contêm outros já as fizeram, com educação e seriedade."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;C.P. Snow, em &lt;u&gt;Duas culturas&lt;/u&gt;, tratando da recepção anormalmente inamistosa a seu excelente livro: recomendo-o para quem quiser compreender um dos aspectos mais terríveis dos dualismos de nossa época.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-4537459822662772232?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/4537459822662772232/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2011/12/de-como-nao-reagir-insultos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/4537459822662772232'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/4537459822662772232'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2011/12/de-como-nao-reagir-insultos.html' title='De como (não) reagir a insultos'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-7406606909599666702</id><published>2011-12-25T18:40:00.003-02:00</published><updated>2011-12-25T18:47:44.063-02:00</updated><title type='text'>Citação VIII: Luís de Camões</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Ouça-me o pastor e o Rei,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;retumbe este acento santo,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;mova-se no mundo espanto,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;que do que já mal cantei&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;a palinódia já canto.*&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;A vós só me quero ir,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;Senhor e grão Capitão&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;da alta torre de Sião,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;à qual não posso subir&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;se me vós não dais a mão."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;*: "Cantar a palinódia" é entoar um canto com outra música ou em outro tom, donde o sentido de "retratar-se". O poema é destinado à retratação do que noutro o poeta escreveu. [Nota do editor]&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;(&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Super Flumina...&lt;/span&gt;, em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Lírica&lt;/span&gt;, org. por Aires da Mata Machado Filho, Belo Horizonte / São Paulo, Itatiaia /Edusp, 1982, p. 147)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-7406606909599666702?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/7406606909599666702/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2011/12/citacao-viii-luis-de-camoes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/7406606909599666702'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/7406606909599666702'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2011/12/citacao-viii-luis-de-camoes.html' title='Citação VIII: Luís de Camões'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-3355588065946147132</id><published>2011-12-21T22:28:00.001-02:00</published><updated>2011-12-21T23:28:40.875-02:00</updated><title type='text'>Levítico II</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Logo no início do comentário propriamente dito, encontrei esta interessante observação sobre o conteúdo dos sete primeiros capítulos, que traz os regulamentos a respeito dos sacrifícios:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Em contraste com as festas prescritas em Levítico 23, que eram obrigatórias para a congregação de Israel, as ofertas descritas nesta seção eram de uma natureza mais pessoal e espontânea, e visavam a satisfação de necessidades espirituais individuais. Destarte, refletem a liberdade da abordagem a Deus que o cristão possui, salvo que para este último não é necessário nenhum sacerdote mediador, por causa da obra expiadora do grande Sumo Sacerdote. Além disto, o crente pode aproximar-se de um Deus amoroso e perdoador, com arrependimento e fé, independentemente dos formulários cultuais ou estipulações denominacionais, e achar graça para auxílio em tempos de necessidade."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por trás destas palavras ecoa claramente o entendimento reformado do ofício sacerdotal de Cristo, posicionado pela vontade de Deus, segundo as Escrituras, como único mediador entre Deus e os homens. Do fato de que nosso Sacerdote mediador é o próprio Cristo se segue a natureza direta e pessoal da relação entre Deus e o crente, dispensando todo o aparato ritual e institucional. Conforme ressaltou a Norma em seu &lt;a href="http://tamoslendo.blogspot.com/2009/12/calvinismo-abraham-kuyper-1.html"&gt;post&lt;/a&gt; sobre  o livro &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Calvinismo&lt;/span&gt;, de Kuyper, essa doutrina contrasta fortemente com o ensino católico da mediação entre Deus e o homem oferecida pela hierarquia eclesiástica. E também nisso se evidencia o caráter judaizante do catolicismo, que a Norma registrou &lt;a href="http://tamoslendo.blogspot.com/2009/10/fariseus-de-ontem-e-de-hoje.html"&gt;neste outro post&lt;/a&gt;, seguindo as perspicazes pegadas dos reformadores. Mas é interessante descobrir que mesmo a lei cerimonial do Antigo Testamento, prefigurando a plena liberdade proporcionada pela habitação do Espírito de Cristo em nossos corações, concedia um espaço maior do que muitos supõem à liberdade na adoração, na intercessão e na contrição.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-3355588065946147132?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/3355588065946147132/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2011/12/levitico-ii.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/3355588065946147132'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/3355588065946147132'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2011/12/levitico-ii.html' title='Levítico II'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-266128933240062634</id><published>2011-12-17T22:19:00.002-02:00</published><updated>2011-12-17T22:28:49.546-02:00</updated><title type='text'>Citação VII: Jean-François Revel</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Eu não acredito que a pobreza extrema seja um impedimento à participação na democracia. Nós temos, na Índia, centenas de milhões de analfabetos. Este número diminuiu, é claro, mas no começo da democracia indiana era essa a situação. Mas, como eleitores, eles sabiam muito bem o que queriam e esse seria o motivo para impor-lhes uma ditadura. Agora, se vocês quiserem uma explicação, a compreensão da situação em que nós estamos, ou seja, designar um dirigente que parece compreender os interesses do povo; na pobreza é melhor poder designar os seus dirigentes do que não. Vejo que este é um argumento que sempre me deixou estupefato: que a pobreza seja um obstáculo ao exercício da democracia ou dos direitos democráticos. Acho que, pelo contrário, é uma razão a mais para se ter a democracia. Pois o que é a democracia? É poder designar os seus próprios dirigentes e poder retirá-los, quando não estamos satisfeitos. Parece que são os pobres que têm mais necessidade disso do que os ricos, porque eles, os pobres, sofrem mais sob governos ruins. Portanto, acredito que a democracia é um remédio para o desenvolvimento e não um luxo que tem que ser atingido para o dia em que formos ricos."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(&lt;span style="font-style: italic;"&gt;O Estado e o indivíduo&lt;/span&gt;, org. por Carlos Tavares e Mario Chamie, São Paulo, Serviço Social do Comércio, 1985, p. 30-31)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-266128933240062634?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/266128933240062634/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2011/12/citacao-vii-jean-francois-revel.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/266128933240062634'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/266128933240062634'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2011/12/citacao-vii-jean-francois-revel.html' title='Citação VII: Jean-François Revel'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-709815388940128437</id><published>2011-12-13T20:10:00.002-02:00</published><updated>2011-12-13T20:12:40.422-02:00</updated><title type='text'>O racionalismo dos irracionais III</title><content type='html'>&lt;a href="http://andrelv.blogspot.com/2011/12/o-irracional-dos-racionalismos-parte-3.html"&gt;Aqui&lt;/a&gt; vai a terceira parte de meus comentários ao &lt;a href="http://monergismo.com/?p=3329"&gt;texto&lt;/a&gt; de Felipe Sabino de Araújo Neto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-709815388940128437?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/709815388940128437/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2011/12/o-racionalismo-dos-irracionais-iii.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/709815388940128437'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/709815388940128437'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2011/12/o-racionalismo-dos-irracionais-iii.html' title='O racionalismo dos irracionais III'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-2198311232890200499</id><published>2011-12-07T22:10:00.001-02:00</published><updated>2011-12-07T23:10:58.627-02:00</updated><title type='text'>A soberania banida IX</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O capítulo oito, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Uma expiação eficaz&lt;/span&gt;, trata não só sobre o tema da expiação limitada, mas sobre a doutrina da expiação em geral. Achei seu tratamento um tanto superficial e incompleto; a melhor abordagem resumida que conheço sobre o tema ainda é a de Louis Berkhof em sua &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Teologia sistemática&lt;/span&gt;. Apesar disso, o capítulo é bom, especialmente ao ressaltar que qualquer teoria que negue o valor penal e vicário objetivo do sacrifício de Cristo acaba contendo, de um modo ou de outro, elementos de uma teoria do exemplo moral. É o caso da teoria governamental do arminiano Hugo Grotius, pela qual, segundo Wright, Deus pretendia, com o sacrifício de Cristo, apenas induzir os pecadores ao arrependimento demonstrando-lhe a pena merecida por seu pecado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveito para comentar também o nono capítulo, denominado &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Há 'versículos arminianos' na Bíblia?&lt;/span&gt;. Não gostei muito dele, especialmente porque ali Wright me acrescentou pouquíssima coisa e destilou de novo seu racionalismo segundo as linhas que já critiquei nas postagens anteriores. Mas valeu a pena por essa citação de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;The Death of Death in the Death of Christ&lt;/span&gt;, livro de John Owen que ainda preciso ler:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Deus impôs a sua ira devida aos homens, e por causa dela Cristo suportou as dores do inferno, seja por todos os pecados de todos os homens, ou por todos os pecados de alguns homens, ou por alguns pecados de todos os homens. Se foi por essa última opção, todos os pecados de alguns homens, então todos os homens têm alguns de seus pecados pagos, e nenhum homem será salvo. [...] Se foi pela segunda opção, que é a que sustentamos, Cristo sofreu por todos os pecados de todos os eleitos no mundo. Se é a primeira, por que, então, não são todos libertos da punição de todos os seus pecados? [O arminiano] dirá: 'Por causa da incredulidade deles; eles não crerão'. Mas essa incredulidade é um pecado ou não? Se não, por que deveriam eles ser punidos por ela? Se é [um pecado], então Cristo sofreu a devida punição por ela (ou não?). Se sim, por que deve isso impedi-los, mais que seus outros pecados pelos quais ele morreu, de partilhar do fruto de sua morte? Se ele não morreu por esse pecado, então não morreu por todos os pecados deles."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-2198311232890200499?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/2198311232890200499/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2011/12/soberania-banida-ix.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/2198311232890200499'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/2198311232890200499'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2011/12/soberania-banida-ix.html' title='A soberania banida IX'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-869276011291358041</id><published>2011-12-02T10:47:00.001-02:00</published><updated>2011-12-02T10:48:53.291-02:00</updated><title type='text'>O racionalismo dos irracionais II</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://andrelv.blogspot.com/2011/12/o-irracional-dos-racionalismos-parte-2.html"&gt;Aqui&lt;/a&gt; vai a segunda parte de minhas considerações sobre o artigo &lt;a style="font-style: italic;" href="http://monergismo.com/?p=3329"&gt;O irracionalismo dos irracionais&lt;/a&gt;, de Felipe Sabino de Araújo Neto.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-869276011291358041?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/869276011291358041/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2011/12/o-racionalismo-dos-irracionais-ii.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/869276011291358041'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/869276011291358041'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2011/12/o-racionalismo-dos-irracionais-ii.html' title='O racionalismo dos irracionais II'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-4481760002100240900</id><published>2011-11-28T08:20:00.001-02:00</published><updated>2011-11-28T09:20:59.819-02:00</updated><title type='text'>Citação VI: G. K. Chesterton</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"A Revolução Francesa foi realmente uma coisa heróica e decisiva, porque os jacobinos desejavam algo definido e limitado. Desejavam as liberdades da democracia, mas também os vetos da democracia. Desejavam ter votos e desejavam NÃO ter títulos [de nobreza]. O republicanismo teve um lado ascético em Franklin ou Robespierre assim como um lado expansivo em Danton ou Wilkes. Portanto, eles criaram algo que tinham uma forma e uma substância sólidas, o quadrado definido pela igualdade social e a prosperidade dos camponeses da França. Mas desde então a mente revolucionária ou especulativa da Europa foi enfraquecida pelo expediente de fugir de qualquer proposição por causa dos limites dessa proposição. O liberalismo degenerou em liberalidade. Os homens tentaram transformar o verbo "revolucionar" de transitivo em intransitivo. O jacobino poderia dizer a você não só aquilo contra o que ele se rebela, mas também, o que é mais importante, aquilo contra o que ele JAMAIS se rebelaria, o sistema no qual ele confia. Mas o novo rebelde é um cético, e não confiará inteiramente em coisa alguma; ele não tem lealdade. Por isso, ele nunca poderá ser realmente um revolucionário. E o fato de que ele duvida de todas as coisas realmente fica em seu caminho quando ele quer denunciar alguma coisa. Pois toda denúncia implica uma doutrina moral de algum tipo; e o moderno revolucionário duvida não só da instituição que denuncia, mas da doutrina com base na qual o faz. Assim, ele escreve um livro reclamando que a opressão imperial insulta a pureza das mulheres, e depois escreve outro livro (sobre o problema do sexo) no qual ele próprio a insulta. Ele maldiz o sultão por causa das jovens cristãs que perderam a virgindade, e depois culpa a sra. Grundy porque elas não a perderam. Como político, ele clamará que toda guerra é um desperdício de vida, e depois, como filósofo, que toda vida é um desperdício de tempo. Um pessimista russo denunciará um policial por matar um camponês, e depois provará, pelos mais elevados princípios filosóficos, que o próprio camponês deveria ter se matado. Um homem denuncia o casamento como uma mentira, e depois denuncia os devassos aristocratas por tratá-lo como tal. Diz que a bandeira é uma quinquilharia, e depois culpa os opressores da Polônia ou da Irlanda por desprezarem essa quinquilharia. O homem dessa escola vai primeiro a um encontro político, onde reclama que os selvagens são tratados como se fossem animais; depois, pega o chapéu e o guarda-chuva e vai a um encontro científico, onde prova que eles são praticamente animais. Em resumo, o moderno revolucionário, sendo infinitamente cético, está sempre empenhado em destruir seus próprios fundamentos. Em seu livro sobre política, ele ataca os homens por pisarem na moralidade; em seu livro sobre ética, ataca a moralidade por pisar nos homens. Portanto, o homem moderno em revolta se tornou praticamente inútil para todos os propósitos da revolta. Por se rebelar contra todas as coisas, perdeu o direito de se rebelar contra o que quer que seja."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(&lt;a href="http://www.gkc.org.uk/gkc/books/ortho14.txt"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Orthodoxy&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-4481760002100240900?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/4481760002100240900/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2011/11/citacao-vi-g-k-chesterton.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/4481760002100240900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/4481760002100240900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2011/11/citacao-vi-g-k-chesterton.html' title='Citação VI: G. K. Chesterton'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-7920279589367424463</id><published>2011-11-24T13:09:00.002-02:00</published><updated>2011-11-24T13:11:36.329-02:00</updated><title type='text'>O racionalismo dos irracionais</title><content type='html'>Acabo de dar início à série sobre o &lt;a href="http://monergismo.com/?p=3329"&gt;artigo&lt;/a&gt; de Felipe Sabino de Araújo Neto no &lt;a href="http://andrelv.blogspot.com/2011/11/o-irracional-dos-racionalismos-parte-1.html"&gt;outro blog&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-7920279589367424463?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/7920279589367424463/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2011/11/o-racionalismo-dos-irracionais.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/7920279589367424463'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/7920279589367424463'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2011/11/o-racionalismo-dos-irracionais.html' title='O racionalismo dos irracionais'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-8594019310024965227</id><published>2011-11-20T14:55:00.001-02:00</published><updated>2011-11-20T15:55:18.971-02:00</updated><title type='text'>Levítico</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tendo concluído a leitura do comentário de Calvino à Epístola aos Hebreus, dei início à leitura de Levítico, um livro do Antigo Testamento muito relacionado à epístola anônima. O comentário de que me sirvo agora é &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Levítico: introdução e comentário&lt;/span&gt;, de Roland K. Harrison, professor de Antigo Testamento no Wycliffe College, da Universidade de Toronto. A edição brasileira é parte da excelente Série Cultura Bíblica - também conhecida como "comentários das bolinhas", em alusão à capa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na introdução de vinte e poucas páginas, Harrison traz um excelente panorama do livro a ser estudado, contendo considerações sobre a natureza da obra, sua autoria e data de composição, sua unidade, seu propósito, sua teologia, sua relação com o Novo Testamento e algumas questões referentes aos melhores manuscritos disponíveis. (O autor endossa o ponto de vista de Gleason Archer, isto é, que o Texto Massorético é geralmente, embora nem sempre, mais confiável que o Texto Samaritano e os textos aparentados à Seputaginta. Escrevi sobre isso &lt;a href="http://andrelv.blogspot.com/2008/05/as-ainda-mais-antigas-famlias.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;.) Merece destaque a excelente exposição, embora não minuciosa, das falácias dos métodos hermenêuticos liberais que, seguindo a abordagem de Astruc, Graf e Wellhausen, atacaram violentamente a unidade do texto e postularam uma composição tardia, entre os séculos IX a V a.C. - negando, portanto, a autoria mosaica, quando não a própria existência de Moisés.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de tudo isso ser muito interessante, a parte de que mais gostei foi a apreciação teológica. O trecho seguinte traz um belo resumo da ainda mais bela mensagem fundamental transmitida pelo terceiro livro da Lei:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"A legislação geral de Levítico demonstra que toda a vida é vivida sob o olhar vigilante de Deus e, como resultado, não faz nenhuma diferenciação artificial entre o que é santo e o que é secular. Um povo santo transformará pela sua vida coisas terrestres comuns em ofertas belas e aceitáveis diante de Deus. Mediante a habitação dEle dentro deles, serão revestidos de poder para administrar a graça da aliança uns aos outros e para aqueles que estão fora da nação de Israel, conforme surge a oportunidade. O alvo subjacente do ensino é, portanto, garantir que a santidade de Deus possa regular e dirigir cada área da atividade humana."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-8594019310024965227?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/8594019310024965227/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2011/11/levitico.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/8594019310024965227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/8594019310024965227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2011/11/levitico.html' title='Levítico'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-2121846612463708178</id><published>2011-11-16T20:31:00.000-02:00</published><updated>2011-11-16T20:32:39.417-02:00</updated><title type='text'>Citação V: Alvin Plantinga</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;"O filósofo cristão, ou teísta, então, tem sua própria maneira de trabalhar. Em alguns casos, existem alguns itens em sua agenda - itens importantes - não encontrados na agenda da comunidade filosófica não-teísta. Em outros casos, itens em alta na comunidade filosófica podem parecer de pouca importância de uma perspectiva cristã. Em ainda outros, o teísta rejeitará hipóteses e visões comuns sobre como iniciar, como proceder, e o que constitui uma resposta boa ou satisfatória. Em ainda outros casos, o cristão vai presumir e vai começar a partir de hipóteses ou premissas rejeitadas pela maior parte da comunidade filosófica. [...] A filosofia é muitas coisas. Eu disse antes que é uma questão de sistematizar, desenvolver e aprofundar as opiniões pré-filosóficas. É isso, mas também é uma arena para articulação e intercâmbio de compromissos e lealdades fundamentalmente religiosas por natureza; é uma expressão de perspectivas profundas e fundamentais, maneiras de ver a nós mesmos, o mundo e Deus. Entre seus mais importantes projetos estão a sistematização, aprofundamento, a exploração e a articulação dessa perspectiva, e explorar suas implicações no resto do que pensamos e fazemos. Mas então a comunidade filosófica cristã tem sua própria agenda; ela não precisa e não deve automaticamente tomar seus projetos da lista daqueles projetos favoritos nos centros filosóficos contemporâneos de ponta. Além do mais, os filósofos cristãos devem estar cautelosos quanto a assimilar ou aceitar procedimentos e ideias filosóficas populares; pois muitas delas têm raízes profundamente anticristãs. E, finalmente, a comunidade filosófica cristã tem um direito às suas perspectivas; ela não está sob nenhuma obrigação de mostrar que tais perspectivas são plausíveis em relação àquilo que é tomado como verdade por todos filósofos, ou a maioria dos filósofos, ou os prominentes filósofos de nossos dias. Em resumo, nós que somos cristãos e nos propomos a sermos filósofos não devemos nos contentar em sermos filósofos que, por acaso, são cristãos; devemos nos esforçar em sermos filósofos cristãos. Nós devemos, portanto, prosseguir com nossos projetos com integridade, independência, e ousadia cristã."&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;(&lt;a style="font-style: italic;" href="http://robertovargas-make.blogspot.com/2010/03/conselho-aos-filosofos-cristaos-alvin.html"&gt;Conselho aos filósofos cristãos&lt;/a&gt;)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-2121846612463708178?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/2121846612463708178/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2011/11/citacao-v-alvin-plantinga.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/2121846612463708178'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/2121846612463708178'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2011/11/citacao-v-alvin-plantinga.html' title='Citação V: Alvin Plantinga'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-1497143405272821839</id><published>2011-11-11T10:09:00.001-02:00</published><updated>2011-11-11T11:09:13.913-02:00</updated><title type='text'>A soberania banida VIII</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O sétimo capítulo intitula-se &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Graça e perseverança: a salvação e sua segurança&lt;/span&gt;, e trata da defesa dos dois últimos dos assim chamados cinco pontos do calvinismo. O capítulo é interessante, mas apenas dois trechos me pareceram realmente notáveis. Uma é a breve análise, de apenas uma página da passagem de Joao 10 sobre o Bom Pastor, culminando no versículo 28, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão"&lt;/span&gt;, fazendo-me lembrar das belas palavras de Calvino sobre a fonte de segurança que deve emanar dessa promessa para o coração do crente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O outro trecho interessante está menos diretamente ligado ao tema do capítulo, mas esclareceu uma curiosidade que eu tinha há muito tempo. Aprendi nos livros de teologia do Novo Testamento que a palavra grega para "glória" é &lt;span style="font-style: italic;"&gt;doxa&lt;/span&gt;. Contudo, aprendi nas aulas sobre filosofia grega na faculdade que essa mesma palavra era usada significando "opinião", a saber, a opinião não esclarecida pela análise filosófica. Qual seria, pensava eu, a relação entre as duas coisas? Wright me explicou: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;doxa&lt;/span&gt; deriva de uma raiz que significa "parecer" ou "aparecer"; essa palavra pôde se referir à opinião não fundamentada &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"porque as opiniões de uma pessoa são controladas pelo modo como as coisas parecem ser"&lt;/span&gt;. Mas também pôde refletir a glória divina porque aponta para a manifestação dessa glória.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-1497143405272821839?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/1497143405272821839/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2011/11/soberania-banida-viii.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/1497143405272821839'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/1497143405272821839'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2011/11/soberania-banida-viii.html' title='A soberania banida VIII'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-8622124722744373529</id><published>2011-11-07T20:40:00.002-02:00</published><updated>2011-11-07T20:52:10.568-02:00</updated><title type='text'>Citação IV: Jonas Madureira</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Para aqueles que acreditam na singularidade de Deus, a tendência de conquistar o aplauso da modernidade representa a maior de todas as tentações. A sociologia e a psicologia social já mostraram que todos aqueles que começam a viver em outras culturas que não a sua sofrem uma das mais fortes pressões que se pode experimentar: a pressão de estar fora dela. O mesmo acontece com aqueles que vivem uma cultura diferente da cultura dominante. Viver culturalmente 'fora' é como viver no exílio, é o ponto mais difícil da realização social. Por isso, não são poucos, mas muitos, os que abrem mão de suas convicções para serem aceitos, isto é, para não ficarem 'de fora'. Hoje, aquele que afirma a dependência de Deus para o conhecimento da realidade se vê diante de inúmeros desafios, pois está fora dos ditames da modernidade."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Curso Vida Nova de teologia básica: filosofia&lt;/span&gt;, São Paulo, Vida Nova, 2008, p. 131)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-8622124722744373529?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/8622124722744373529/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2011/11/citacao-iv-jonas-madureira.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/8622124722744373529'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/8622124722744373529'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2011/11/citacao-iv-jonas-madureira.html' title='Citação IV: Jonas Madureira'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-1127275209993325534</id><published>2011-11-03T10:56:00.001-02:00</published><updated>2011-11-03T11:56:55.181-02:00</updated><title type='text'>O grande jogo XIX</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O último capítulo, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Terra estrangeira&lt;/span&gt;, diz também algumas bobagens, como não poderia deixar de ser, mas o que diz de mais importante é correto e essencial: Magnoli trata da questão das favelas do Rio e seus traficantes como aquilo que realmente é, ou seja, um problema de soberania nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com isso, encerro meus comentários sobre o livro. Há nele milhões de declarações e interpretações das quais discordo. Várias delas, aliás, chegam a ser absurdas. Entretanto, foi uma leitura muito proveitosa. Também há no livro muitas verdades importantes. Adquiri muitas informações úteis e fui enriquecido com a exposição de interpretações diferentes das habituais em diversos pontos. É um bom livro.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-1127275209993325534?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/1127275209993325534/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2011/11/o-grande-jogo-xix.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/1127275209993325534'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/1127275209993325534'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2011/11/o-grande-jogo-xix.html' title='O grande jogo XIX'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-1116176757279755012</id><published>2011-10-30T14:11:00.001-02:00</published><updated>2011-10-30T14:15:06.886-02:00</updated><title type='text'>Citação III: João Calvino</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="z19Dle zG9tqc" id="col-z12zwzrwfpbadvbck22hzlfifpy4fli0k"&gt;&lt;span class="zo"&gt;&lt;span class="HgYomf"&gt;&lt;span style="display: block;" class="QGJaM Ig sDgL9b"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Todas  as coisas que contribuem para o enriquecimento desta presente vida são  sagrados dons divinos, mas as contaminamos pelo nosso mau uso delas. Se  quisermos saber por que razão, a resposta é que estamos sempre  entretendo a ilusão de que continuaremos perenemente neste mundo. O  resultado é que as mesmas coisas que nos devem ser assistenciais, em  nossa peregrinação ao longo da vida, se transformam em cadeias que nos  escravizam. A fim de acordar-nos de nosso torpor, o apóstolo  corretissimamente nos convida a uma retrospecção sobre a brevidade desta  vida. Disto ele deduz que a maneira pela qual devemos fazer uso de  todas as coisas deste mundo é pela consciência de que não as possuímos.  Pois aquele que pensa em si próprio como sendo um estranho que atravessa  este mundo usa as coisas que lhe pertencem como se elas pertencessem a  outro; em outras palavras, coisas que são em caráter de empréstimo por  apenas um dia.  A questão é que a mente do cristão não deve entulhar-se  de imagens das coisas terrenas, ou encontrar satisfação nelas, porquanto  devemos viver a vida como se fôssemos deixar este mundo a qualquer  momento."&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="z19Dle zG9tqc" id="col-z12zwzrwfpbadvbck22hzlfifpy4fli0k"&gt;&lt;span class="zo"&gt;&lt;span class="HgYomf"&gt;&lt;span style="display: block;" class="QGJaM Ig sDgL9b"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="z19Dle zG9tqc" id="col-z12zwzrwfpbadvbck22hzlfifpy4fli0k"&gt;&lt;span class="zo"&gt;&lt;span class="HgYomf"&gt;&lt;span style="display: block;" class="QGJaM Ig sDgL9b"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="z19Dle zG9tqc" id="col-z12zwzrwfpbadvbck22hzlfifpy4fli0k"&gt;&lt;span class="zo"&gt;&lt;span class="HgYomf"&gt;&lt;span style="display: block;" class="QGJaM Ig sDgL9b"&gt;(comentário a 1 Coríntios 7.29, em &lt;span style="font-style: italic;"&gt;1 Coríntios&lt;/span&gt;, São Paulo, Edições Paracletos, 1996, p. 230-231)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="z19Dle zG9tqc" id="col-z12zwzrwfpbadvbck22hzlfifpy4fli0k"&gt;&lt;span class="zo"&gt;&lt;span class="HgYomf"&gt;&lt;span style="display: block;" class="QGJaM Ig sDgL9b"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-1116176757279755012?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/1116176757279755012/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2011/10/citacao-iii-joao-calvino.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/1116176757279755012'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/1116176757279755012'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2011/10/citacao-iii-joao-calvino.html' title='Citação III: João Calvino'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-6016964908894373254</id><published>2011-10-26T17:54:00.001-02:00</published><updated>2011-10-26T18:54:57.740-02:00</updated><title type='text'>A soberania banida VII</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O sexto capítulo, que trata dos temas da depravação total e eleição incondicional, também é excelente. Impressionou-me particularmente o tratamento bíblico do primeiro tema, não por sua profundidade, pois é apenas um roteiro esquemático de quatro páginas, mas por sua abrangência e clareza. Wright descreve a doutrina bíblica da depravação desdobrando-a em cinco proposições:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Desde a Queda de Adão e Eva, todas as pessoas nascem espiritualmente mortas em sua natureza pecaminosa e, portanto, requerem uma regeneração para a vida que elas não possuem naturalmente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por serem decaídos, o coração e a mente natural são pecaminosamente corruptos e ignorantes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;3.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Como a totalidade da natureza está envolvida na Queda e seus resultados, os pecadores são escravos do pecado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;4.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ninguém escapa das tendências iníquas da natureza pecaminosa adâmica.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;5.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Entregues a si mesmos, os mortos em delitos e pecados não possuem nenhuma capacidade espiritual para reformarem a si mesmos, ou para se arrependerem ou crerem salvadoramente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-6016964908894373254?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/6016964908894373254/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2011/10/soberania-banida-vii.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/6016964908894373254'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/6016964908894373254'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2011/10/soberania-banida-vii.html' title='A soberania banida VII'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-6190170945070382539</id><published>2011-10-22T13:38:00.001-02:00</published><updated>2011-10-22T14:38:52.123-02:00</updated><title type='text'>Citação II: Richard Baxter</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Assim como o próprio Cristo ou será recebido com honra ou nem sequer será recebido, assim deve acontecer com a misericórdia e a graça que Ele oferece. Ele não aplicará o Seu sangue e a Sua justiça àqueles que não lhes dão valor. Ele não perdoará tamanha quantidade de iniquidades, nem removerá as montanhas de pecado que se encontram sobre a alma daqueles que não sentem a necessidade de tal misericórdia. Ele não resgatará do poder do mal, da opressão do pecado e das portas do inferno - e não fará membros de Seu próprio corpo, filhos de Deus e herdeiros dos céus - aqueles que não aprenderam a valorizar estes benefícios e que continuam voltados para seus pecados e misérias, e para as frivolidades e vaidades do mundo. Cristo não menospreza o Seu sangue, o Seu Espírito, a Sua aliança, o Seu perdão ou a Sua herança celestial e, portanto, Ele não os dará a ninguém que os despreze até que o ensine a reconhecer o enorme valor de todas essas bênçãos. Você pensa que estaria de acordo com a sabedoria de Cristo conceder bênçãos tão preciosas como estas a homens que não têm coração para valorizá-las? Ora, dar a um homem a justificação e a adoção é mais do que dar a ele todo este mundo visível: o sol, a lua, o firmamento e a terra. Deveriam estas graças ser concedidas a alguém que faz pouco caso delas? Assim Deus não consumaria o Seu propósito. Ele não obteria o amor, a honra ou a gratidão que Ele tenciona receber pelo dom concedido. É necessário, portanto, que a alma seja totalmente humilhada, a fim de que o perdão seja recebido como perdão, e a graça como graça, e não sejam indevidamente negligenciados."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Richard Baxter, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quebrantamento: espírito de humilhação&lt;/span&gt;, Ananindeua, Knox Publicações, 2008, p. 36)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-6190170945070382539?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/6190170945070382539/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2011/10/citacao-ii-richard-baxter.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/6190170945070382539'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/6190170945070382539'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2011/10/citacao-ii-richard-baxter.html' title='Citação II: Richard Baxter'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-3269622362111763137</id><published>2011-10-18T08:43:00.000-02:00</published><updated>2011-10-18T09:43:58.898-02:00</updated><title type='text'>O grande jogo XVIII</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O penúltimo capítulo, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Preto no branco&lt;/span&gt;, trata de questões raciais, e nele se encontram lado a lado verdades profundas e besteiras igualmente profundas, talvez como em nenhuma outra parte do livro. Magnoli faz bem em apontar para a queda na prosperidade dos negros americanos desde a implementação das ações afirmativas, mas atribui as cotas a uma &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"reação conservadora"&lt;/span&gt; com base no fato de ter sido financiada por instituições como a Fundação Ford. A estrutura do argumento é muito simples: se é uma medida não favorece os oprimidos e tem gente rica apoiando, só pode ser coisa da direita. Ocorre, porém, que essa maneira tipicamente esquerdista de encarar a realidade não corresponde aos fatos. Se correspondesse, não haveria explicação para o amplo apoio de bilionários americanos e europeus a eventos como o Fórum Social Mundial, para dar só um exemplo. Nos EUA, todo mundo sabe que os ricaços todos favorecem a esquerda e geralmente apóiam o candidato mais intervencionista, e que quem se opõe às ações afirmativas são os conservadores. Mas Magnoli acha que os defensores das cotas são não só direitistas, mas &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"ultraliberais"&lt;/span&gt;, como se criar leis adicionais com base na cor da pele das pessoas fosse um perfeito exemplo de Estado mínimo. Ele também acha que Bush é &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"ultraliberal"&lt;/span&gt;, como se o ex-presidente americano não tivesse promovido inchaço estatal algum. Não é de admirar que, diante de tamanha confusão, Magnoli veja como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"paradoxal"&lt;/span&gt; a adesão do PT às cotas raciais. Ele simplesmente não entende nada do que está acontecendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com base em sua confusão, Magnoli teoriza, com a profundidade de um panfleto eleitoreiro, que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"o pensamento ultraliberal enxerga a sociedade como conjunto de consumidores"&lt;/span&gt;, enquanto &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"o pensamento de esquerda enxerga a sociedade como conjunto de cidadãos"&lt;/span&gt;, de modo que a ênfase do primeiro está na igualdade econômica e a do segundo está na igualdade política. Basta dizer que, segundo essa definição, Marx seria de direita e todos os conservadores que conheço seriam de esquerda. É certo que Magnoli não é um marxista, estando mais próximo de ser um herdeiro direto da Revolução Francesa, mas isso não lhe dá o direito de redefinir os termos de maneira contrária à amplamente utilizada só para angariar à esquerda os méritos de seus adversários. Além do mais, a aplicação que ele faz desses conceitos à questão específica das ações afirmativas demonstra simples ignorância histórica. Afinal, não foi Marcuse quem propôs a ação de todas as categorias de excluídos (e não só os pobres) em prol da revolução socialista?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Magnoli diz muitas outras bobagens que não me animo sequer a mencionar, mas o capítulo tem suas qualidades. Por exemplo, ele denuncia de modo mui apropriado que o recente endeusamento de Zumbi dos Palmares está ligado ao desprezo pelos movimentos abolicionistas do século XIX, já que a Abolição em si é interpretada como mera artimanha capitalista. Diz Magnoli que adotar essa versão revisada da história é &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"obliterar os nomes das sociedades abolicionistas, com seus jornais e heróicos estratagemas que permitiram fugas de milhares de escravos das fazendas. Os revisionistas passaram a borracha na saudação de Raul Pompéia aos escravos rebelados [...]. Eles condenam ao limbo os jangadeiros ceareneses que se recusaram a transportar aos navios os escravos vendidos para outras províncias, os tipógrafos que não imprimiram panfletos antiabolicionistas, os ferroviários que escondiam os negros fugidos em vagões ou estações de trem. A Abolição foi uma luta popular moderna, compartilhada por brasileiros de todos os tons de pele."&lt;/span&gt; Só é uma pena que o leitor não tenha sido informado de que Zumbi não foi herói nenhum, e sim mais um dono de escravos, como bem demonstram as pesquisas históricas mais recentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Magnoli deve ser um dos mais ferrenhos inimigos das ações afirmativas no Brasil, infelizmente. Pois, com essa ideologia política confusa, ele não tem muita chance de obter sucesso em suas denúncias.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-3269622362111763137?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/3269622362111763137/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2011/10/o-grande-jogo-xviii.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/3269622362111763137'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/3269622362111763137'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2011/10/o-grande-jogo-xviii.html' title='O grande jogo XVIII'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-3725074392892633361</id><published>2011-10-14T08:50:00.001-03:00</published><updated>2011-10-14T08:50:46.430-03:00</updated><title type='text'>Citação I: Cornelius Van Til</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Resolvo inaugurar neste blog uma nova seção, cujo objetivo é trazer citações interessantes, e nada além delas. Para começar, uma de Cornelius Van Til que li na contracapa de um livro do próprio - livro que encontrei na avantajada estante do pastor e amigo Samuel Vitalino na última vez que estive em seu escritório pastoral, em Salvador. Achei a citação tão interessante que fotografei a contracapa que a continha, a fim de não perder seu conteúdo. Como, porém, não tive a esperteza de fotografar também a capa, não poderei fazer a referência devidamente. Contando, pois, com o perdão dos leitores, vamos ao que interessa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Sendo autoexplanatório, Deus naturalmente fala com absoluta autoridade. É Cristo, como Deus, quem fala na Bíblia. Portanto, a Bíblia não apela para a razão humana dando-lhe o papel último na justificação do que lhe diz, mas vem ao ser humano com autoridade absoluta, reivindicando que a própria razão humana deve ser entendida tal como a Escritura a descreve, a saber, como criada por Deus e, portanto, apropriadamente sujeita à autoridade de Deus."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-3725074392892633361?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/3725074392892633361/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2011/10/citacao-i-cornelius-van-til.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/3725074392892633361'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/3725074392892633361'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2011/10/citacao-i-cornelius-van-til.html' title='Citação I: Cornelius Van Til'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-3197985590739731560</id><published>2011-10-10T11:53:00.001-03:00</published><updated>2011-10-10T11:53:22.727-03:00</updated><title type='text'>A soberania banida VI</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O quinto capítulo, intitulado &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A salvação como a escolha de Deus: tudo é pela graça&lt;/span&gt;, é excelente. A primeira parte trata do ensino de Spurgeon sobre a natureza da vontade depravada do homem não-regenerado. O trecho a seguir, extraído de seu célebre sermão &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Livre arbítrio, um escravo&lt;/span&gt;, resume a questão de maneira deveras interessante. Não posso deixar de lembrar disso toda vez que ouço alguém dizendo que o arminianismo não dá lugar ao orgulho no coração humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"É provável que você tenha ouvido muitos grandes sermões arminianos, mas você nunca ouviu uma oração arminiana, porque os santos em oração aparecem como sendo um em palavra, atos e mente. Um arminiano de joelhos ora desesperadamente da mesma maneira que um calvinista. [...] Imagine-o orando: 'Senhor, eu te agradeço porque não sou como os pobres e presunçosos calvinistas. Senhor, eu nasci com um glorioso livre arbítrio; nasci com um poder pelo qual posso me voltar para ti por mim mesmo; tenho melhorado minha graça. Se todos tivessem feito com sua graça o que faço com a minha, todos poderiam ter sido salvos. Senhor, eu sei que tu não nos tornas desejosos se não somos desejosos por nós mesmos. [...] Não foi tua graça que fez a diferença entre nós. [...] Eu fiz uso daquilo que me foi dado, e os outros não; essa é a diferença entre nós.'"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O restante do capítulo trata das origens do movimento arminiano, dos remonstrantes na Holanda e dos cinco pontos do calvinismo, tais como foram declarados em Dort. Wright se baseia em um trabalho de Frederic Platt para argumentar que o arminianismo foi o responsável por abrir espaço, no seio das igrejas reformadas, para o humanismo, o liberalismo, o racionalismo e o latitudinarismo. Embora, felizmente, um arminiano não precise necessariamente enveredar por esse caminho, parece-me que o autor está correto ao apontá-lo como responsável pela abertura de portas que deveriam ter permanecido bem trancadas. Em sua busca por consistência interna, o arminianismo posterior não apenas abriu mão da perseverança dos santos, que Armínio ainda sustentara, mas também abriu espaço para tendências teológicas ainda mais danosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devo registrar, no entanto, que não acho justo culpar o arminianismo pela presença de todos esses males dentro da igreja, sobretudo no caso do racionalismo. Uma repulsa mal orientada pelo arminianismo pode levar a um curso não tão diferente. A tentação libertária do arminiano é a contraparte da tentação determinista do calvinista, e ambas são empréstimos indevidos de cosmovisões alheias às Escrituras. Mas já falei sobre isso nos posts anteriores, e não vou repetir tudo aqui.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-3197985590739731560?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/3197985590739731560/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2011/10/soberania-banida-vi.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/3197985590739731560'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/3197985590739731560'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2011/10/soberania-banida-vi.html' title='A soberania banida VI'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-6699183668019590480</id><published>2011-10-03T22:50:00.003-03:00</published><updated>2011-10-03T22:51:24.072-03:00</updated><title type='text'>Top twenty</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Publiquei no &lt;a href="http://andrelv.blogspot.com/2011/10/retrato-bibliografico.html"&gt;outro blog&lt;/a&gt; um post contendo uma lista brevemente comentada dos livros que, com boa aproximação, podem ser considerados os mais importantes de minha vida até o presente momento.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-6699183668019590480?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/6699183668019590480/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2011/10/top-twenty.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/6699183668019590480'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/6699183668019590480'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2011/10/top-twenty.html' title='Top twenty'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-2410185072705634642</id><published>2011-09-25T22:50:00.001-03:00</published><updated>2011-09-25T22:50:28.257-03:00</updated><title type='text'>A soberania banida V</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O título do quarto capítulo é &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Autonomismo apóstata: a Queda e a teoria autonomista&lt;/span&gt;. A ideia geral aqui delineada é deveras interessante. Wright busca identificar no relato bíblico da Queda o germe dos mais diversos pecados humanos. Primeiro, a distorção das palavras de Deus, tanto pelo acréscimo quanto pela supressão, ambos encontrados na resposta da mulher à pergunta da serpente. Depois, o racionalismo, pois a negação consistente da sentença divina só poderia se basear num conhecimento exaustivo da natureza das coisas. Em seguida, o irracionalismo, decorrente da convicção de que Deus não possui absoluto controle sobre sua criação, o que equivale a torná-la indeterminada, abrindo-se então um campo indefinido de possibilidades. A tensão entre racionalismo e irracionalismo se refletiria a partir de então no célebre "problema do um e dos muitos", que o coração pecador do homem tenderia sempre a resolver em alguma teoria aparentada à "grande cadeia do ser", postulando uma hierarquia que abarca todas as coisas, descendo continuamente do Absoluto até as mais rudimentares formas de existência. Por trás de tudo isso jaz o desejo pela autonomia em relação a Deus e sua Lei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As conexões feitas por Wright entre os diversos elementos de sua  interpretação do Gênesis estão longe de ser claras. Na verdade, a  exposição é bastante superficial, e vale mais pelas intuições que pelo  rigor. Não posso sequer concordar com seu uso dos termos "racionalismo" e "irracionalismo", que acabam remetendo ao seu determinismo. Apesar de tudo isso, a ideia do capítulo é bem interessante, e creio que há várias verdades importantes aí embutidas. Em especial, também acredito que há uma "religião do homem" para a qual tende naturalmente o instinto religioso não regenerado. Além disso, achei interessante o seguinte trecho:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"É essa cosmovisão pecaminosa que Paulo descreveu como o grande problema humano em Romanos 1, que ele confrontou com os sofismas de Atenas e aos quais ele dá o evangelho de Cristo como uma resposta em 1 Coríntios 1 e 2. Os reinos de Israel e Judá enfrentaram isso nas idolatrias antigas das tribos cananeias. Paulo enfrentou isso em seu próprio tempo na filosofia cultural do helenismo. Lutero encontrou-a na hierarquia da Igreja Católica Romana. Missionários a enfrentam no hinduísmo. Os evangélicos de hoje encontram essa cosmovisão nas novelas fantasiosas de Charles Williams e C. S. Lewis e nas visões ocultistas da Nova Era, e mesmo nas defesas hierárquicas da subordinação das mulheres nas igrejas mais conservadoras."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em minha opinião, Wright esteve a um passo de detectar um problema muito real em Lewis, que é essa simpatia excessiva pelo modo pagão de pensar - erro que ele adquiriu em parte pela influência de Williams, segundo Colin Duriez (e em parte porque sua cosmovisão nunca deixou de ser meio católica).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estou bem certo de que o hierarquismo embutido na "grande cadeia do ser" seja o problema fundamental da cosmovisão humana. Isso não defendido de modo claro e convincente no texto. Mas essas são ideias interessantes que vale a pena ter em mente em investigações futuras.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-2410185072705634642?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/2410185072705634642/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2011/09/soberania-banida-v.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/2410185072705634642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/2410185072705634642'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2011/09/soberania-banida-v.html' title='A soberania banida V'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-7066454256685145770</id><published>2011-09-18T20:26:00.001-03:00</published><updated>2011-09-18T20:26:13.727-03:00</updated><title type='text'>O grande jogo XVII</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No capítulo 11, intitulado &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Lula, a nação como família&lt;/span&gt;, há comentários bastante interessantes sobre a mentalidade política do ex-presidente, especialmente no artigo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A ética de Lula e a nossa&lt;/span&gt;. Magnoli resume bem essa visão nas seguintes palavras:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Lula encarna a tradição do patronato político brasileiro. Vezes sem conta, o presidente definiu a nação pela metáfora da família, na qual ele desempenha o papel de pai provedor, governando com o coração e zelando por todos os filhos, sobretudo os mais fracos. Governar é distribuir privilégios seletivamente: eis o conceito arcaico que sempre emanou do pensamento do Lula-presidente."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, Magnoli não nota a profunda semelhança entre a visão que Lula faz de si mesmo e a que a esquerda em geral faz da própria função do Estado. O princípio é o mesmo, embora, sem dúvida, a incultura do ex-presidente o tenha levado a expressá-lo de maneira bastante óbvia e grotesca. Mas Magnoli não percebe isso, e faz uso de vários argumentos, desde pormenores econômicos até bravatas de campanha eleitoral, para provar que o governo Lula não foi de esquerda, que existe um vácuo ideológico no PT, que do socialismo petista só restam &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"o nome, os símbolos e a memória histórica"&lt;/span&gt;. O autor chega mesmo a dizer que FHC conseguiu a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"conversão ideológica do adversário"&lt;/span&gt;, como se o próprio FHC não fosse um esquerdista, em primeiro lugar. E acha também que as visões de mundo do PT e do MST são antagônicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Magnoli não sabe distinguir entre lentidão revolucionária imposta pelas circunstâncias, concessões puramente estratégicas, e "valores" ideológicos verdadeiros, que resultam em ações concretas rumo a um alvo preestabelecido. As atitudes verdadeiramente comunistas do PT se manifestam de muitas formas, desde as alianças e lealdades internacionais (oficiais ou não, do governo ou do partido) até o auxílio ao próprio MST, que tem se manifestado até nos livros escolares do MEC. O geógrafo não percebe a magnitude do triunfo da ideologia esquerdista no cenário político brasileiro, e é por isso mesmo que lhe falta o senso das proporções quando se trata de classificar ideologicamente as ações de um partido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, no que diz respeito ao MST, algumas de suas percepções são interessantes e me parecem corretas. Magnoli chega a constatar que a reforma agrária pretendida pelo MST não tem nada a ver com terras improdutivas ou pobreza dos camponeses: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"não é uma política social compensatória, mas a bandeira de uma revolução"&lt;/span&gt;. Contudo, ele vê nisso um conflito de interesses entre MST e PT que é, na melhor das hipóteses, insignificante. Pois, se o PT não está interessado em fazer uma reforma agrária verdadeira (se é que isso existe), isso não quer dizer que não haja interesses ainda mais importantes em comum.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-7066454256685145770?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/7066454256685145770/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2011/09/o-grande-jogo-xvii.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/7066454256685145770'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/7066454256685145770'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2011/09/o-grande-jogo-xvii.html' title='O grande jogo XVII'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-7907193100585648499</id><published>2011-09-11T12:30:00.001-03:00</published><updated>2011-09-11T12:30:29.586-03:00</updated><title type='text'>A soberania banida IV</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois de um breve interlúdio (&lt;a href="http://andrelv.blogspot.com/2011/09/sutilezas-causais-parte-2.html"&gt;aqui&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://andrelv.blogspot.com/2011/09/sutilezas-causais-parte-3.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;), para responder às críticas do Dr. Alan Myatt, &lt;a href="http://andrelv.blogspot.com/2011/09/sutilezas-causais-parte-4.html"&gt;aqui&lt;/a&gt; vai o restante do que tenho a dizer sobre o segundo capítulo da obra de Wright.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-7907193100585648499?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/7907193100585648499/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2011/09/soberania-banida-iv.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/7907193100585648499'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/7907193100585648499'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2011/09/soberania-banida-iv.html' title='A soberania banida IV'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-5594733900019463707</id><published>2011-08-29T22:38:00.001-03:00</published><updated>2011-11-11T11:20:28.877-02:00</updated><title type='text'>A rejeição do racionalismo por Gordon H. Clark</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje tomei conhecimento do texto &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A rejeição do racionalismo por Gordon H. Clark&lt;/span&gt;, de Phil Fernandes, publicado no blog do &lt;a href="http://monergismo.com/?p=3095"&gt;Monergismo&lt;/a&gt; em maio deste ano. Duas pessoas pediram minha opinião sobre o texto: minha amada esposa Norma e meu querido amigo Leonardo Galdino. Perguntaram-me se o conteúdo desse texto é válido como contestação ao racionalismo de Clark. Respondo que não, e dou minhas razões nos parágrafos que se seguem. Mas advirto que não farei uma apreciação completa do texto; em particular, não tratarei dos equívocos cometidos na exposição dos filósofos citados, embora haja alguns. Não sei se esses equívocos são do autor do breve artigo ou do próprio Clark; de qualquer modo, eles não são relevantes para o propósito que tenho em mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os argumentos levantados no artigo contra a tese do "Clark racionalista" dividem-se em apenas duas categorias. A primeira é uma listagem de críticas feitas por Clark a diversos racionalistas, puros ou impuros: Agostinho, Anselmo, Descartes e Spinoza. Nenhuma objeção de Clark a teses específicas de algum desses filósofos é apresentada. É-nos dito apenas que Clark os criticou. Seja qual for o conteúdo de suas críticas (que eu conheço em parte), o fato é que essa primeira categoria não tem valor enquanto objeção à tese em questão, pois os diversos filósofos racionalistas também fizeram críticas uns aos outros. Portanto, criticar racionalistas não é motivo sufuciente para que alguém possa se esquivar de ser considerado racionalista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda categoria, que aparece apenas no último parágrafo, traz apenas duas objeções levantadas por Clark ao racionalismo enquanto tal, à parte de suas manifestações específicas em um ou outro filósofo. A primeira é que as conclusões dos diversos filósofos racionalistas contradizem-se mutuamente. Agostinho, Anselmo, Descartes e Spinoza, por exemplo, produziram sistemas racionalistas conflitantes entre si. Ora, isso está longe de ser sequer uma objeção ao racionalismo, e muito mais longe de ser uma razão para que alguém não seja considerado racionalista. O fato de eu reconhecer que existem várias vertentes teológicas cristãs, por exemplo, não basta para me desqualificar como cristão, e tampouco constitui crítica ao cristianismo. É apenas o reconhecimento de um fato. Dá-se o mesmo com o racionalismo, ou com qualquer outro "ismo". Além disso, se decidirmos considerar Clark um racionalista, essas afirmações continuam sendo verdadeiras: nesse caso, diremos apenas que Agostinho, Anselmo, Descartes, Spinoza e Clark produziram sistemas racionalistas conflitantes entre si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda objeção é, nas palavras do próprio Clark, que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"o racionalismo não produz princípios primeiros a partir de algo mais: os princípios primeiros são inatos"&lt;/span&gt;. Isso é inexato, em primeiro lugar, porque as ideias inatas dos racionalistas do século XVII eram inatas à mente, não à própria razão, que pode ser uma propriedade dos seres ou um atributo da mente, mas não pode ser confundida com a própria mente. Portanto, para aqueles racionalistas, a razão tinha algo exterior a si mesma sobre que atuar. Clark discorda deles, e atribui esse papel somente às Escrituras. Mas isso só muda o lugar de onde se retiram as premissas, não havendo diferença estrutural alguma quanto ao papel, modo de funcionamento e poder de alcance potencial da razão. A própria definição com que o artigo começa está errada: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Racionalismo é a tentativa de encontrar a verdade por meio da razão somente"&lt;/span&gt;. Isso, a rigor, nunca existiu. A razão sempre teve, nos diversos sistemas racionalistas, algum material externo a partir do qual trabalhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, não devemos cair no erro de entender o racionalismo em um sentido demasiado estrito, como a se referir apenas a racionalistas do tipo antiempirista do século XVII. Felizmente, o autor do artigo não caiu nesse erro, embora sua descrição se aplique melhor a essa categoria de racionalistas que a qualquer outra, e embora Clark fosse antiempirista convicto (e na maior parte das vezes com razão, segundo creio). Os atuais materialistas de tipo cientificista, que professam um discurso incoerentemente empirista, são também herdeiros do racionalismo, e com frequência portam-se como eles, chegando inclusive a designarem-se por esse nome algumas vezes. O racionalismo é mais amplo que tudo isso, envolvendo uma atitude e um sentimento diante da razão, uma certa confiança em seu poder "redentor" e em sua onipotência. Racionalistas têm um cheiro característico, que aprendi a identificar por já ter sido um (não sei com que grau de pureza), e por tê-lo sentido diariamente ao longo dos oito anos em que frequentei departamentos de física. Quando digo que Clark foi um racionalista, é porque senti esse cheiro até em seus PDFs. Só não me peçam para descrevê-lo, pois daria muito trabalho. O melhor que já consegui fazer nesse sentido apareceu nesta &lt;a href="http://andrelv.blogspot.com/2010/11/o-direito-ao-misterio-parte-4.html"&gt;quarta (e última) parte&lt;/a&gt; de minha crítica a um artigo de Gary Crampton. Poderei tentar algo mais completo em outra oportunidade, quando estiver devidamente inspirado. Quem já tentou descrever perfumes com palavras sabe o trabalho que dá.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-5594733900019463707?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/5594733900019463707/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2011/08/rejeicao-do-racionalismo-por-gordon-h.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/5594733900019463707'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/5594733900019463707'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2011/08/rejeicao-do-racionalismo-por-gordon-h.html' title='A rejeição do racionalismo por Gordon H. Clark'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-2922343398382426675</id><published>2011-08-22T20:11:00.000-03:00</published><updated>2011-08-22T20:11:26.251-03:00</updated><title type='text'>A soberania banida III</title><content type='html'>Publiquei no &lt;a href="http://andrelv.blogspot.com/2011/08/sutilezas-causais-parte-1.html"&gt;outro blog&lt;/a&gt; a primeira parte de minhas considerações sobre o segundo capítulo do livro. O restante sairá na próxima postagem.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-2922343398382426675?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/2922343398382426675/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2011/08/soberania-banida-iii.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/2922343398382426675'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/2922343398382426675'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2011/08/soberania-banida-iii.html' title='A soberania banida III'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-5276389302034480065</id><published>2011-08-10T15:20:00.001-03:00</published><updated>2011-08-10T15:20:47.302-03:00</updated><title type='text'>O grande jogo XVI</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com o nono capítulo, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Um sonho de potência&lt;/span&gt;, Magnoli dá início ao trecho final do livro, em que está em foco a política interna brasileira sob o governo Lula. Essa parte do livro é muito melhor que a precedente, e nela o autor deixa claro que pertence a uma classe de esquerdistas extremamente rara no Brasil de hoje: a dos que odeiam de fato a ditadura, mesmo quando é de esquerda. Prova disso aparece na denúncia da patente hipocrisia do ex-presidente, que reclamou dos abusos do governo americano contra os terroristas e silenciou diante de situação semelhante perpetrada por Fidel, sob a desculpa de que estava respeitando a política interna do país visitado. O livro é de 2006, e hoje Magnoli teria muitos contrastes adicionais para citar, como aquele entre as atitudes do governo brasileiro frente aos boxeadores cubanos que tiveram a infelicidade de vir fugir da ditadura logo aqui e frente ao homicida italiano Cesare Battisti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O capítulo traz ainda algumas percepções salutares, geralmente negadas ou ignoradas pelos ideólogos de esquerda, como a do delírio lulista da grandeza brasileira no cenário político global, a tendência claramente socialista dos governos anteriores à ditadura (Jânio Quadros e João Goulart) e a inexistência de um alinhamento sério entre os interesses americanos e a conduta dos militares nos anos que se seguiram. Ele até chega a admitir a honestidade do governo americano ao redigir seus relatórios anuais sobre direitos humanos, que tanto denunciam os crimes dos Estados aliados quanto dos inimigos, e que Lula tentou desacreditar quando foi mencionada a péssima situação do sistema penitenciário brasileiro, ao mesmo tempo em que, como membro da Comissão de Direitos Humanos da ONU, fazia de tudo para não prejudicar os regimes cubano e chinês, dentre outros. O que, aliás, não poderia ser diferente, já que foi graças aos votos desses dois países, além de outros notórios inimigos dos direitos humanos, como Arábia Saudita, Rússia e Argélia, que o Brasil conseguiu uma vaga na referida comissão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segue na mesma linha o artigo mais interessante do décimo capítulo, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Uma aventura no Haiti&lt;/span&gt;, que acausa o governo brasileiro de, por meio de sua presença militar no país, apoiar e fortalecer um governo corrupto e ditatorial.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-5276389302034480065?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/5276389302034480065/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2011/08/o-grande-jogo-xvi.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/5276389302034480065'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/5276389302034480065'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2011/08/o-grande-jogo-xvi.html' title='O grande jogo XVI'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-5407773273437273547</id><published>2011-07-26T09:37:00.001-03:00</published><updated>2011-07-26T09:37:15.929-03:00</updated><title type='text'>A soberania banida II</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Nota: Escrevi o post abaixo em março do ano passado, numa época em que ainda não havia lido o restante do livro. Mantive o texto como o escrevi, apenas acrescentando alguns comentários entre colchetes.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;*******&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Talvez o maior defeito da exposição histórica feita no primeiro capítulo seja sua superficialidade. Eu gostaria, por exemplo, de ter lido uma exposição bem mais aprofundada sobre a posição da teologia patrística diante do tema. Porém, apenas três obras são citadas, e o espaço total dedicado aos quatro primeiros séculos da igreja não chega a duas páginas. Não sei se os temas tratados aqui serão retomados em detalhes adiante, mas o fato é que o conteúdo não chegou nem perto de me satisfazer. [De fato esses temas não voltaram a ser abordados no restante do livro.]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro problema, mais pontual e secundário, advém de uma passagem muito estranha na qual Wright parece aprovar a teoria zwingliana sobre os sacramentos, em detrimento da de Calvino, ao dizer que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"em Calvino e Zwinglio o sacramentalismo foi eliminado totalmente, sendo substituído pela eficácia da Palavra pregada; e, conquanto a tentativa de Calvino de criar uma ideia mediadora seja ainda hoje pouco entendida, a maioria dos evangélicos é essencialmente zwingliana no seu entendimento dos sacramentos"&lt;/span&gt;. O conceito de "sacramentalismo" não foi definido de modo suficientemente rigoroso, o que me impede de saber se Wright está ou não correto em sua afirmação de que Calvino o substituiu pela pregação da Palavra. Seja como for, não há sentido em dizer que Calvino eliminou totalmente o sacramentalismo e dizer, no mesmo período, que ele tentou uma conciliação entre a pregação da Palavra e a ministração dos sacramentos. É uma contradição patente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso me leva ao terceiro problema, mais importante. Acredito que um tema tão complexo do ponto de vista filosófico e teológico requer uma mente muito perspicaz e rigorosa. Wright não me convenceu de que possui tais qualidades. Em parte pelo que expus no parágrafo anterior, e em parte pelo uso frouxo que ele faz de termos como "calvinismo", "arminianismo" e "livre arbítrio", fiquei com a impressão de que minha própria posição sobre o assunto não será integralmente analisada ao longo do livro. [E não foi mesmo.]&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-5407773273437273547?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/5407773273437273547/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2011/07/soberania-banida-ii.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/5407773273437273547'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/5407773273437273547'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2011/07/soberania-banida-ii.html' title='A soberania banida II'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-6673693618880066500</id><published>2011-07-19T00:31:00.001-03:00</published><updated>2011-07-19T00:31:21.020-03:00</updated><title type='text'>O grande jogo XV</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O oitavo capítulo, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sachs na África&lt;/span&gt;, discorre sobre todos os velhos problemas do continente africano. Dou destaque a duas coisas ditas por Magnoli, sendo uma correta e a outra não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A coisa correta é sobre a ajuda financeira dos países ricos, que, ao contrário do que muita gente pensa, ocorre abundantemente. Magnoli denuncia que isso não adianta nada, chegando a citar estudos que mostram que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"80% do dinheiro direcionado à África Subsaariana sob essa rubrica, entre as décadas de 70 e 90, retornou em menos de um ano para os países ricos, em geral na forma de investimentos em bancos suíços e ou suntuosas &lt;/span&gt;villas&lt;span style="font-style: italic;"&gt; no Mediterrâneo"&lt;/span&gt;. Os casos narrados mostram que o problema da África não é a fictícia falta de caridade do resto do mundo, e sim a corrupção de suas próprias sociedades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A coisa errada é que Magnoli elogia os programas de combate à AIDS de alguns países, como Senegal e Uganda, atribuindo seu sucesso à distribuição de preservaticos, às campanhas de conscientização das mulheres e ao investimento em saneamento básico. Mas ele não mencionou que esses governos investiram também na difusão das únicas ações realmente eficazes: a castidade dos solteiros e a fidelidade dos casados.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-6673693618880066500?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/6673693618880066500/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2011/07/o-grande-jogo-xv.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/6673693618880066500'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/6673693618880066500'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2011/07/o-grande-jogo-xv.html' title='O grande jogo XV'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-9037422027838392362</id><published>2011-07-12T22:26:00.000-03:00</published><updated>2011-07-12T22:26:18.370-03:00</updated><title type='text'>A soberania banida</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Nota: Escrevi o trecho abaixo há mais de um ano. A leitura do livro já foi concluída.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou lendo agora o livro &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A soberania banida&lt;/span&gt;, de R. K. McGregor Wright, que ganhei de presente do meu amigo Jorge Fernandes. Acabo de concluir a leitura do capítulo inicial, intitulado &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Uma controvérsia antiga e persistente&lt;/span&gt;. Neste post, falarei de suas várias qualidades; no próximo, abordarei seus poucos defeitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trata-se de uma exposição interessante sobre a controvérsia acerca da soberania de Deus e a liberdade humana, indo desde os pais apostólicos até Clark Pinnock, passando por Pelágio e Agostinho, Gottschalk e Erígena, Erasmo e os humanistas do Renascimento, os grandes reformadores, os socinianos, Armínio e os remonstrantes, os puritanos ingleses, os iluministas, Wesley e Whitefield, Finney e os reavivalistas, Spurgeon, Lloyd-Jones, Packer, os neocalvinistas holandeses, os pressuposicionalistas dos Estados Unidos (sobretudo Clark e Van Til) e Schaeffer. O autor conta que seu interesse pelo tema teve início durante o período passado com esse último em L'Abri, e se aprofundou ao estudar sob a orientação acadêmica de Pinnock. Embora se refira a seu ex-orientador com grande respeito e simpatia, Wright é firme em sua afirmação de que Pinnock se afastou gradualmente da ortodoxia bíblica, e não esconde que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"este livro começa a tarefa de responder ao seu convite para dialogar enfocando a questão central em debate: como tornar o evangelho da graça um desafio para as pessoas cultas que o desprezam"&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa forma, a preocupação central do livro é evangelística e apologética. O autor crê que uma concepção errada sobre a natureza do homem decaído é a grande responsável pelos fracassos da igreja na tentativa de trazer novas ovelhas para o aprisco do Bom Pastor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O capítulo é muito bom pelo enfoque histórico sobre o ponto em questão. A abordagem em si é deveras interessante, e me acrescentou conhecimentos quanto a inúmeros detalhes. Os pontos que ele promete abordar ao longo do livro são muito pertinentes. Além disso, apreciei o valor dado por ele aos neocalvinistas holandeses, sobretudo a Dooyeweerd e Vollenhoven, que vêm despertando minha curiosidade intelectual ultimamente.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-9037422027838392362?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/9037422027838392362/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2011/07/soberania-banida.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/9037422027838392362'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/9037422027838392362'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2011/07/soberania-banida.html' title='A soberania banida'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-3641759375211107010</id><published>2011-07-04T00:46:00.000-03:00</published><updated>2011-07-04T00:46:12.015-03:00</updated><title type='text'>O grande jogo XIV</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No sétimo capítulo, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Faces da globalização&lt;/span&gt;, há um pouco de tudo: aquecimento global, tsunamis, tráfico de drogas, racismo, internet e até o BBB, com um interessante (mas curto, e creio que parcialmente equivocado) ensaio sobre a história da privacidade. Mas não vale a pena comentar nada disso; nem mesmo dos pontos com os quais concordo. Limito-me a comentar a única coisa realmente importante que encontrei nesse capítulo: o artigo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Siga o dinheiro&lt;/span&gt;, que denuncia a profusão de ONGs internacionais (e nacionais também) que se colocam a serviço do globalismo, ameaçam a democracia e, apesar do nome, vivem de dinheiro público. Transcrevo abaixo o parágrafo final do texto, que resume a questão de maneira brilhante:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"As ONGs são grupos privados de interesses. Mas o seu poder de pressão expressa-se como capacidade especial de desviar recursos públicos para uma agenda política que não foi definida pelos cidadãos e escapa ao controle dos mecanismos institucionais da democracia. No fundo, a elite organizada nas ONGs compete vantajosamente com os setores desorganizados da população pela captura de parte da riqueza social. Não se pode pedir às ONGs que coloquem o princípio da independência política acima do vil metal. Mas é razoável exigir dos governos que tratem as ONGs como o que elas dizem ser: organizações não-governamentais."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-3641759375211107010?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/3641759375211107010/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2011/07/o-grande-jogo-xiv.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/3641759375211107010'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/3641759375211107010'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2011/07/o-grande-jogo-xiv.html' title='O grande jogo XIV'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-6216520057896984303</id><published>2011-06-27T17:01:00.000-03:00</published><updated>2011-06-27T17:01:20.529-03:00</updated><title type='text'>Produção de mudas e manejo fitossanitário dos citros VI</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O sexto capítulo é sobre o controle de plantas daninhas. Experimentos recentes mostram que a presença dessas plantas pode levar a uma queda de até 36% na produtividade de um pomar. Elas não apenas competem com os citros pelos nutrientes disponíveis, mas também transmitem doenças e abrigam parasitas. Os métodos de combate incluem: a boa e velha enxada, ou seus equivalentes mecanizados; a correta escolha da densidade populacional dos citros; o cultivo proposital de plantas não-nocivas, para não deixar espaço às nocivas; o tratamento químico do solo, de modo a torná-lo desfavorável a certas espécies daninhas; herbicidas; uso de quebra-ventos e lavagem de equipamentos e máquinas, para evitar a disseminação de sementes indesejadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sétimo e último capítulo trata da polinização, especialmente por parte da abelha comum, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Apis mellifera&lt;/span&gt;. As abelhas são as principais polinizadoras de citros  em várias partes do mundo.  As flores de citros produzem muito néctar, em comparação com outras plantas, e cada árvore pode produzir até cem mil flores por ano. Descobri que o mel produzido a partir do néctar de flores de laranjeira é de ótima qualidade. Estudos mostraram que pomares citrícolas polinizados por abelhas tendem a produzir frutos maiores, melhores e mais numerosos. Por isso, o livro termina apelando para que os citricultores tomem os devidos cuidados para não matar as abelhas junto com os demais insetos durante a pulverização. Isso pode ser feito escolhendo-se adequadamente o horário da aplicação dos inseticidas: as abelhas são mais ativas durante a manhã, de modo que deve-se dar preferência às pulverizações vespertinas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostei muito desse livro, por ter me dado uma visão muito mais ampla dos problemas e maravilhas da citricultura.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-6216520057896984303?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/6216520057896984303/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2011/06/producao-de-mudas-e-manejo_27.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/6216520057896984303'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/6216520057896984303'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2011/06/producao-de-mudas-e-manejo_27.html' title='Produção de mudas e manejo fitossanitário dos citros VI'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-2124199133714591721</id><published>2011-06-20T17:41:00.000-03:00</published><updated>2011-06-20T17:41:17.051-03:00</updated><title type='text'>O grande jogo XIII</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O sexto capítulo, intitulado &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Identidades da Europa&lt;/span&gt;, possui um ou outro mérito isolado, mas contém também alguns dos piores absurdos de todo o livro. Um deles aparece já no artigo inicial, que trata do início das negociações para a entrada da Turquia na União Europeia. Magnoli menciona que o ministro do exterior turco Abdullah Gul obteve essa conquista com o argumento de que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"a União Europeia terá de provar que não é um clube cristão"&lt;/span&gt;. Nenhuma opinião sobre a Europa contemporânea, sobretudo a ocidental, é mais absurda que essa, já que um dos traços mais marcantes do continente é o distanciamento de suas origens cristãs - o qual, por sua vez, é o principal responsável por sua fragilidade cultural e intelectual. E, se há relativamente poucos cristãos no berço da cristandade ocidental, há-os menos ainda na estrutura burocrática supranacional que agora tenta se impor sobre os governos nacionais. Nos documentos da União Europeia não há sequer uma menção ao passado religioso que conferiu ao continente sua própria unidade cultural. Não existe, pois, nada mais distante de um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"clube cristão"&lt;/span&gt; que essa instituição. Até posso imaginar os políticos da Europa Ocidental cochichando preocupados diante da acusação de Gul: "Pessoal, é melhor a gente deixar esses turcos entrarem, senão o mundo vai pensar que somos cristãos mesmo. Que horror! Já pensaram?" No entanto, Magnoli quer que acreditemos que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"a 'nova Europa' surgiu à sombra de um conceito de unidade com raízes no Império Romano e na tradição cristã"&lt;/span&gt; só porque a Comunidade Europeia teve início numa reunião realizada em Roma. Ele vê nisso um símbolo. Mas é muito estranho que o suposto símbolo seja avesso a todos os valores proclamados explicitamente pela instituição, que tem, inclusive, feito de tudo para eliminar os cristãos praticantes de seus assentos e gabinetes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Magnoli comemora o episódio endossando a visão dos turcos, segundo a qual a entrada da Turquia seria a oportunidade para uma &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"aliança entre civilizações"&lt;/span&gt;, visto ser a Turquia um país predominantemente muçulmano. Esse evento, segundo ele, contraria o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"cancelamento da alteridade"&lt;/span&gt;, tendência predominante ao longo da história europeia e que hoje se concretiza na tese huntingtoniana do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"choque de civilizações"&lt;/span&gt;, que Magnoli odeia acima de todas as coisas. Tenho minhas dúvidas quanto a se um país laico como a Turquia pode desempenhar adequadamente esse papel. Seja como for, acredito que o evento descrito é de fato um sintoma adicional do enfraquecimento cultural da Europa, que, afastada de seu berço cristão, não tem mais um senso permanente de unidade a que se apegar, a ponto de não ver mais problema em admitir um país islâmico em seu meio. É assim mesmo que o islã acabará por conquistar o continente. Só não sei se Magnoli ficará feliz quando isso acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há bons indícios de que não ficará, pois aprovou com entusiasmo a absurda lei francesa que proibiu o uso de símbolos religiosos nas escolas, incluindo-se aí os hijabs das muçulmanas. Seu argumento é que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"nas escolas públicas da república, os jovens não são cristãos, muçulmanos ou judeus: são estudantes"&lt;/span&gt;. Qualquer oposição a essa ideia é, para o geógrafo, resistir &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"ao princípio da igualdade política dos cidadãos"&lt;/span&gt;. Tudo isso é uma estupidez, evidentemente. Se alguém propusesse como solução impor o véu a todas as estudantes francesas, muçulmanas ou não, o negócio da igualdade estaria garantido, mas Magnoli seria o primeiro a defender o direito das não-muçulmanas. Falta-lhe perceber o fato óbvio de que a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"igualdade política dos cidadãos"&lt;/span&gt; não consiste em todo mundo se vestir do mesmo jeito, ainda que esse jeito seja o preferido pelo estilista Demétrio Magnoli, mas sim cada um se vestir do jeito que julgar mais apropriado. Como é difícil entender isso, não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois dessa, Magnoli vem dizer que os levantes nos subúrbios de Paris em 2005 não têm absolutamente nada a ver com islamismo, que os jovens revoltosos só querem &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"ser tão franceses quanto os demais"&lt;/span&gt; e que o levante muçulmano é apenas um mito levantado por &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"integristas, liberais e multiculturalistas"&lt;/span&gt; para impor &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"políticas compensatórias, ações afirmativas e cotas universitárias"&lt;/span&gt;. Mesmo deixando de lado o absurdo de supor que os liberais aprovam essas medidas (que, ao contrário do que pensa Magnoli, são coisa da esquerda), a Norma escreveu na época uma série de seis posts chamada &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Violência em Paris&lt;/span&gt; (&lt;a href="http://normabraga.blogspot.com/2005/11/violncia-em-paris-i.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://normabraga.blogspot.com/2005/11/violncia-em-paris-ii-e-mdia-brasileira.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://normabraga.blogspot.com/2005/11/violncia-em-paris-iii-evasivas-de.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://normabraga.blogspot.com/2005/11/violncia-em-paris-iv-bilan.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://normabraga.blogspot.com/2005/11/violncia-em-paris-v-e-al-reuters.html"&gt;aqui&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://normabraga.blogspot.com/2005/11/violncia-em-paris-vi-blogs-e-islamizao.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;) demonstrando a falsidade de todas essas afirmações. Em vista dessa cobertura completa, não resta nada a dizer. As opiniões de Magnoli relacionadas a temas islâmicos são uma total maluquice (escrevi mais sobre isso &lt;a href="http://andrelv.blogspot.com/2010/07/o-pacificador-de-torcidas.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;), e estão entre o que há de pior no livro.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-2124199133714591721?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/2124199133714591721/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2011/06/o-grande-jogo-xiii.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/2124199133714591721'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/2124199133714591721'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2011/06/o-grande-jogo-xiii.html' title='O grande jogo XIII'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-6896286507526179984</id><published>2011-06-13T19:56:00.001-03:00</published><updated>2011-06-13T19:56:12.839-03:00</updated><title type='text'>Produção de mudas e manejo fitossanitário dos citros V</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O quinto capítulo, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Manejo de doenças dos citros&lt;/span&gt;, é excelente por ir à raiz da dificuldade do controle de doenças na citricultura paulista. As causas dessa dificuldade são: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1.&lt;/span&gt; a propagação das doenças é favorecida pela forte continuidade espacial entre os pomares, pois 340 dos 645 municípios paulistas possuem fazendas citrícolas; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2.&lt;/span&gt; há também continuidade temporal, visto que os citros são plantas perenes e sempre verdes, de modo que se estabelece uma tendência à preservação dos espécimes infectados; e &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;3.&lt;/span&gt; a variabilidade genética dos pomares é baixíssima; na verdade, praticamente todos os mais de duzentos milhões de laranjeiras plantados nas fazendas paulistas são clones de um punhado de indivíduos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O capítulo traz também informações históricas interessantes. Eu já sabia que o predomínio do limoeiro cravo como porta-enxerto (cerca de 90% do total) se deve à sua resistência à doença virótica conhecida como tristeza dos citros, que devastou os pomares paulistas nos anos 40. Mas eu não sabia que a tristeza tinha causado a morte de dez dos onze milhões de plantas cultivadas na época. Também não sabia que o porta-enxerto então utilizado, o de laranja azeda, havia sido, por sua vez, adotado por ser resistente a uma praga ainda mais antiga, a gomose, doença fúngica que causou a morte de muitas plantas nos anos 20, quando a laranjeira doce era amplamente utilizada como porta-enxerto. Daqui a algum tempo, se Deus permitir, o greening será apenas mais um duro adversário vencido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto não trata de doenças específicas, mas discorre ainda sobre as oito medidas de combate fitossanitário em geral. Cinco deles são discutidos também em outros capítulos; os três restantes são: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1. Diversificação dos porta-enxertos e copas&lt;/span&gt;; esse método funciona em alguns casos, justamente porque algumas doenças não atingem certas combinações. Contudo, há doenças que atacam indistintamente todas as variedades. Além disso, a escolha é severamente restringida por fatores agronômicos (clima, solo, etc.), bem como pela época do ano em que se deseja fazer a colheita e pelo destino dos frutos. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2. Seleção de áreas para plantio&lt;/span&gt;; na medida do possível, devem ser evitadas regiões de alta infestação de doenças importantes. Também essa medida é limitada por fatores econômicos, climáticos e agronômicos. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;3. Uso de irrigação&lt;/span&gt;; o uso inapropriado da irrigação artificial pode favorecer o desenvolvimento de certas doenças, sobretudo fúngicas, que dependem fortemente da presença de umidade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-6896286507526179984?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/6896286507526179984/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2011/06/producao-de-mudas-e-manejo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/6896286507526179984'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/6896286507526179984'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2011/06/producao-de-mudas-e-manejo.html' title='Produção de mudas e manejo fitossanitário dos citros V'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-4410021044024025581</id><published>2011-06-06T20:53:00.000-03:00</published><updated>2011-06-06T20:53:44.543-03:00</updated><title type='text'>The consolation of philosophy XI</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No final da edição que tenho, traduzida por um tal W. V. Cooper, há alguns poucos fatos sobre a vida do autor: Boécio nasceu na Itália em 470, membro de uma família nobre. Teve uma brilhante carreira política e financeira, tendo ascendido à posição de cônsul aos quarenta anos. Perturbou os interesses de algumas pessoas poderosas e foi preso, exilado, torturado e executado injustamente em 526. Foi durante o período de exílio que Boécio escreveu o livro; há menções à sua má fortuna no livro, e é justamente disso que a dama vem consolá-lo. Saber disso permite uma apreciação mais justa do valor da obra, e de todos os argumentos aduzidos ao longo do livro quanto à superioridade intrínseca da sorte do justo sobre a do injusto, a despeito de todas as adversidades. Boécio descobriu isso no fundo de um poço de humilhação e sofrimento, e não do alto de uma vida cheia de conforto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O autor da nota editorial faz bem em ressaltar que, embora o autor fosse cristão, a obra em si assume uma perspectiva que creio poder definir como "monoteísmo pagão". De fato, Boécio não desejou incluir elementos especificamente cristãos em sua obra, e derivou sua inspiração dos velhos filósofos e poetas gregos e latinos. Platão é a figura mais proeminente, mas também há mais de uma menção a Homero, Anaxágoras, Sócrates, Aristóteles, Zenão, Eurípides, Horácio e Sêneca. Em outras obras, contudo, o cristianismo de Boécio se manifestou com maior brilho. Ele escreveu, por exemplo, um tratado defendendo a doutrina da Trindade, em oposição ao arianismo; escreveu também contra os nestorianos. Há, contudo, quem creia que Boécio de fato não era cristão, e que as obras de cunho especificamente cristão a ele atribuídas são, na verdade, obras de outros autores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja como for, Boécio era um homem erudito e de interesses amplos: além do trabalho teológico e filosófico, pessoalmente traduziu para o latim várias obras de Aristóteles e três de Euclides; ele próprio escreveu tratados sobre matemática, mecânica, música e astronomia.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-4410021044024025581?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/4410021044024025581/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2011/06/consolation-of-philosophy-xi.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/4410021044024025581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/4410021044024025581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2011/06/consolation-of-philosophy-xi.html' title='The consolation of philosophy XI'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-7563876086877708965</id><published>2011-05-30T12:41:00.000-03:00</published><updated>2011-05-30T12:41:16.611-03:00</updated><title type='text'>Produção de mudas e manejo fitossanitário dos citros IV</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quase um terço do livro é ocupado pelo quarto capítulo, intitulado &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Manejo de pragas dos citros&lt;/span&gt;. Nove espécies de ácaros são mencionadas. Uma delas é a disseminadora do vírus da leprose, que em três meses leva à queda das folhas e ao secamento dos ramos atacados pelo ácaro, num processo que pode levar à morte da planta. Os frutos também podem ser atacados; nesse caso, caem após cinco semanas e não são aproveitáveis. Outras espécies trazem efeitos menos perigosos: diminuição da fotossíntese, diminuição da concentração de suco nos frutos, deformação dos frutos, necrose nas folhas. Acaricidas, ácaros predadores e fungos parasitóides são as armas de combate mais eficazes contra esses bichinhos. Todos eles possuem menos de 0,5mm de comprimento. Sendo tão pequenos, são facilmente transportados pelo vento e pelas roupas das pessoas. O uso de quebra-ventos e a redução ao mínimo necessário do trânsito de pessoas pelos pomares são medidas desejáveis para diminuir a propagação dos ácaros. Eu só havia visto, até hoje, folhas de laranjeira contaminadas pelo ácaro purpúreo; gostei de saber um pouco mais sobre esses pequenos aracnídeos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse mesmo capítulo, cinco espécies de insetos são apresentadas como as mais nocivas. Em primeiríssimo lugar, é claro, está o psilídeo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Diaphorina citri&lt;/span&gt;, transmissor da bactéria &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Candidatus liberibacter&lt;/span&gt;, causadora do greening, doença cujo diagnóstico me esforcei para melhorar em meu &lt;a href="http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/59/59135/tde-04032011-145419/?&amp;amp;lang=pt-br"&gt;trabalho&lt;/a&gt; de mestrado. Sua gravidade se deve ao fato de tornar os frutos impróprios para consumo, propagar-se com grande rapidez e afetar todas as variedades comerciais. (Na verdade, afeta até plantas não-cítricas, como murtas e batatas.) O controle da doença se faz por meio da inspeção periódica dos pomares seguida de erradicação das plantas doentes. Inseticidas também são utilizados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo inseto mencionado é a cigarrinha, transmissora da bactéria &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Xylella fastidiosa&lt;/span&gt;, causadora da CVC (clorose variegada dos citros). Na verdade, há doze espécies de cigarrinhas capazes de transmitir a doença. Algumas delas se alimentam e reproduzem em outras espécies de plantas. A CVC é menos grave que o greening, pois, sendo a doença identificada em sua fase inicial, pode-se apenas podar os ramos que apresentam sintomas. Além dos inseticidas, podem ser utilizadas armadilhas adesivas, que não atraem os psilídeos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O terceiro inseto é a cochonilha ortézia, a mais nociva dentre as cochonilhas (insetos semelhantes a pulgões) que atacam citros. Elas sugam grandes quantidades de seiva, e os restos de seiva derramados causam o crescimento de fungos que dificultam a respiração e a fotossíntese da planta, além de atrair formigas. As plantas afetadas produzem menos folhas e frutos de má qualidade. Formas específicas de pulverização são utilizadas para combater esse inseto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O quarto inseto é a larva do bicho-furão, praga que ataca várias frutas, como goiabas, lichias, mangas, frutas-do-conde, bananas e cocos. A acidez dos frutos verdes provoca elevada mortalidade das larvas, de modo que as fêmeas preferem os frutos maduros. O fruto atacado torna-se inútil, e o prejuízo pode ser de até duas caixas de laranjas a menos por árvore. Os hábitos do inseto adulto são noturnos, de modo que o período ideal para a pulverização se dá no crepúsculo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por último estão várias espécies de moscas-das-frutas, insetos que se hospedam em diversos tipos de plantas. Suas larvas também causam o apodrecimento dos frutos. Os métodos de combate são o uso de armadilhas alimentares envenenadas e a coleta e destruição de frutos que contêm larvas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso tudo, há informações sobre pragas menos importantes e sobre medidas de controle biológico que vêm sendo desenvolvidas para as pragas mencionadas. Nada disso me pareceu muito interessante. De qualquer modo, o exposto acima já é suficiente para que se perceba que vida de citricultor não é nada fácil. O problema vai muito além dos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"cardos e abrolhos"&lt;/span&gt;, que não são mais que exemplos ilustrativos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-7563876086877708965?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/7563876086877708965/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2011/05/producao-de-mudas-e-manejo_30.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/7563876086877708965'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/7563876086877708965'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2011/05/producao-de-mudas-e-manejo_30.html' title='Produção de mudas e manejo fitossanitário dos citros IV'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-5971123044580949120</id><published>2011-05-23T17:30:00.001-03:00</published><updated>2011-05-23T17:30:23.456-03:00</updated><title type='text'>The consolation of philosophy X</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aqui vão algumas opiniões e comentários que tenho a fazer sobre os trechos do Livro V de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;The consolation of philosophy, &lt;/span&gt;de Boécio, que traduzi e publiquei no meu outro blog em duas partes (&lt;a href="http://andrelv.blogspot.com/2011/04/verdadeira-inteligencia-parte-1.html"&gt;parte 1&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://andrelv.blogspot.com/2011/04/verdadeira-inteligencia-parte-2.html"&gt;parte 2&lt;/a&gt;). Os trechos comentados aparecem entre aspas e em itálico, e minhas palavras vêm em seguida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Podemos ver muitas ações se desenvolvendo diante de nossos olhos; assim como os condutores de carruagens veem o desenvolvimento de suas ações enquanto controlam e guiam suas carruagens, e muitas outras coisas igualmente. Alguma necessidade impele alguma dessas coisas à ocorrência? É claro que não."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa negação está longe de me parecer autojustificada, de modo que não  posso concordar com Boécio neste ponto. No entanto, esse fato parece  afetar muito pouco a essência de seu argumento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Daí se segue que são coisas cuja ocorrência é inteiramente livre de necessidade."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boécio várias vezes utiliza termos que considero inapropriados para  qualificar a liberdade humana: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"absoluta"&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"inteiramente livre"&lt;/span&gt;,  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"perfeitamente livre e irrestrita"&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"perfeita"&lt;/span&gt;. Isso é, na melhor das  hipóteses, um exagero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;3.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Pois não penso que haja algum homem que dirá isso, que as coisas que são feitas no presente estavam para acontecer no passado, antes que acontecessem."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje em dia há muita gente que pensa assim. Seguindo o teólogo McGregor Wright (só para dar um exemplo que li recentemente), dou a isso o nome de determinismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;4.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Pois todo objeto que é conhecido não é compreendido de acordo com sua própria força, e sim de acordo com a natureza daqueles que o conhecem."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A defesa desse ponto de vista é, em minha opinião, o que há de mais interessante na exposição de Boécio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;5.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Nos dias  antigos o Pórtico de Atenas nos deu homens que enxergavam mal, como se fossem velhos. Eles se convenceram de que as sensações dos sentidos e a imaginação não eram senão impressões feitas por corpos sobre uma mente que nada continha, assim como o antigo costume era de imprimir com ágeis canetas letras sobre a superfície de uma barra de cera que não continha marca alguma."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Refere-se aos estóicos, e o ponto de vista aqui corretamente denunciado como falso tornou-se muito popular no século XVIII, gerando toda uma corrente da filosofia inglesa: o empirismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;6.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Portanto, se nós, que compartilhamos da posse da razão, pudéssemos ir além e possuir o juízo da mente de Deus, pensaríamos então ser mais justo que a razão humana se rendesse à mente de Deus, assim como determinamos que os sentidos e a imaginação devem se render à razão."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis a essência do argumento de Boécio para a compatibilidade entre a onisciência de Deus quanto ao futuro e a liberdade humana. Ele não fala em termos de decreto divino, e sim apenas da presciência. Apesar disso, tenho a impressão de que seu argumento permite estender a mesma conclusão ao primeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;7.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Portanto, desde que tudo o que é conhecido é apreendido, como já mostramos, não de acordo com sua natureza, e sim de acordo com a natureza do conhecedor, examinemos, até onde pudermos, o caráter da natureza divina, de modo a sermos capazes de aprender o que é esse conhecimento."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também achei muito interessante o contexto no qual Boécio introduziu sua clássica definição de eternidade. Eu já a conhecia, naturalmente, mas entendê-la à luz da discussão precedente sobre a diferença entre os modos de conhecimento das mentes divina e humana foi, para mim, deveras surpreendente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;8.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Portanto, pessoas que ouvem que Platão pensava que este universo não teve princípio no tempo e não terá fim não estão corretas em pensar que dessa forma o mundo criado é coeterno com seu Criador."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boécio aparentemente subscreve a tese da infinitude temporal do mundo, que ele, no entanto, distingue da eternidade propriamente dita. Eu, naturalmente, não concordo com ele nesse ponto, mas não deixa de ser logicamente válida a desvinculação promovida por ele entre a ideia de independência ontológica da matéria em relação a Deus e a mera existência temporalmente irrestrita dessa mesma matéria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;9.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Por que, então, exiges que todas as coisas ocorram por necessidade, se a luz divina repousa sobre elas, enquanto os homens não julgam necessárias essas coisas tais como as veem?"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora isso esteja longe de constituir por si só um argumento contra o determinismo, considero sensato esse apelo à experiência humana, sobretudo na ausência de evidência conclusiva em contrário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;10.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Por exemplo, quando vês ao mesmo tempo um homem caminhando sobre a terra e o sol se levantando nos céus, vês ambas as coisas simultaneamente, e contudo distingues entre elas e decides que um está se movendo voluntariamente, e o outro necessariamente."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boécio parece tomar os termos "livre" e "voluntário" como sinônimos. Oponho-me a esse uso. A fim de evitar confusão, prefiro entender como "voluntário" um ato que é consoante à vontade do agente, pouco importando se ela é livre ou não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;11.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"De modo semelhante, a percepção de Deus desce sobre todas as coisas sem perturbar de modo algum sua natureza."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse argumento é falho por ignorar que Deus não é mero observador casual e passivo dos eventos que se desenrolam, e sim possibilitador e autor do decreto que conduz a eles. Apesar disso, creio haver algo de válido nessa afirmação: a percepção de que a natureza e o rumo das coisas não são alterados ou restringidos pelo mero testemunho da mente divina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;12.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Pois há dois tipos de necessidade. Uma é simples; por exemplo, um fato necessário, 'todo homem é mortal'. A outra é condicional; por exemplo, se sabes que um homem está andando, ele só pode estar andando."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa distinção entre os dois tipos de necessidade, a simples e a condicional, é muito útil e deveria permanecer na mente das pessoas. O esquecimento dessa distinção leva à confusão da infalibilidade do decreto divino com uma determinação inerente às coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;13.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Podes mudar teu propósito, mas desde que toda verdade da Providência sabe em seu presente que podes fazer assim, e se o farás, e em que direção o mudarás, não podes fugir à presciência divina; assim como não podes evitar o olhar de um olho presente, embora possas por tua livre vontade entregar-te a todo tipo de ação."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa afirmação demonstra que Boécio de fato não fez plena justiça ao decreto divino enquanto tal, e sim apenas à presciência. Desse modo, não me parece que ele tenha alcançado uma solução completa para o problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;14.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Pois esse poder de conhecimento, mesmo no presente e abarcando todas as coisas em sua percepção, restringe todas as coisas, e nada deve aos eventos futuros, dos quais nada recebeu."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas aqui parece haver um vestígio do decreto divino.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-5971123044580949120?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/5971123044580949120/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2011/05/consolation-of-philosophy-x.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/5971123044580949120'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/5971123044580949120'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2011/05/consolation-of-philosophy-x.html' title='The consolation of philosophy X'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-5635387392018756119</id><published>2011-05-16T08:29:00.000-03:00</published><updated>2011-05-16T08:29:13.480-03:00</updated><title type='text'>Produção de mudas e manejo fitossanitário dos citros III</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O terceiro capítulo é sobre a mosca negra dos citros, que na verdade não é uma mosca, e não é sequer um inseto díptero (ordem das moscas e pernilongos), e sim um hemíptero (ordem dos barbeiros e percevejos). Além de não ser mosca, o inseto não é "dos citros" em nenhum sentido especial, pois ataca mais de trezentas espécies de plantas, entre as quais se encontram os pés de caju, abacate, café, manga, banana, uva e goiaba. E, a julgar pelas fotos, não é tão negra assim. O nome do bicho é, pois, bastante impróprio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A "mosca" "negra" "dos citros" não é uma das pragas mais severas da citricultura; suponho que um capítulo exclusivo lhe foi dedicado pelo fato de ter ela sido descoberta no Estado de São Paulo apenas em 2008, ano da publicação do livro. As ninfas do inseto atacam as folhas novas da planta, causando o derramamento de fluidos. Esse fato leva à proliferação de fungos, que atacam folhas e frutos, dificultando a respiração e a fotossíntese, e atrai formigas e outros insetos nocivos. Há apenas um inseticida funcional para essa espécie. Isso é péssimo, pois é a variação do inseticida que impede o crescimento de variedades resistentes ao princípio ativo. Por isso, a forma mais eficaz de controle dessa doença é biológica: dois fungos parasitóides e dois insetos predadores têm sido cultivados artificialmente para combater nos pomares o hemíptero em questão.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-5635387392018756119?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/5635387392018756119/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2011/05/producao-de-mudas-e-manejo_16.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/5635387392018756119'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/5635387392018756119'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2011/05/producao-de-mudas-e-manejo_16.html' title='Produção de mudas e manejo fitossanitário dos citros III'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-3892602690307325267</id><published>2011-05-09T12:41:00.001-03:00</published><updated>2011-05-09T12:41:37.432-03:00</updated><title type='text'>The consolation of philosophy IX</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Conforme prometi, publico a segunda parte do trecho do Livro V, em que Boécio expõe sua teoria sobre a compatibilidade entre a liberdade do homem e a soberania de Deus. Quem se interessar poderá lê-la &lt;a href="http://andrelv.blogspot.com/2011/05/verdadeira-inteligencia-parte-2.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-3892602690307325267?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/3892602690307325267/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2011/05/consolation-of-philosophy-ix.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/3892602690307325267'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/3892602690307325267'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2011/05/consolation-of-philosophy-ix.html' title='The consolation of philosophy IX'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-9112255414241368321</id><published>2011-05-01T11:15:00.001-03:00</published><updated>2011-05-01T11:16:03.129-03:00</updated><title type='text'>Produção de mudas e manejo fitossanitário dos citros II</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há um capítulo inteiro dedicado aos nematóides, vermezinhos minúsculos (no caso em questão, pelo menos) dos quais eu não ouvia falar desde os tempos do ginásio. Os nematóides dos citros vivem no solo e nas raízes da planta, em quantidades que podem chegar a centenas de milhares por quilograma. Se estiverem presentes em quantidade suficiente, provocam a desnutrição da planta, o que leva, por sua vez, à redução da altura, da massa foliar e do diâmetro do caule. Eles roubam os nutrientes das raízes e provocam lesões que facilitam a entrada de microorganismos nocivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem várias maneiras de combater a proliferação de nematóides. Além de cuidados com a produção das mudas e lavar bem os equipamentos utilizados no pomar, o citricultor pode optar pelo plantio de variedades resistentes a nematóides. Infelizmente, a variedade preferida pelos citricultores é também a mais suscetível aos nematóides: o limão cravo. Além disso, recomenda-se plantar em áreas não infestadas, pois os nematóides podem sobreviver no solo durante anos. Antes de aproveitar áreas infestadas, devem-se cultivar plantas que não favorecem a reprodução dos nematóides, como amendoim, mamona, tamarindo, goiaba, mamão, maracujá ou pêssego.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-9112255414241368321?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/9112255414241368321/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2011/05/producao-de-mudas-e-manejo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/9112255414241368321'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/9112255414241368321'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2011/05/producao-de-mudas-e-manejo.html' title='Produção de mudas e manejo fitossanitário dos citros II'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-6383890709597936939</id><published>2011-04-24T12:04:00.002-03:00</published><updated>2011-04-24T12:18:50.487-03:00</updated><title type='text'>Novo cântico II</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje, no dia da celebração do túmulo vazio, nada como cantar um dos mais belos hinos do nosso hinário sobre o poder do sangue do Senhor Jesus. O hino abaixo é o 269 do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Novo Cântico&lt;/span&gt;, o hinário oficial da Igreja Presbiteriana do Brasil. O hino foi composto originalmente por Eden Reeder Latta sob o título &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Blessed be the fountain of blood&lt;/span&gt;, e traduzido para o português por Henry Maxwell Wright, passando a se chamar &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pureza no sangue de Cristo&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Seja bendito o Cordeiro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;que na cruz por nós padeceu;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;seja bendito o seu sangue,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;que por nós, pecadores, verteu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eis que no sangue lavados&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;e tendo puro o coração,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;os pecadores remidos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;por Jesus têm com Deus comunhão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Quão espinhosa a coroa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;que Jesus por nós suportou!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Oh! Quão profundas as chagas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;que nos provam o quanto ele amou!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eis nessas chagas pureza&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;para o maior pecador,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;a quem mais alvo que a neve&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;o teu sangue transforma, Senhor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Se as faltas nós confessarmos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;e seguirmos na tua luz,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;tu não somente perdoas;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;purificas também, ó Jesus.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Lavas de todo pecado;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;que maravilha de amor!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pois que mais alvos que a neve&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;o teu sangue nos torna, Senhor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alvo mais que a neve,&lt;br /&gt;alvo mais que a neve;&lt;br /&gt;sim, nesse sangue lavado,&lt;br /&gt;mais alvo que a neve eu estou.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-6383890709597936939?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/6383890709597936939/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2011/04/novo-cantico-ii.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/6383890709597936939'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/6383890709597936939'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2011/04/novo-cantico-ii.html' title='Novo cântico II'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-2476640049438484937</id><published>2011-04-10T12:43:00.000-03:00</published><updated>2011-04-10T12:43:16.450-03:00</updated><title type='text'>Produção de mudas e manejo fitossanitário dos citros</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Li esse livro por causa de meu mestrado, que tratou do uso de equipamentos baseados em laser para o diagnótico de doenças em citros. Mais precisamente, a doença com que trabalhei é o greening ou HLB, doença bacteriana que é a maior ameaça à citricultura atual. Deve ser por isso que a capa do livro traz um desenho do psilídeo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Diaphorina citri&lt;/span&gt;, o inseto transmissor do greening. O livro trata de questões diversas relativas à saude dos pomares citrícolas, e conta com a colaboração de treze profissionais - um dos quais eu conheço pessoalmente - ligados a universidades, centros de pesquisa e empresas envolvidas na citricultura. Os organizadores são Alexandre de Sene Pinto e Ronaldo Posella Zaccaro, ambos professores do Centro Universitário Moura Lacerda, localizado em Ribeirão Preto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Estado de São Paulo produz cerca de 80% das laranjas do país, que, por sua vez, produz quase 30% das laranjas do mundo. Lendo o primeiro capítulo do livro, que trata de métodos de produção de mudas voltados para a prevenção da contaminação por certas doenças, descobri que há em São Paulo 555 viveiros protegidos, com capacidade para a produção anual de 24 milhões de mudas. Descobri também que a onda dos viveiros protegidos é recente: só começou em 1999, como forma de combate à CVC (clorose variegada dos citros) - ou "amarelinho", para os mais íntimos. Sou informado ainda de que a legislação estadual regula tudo: a altura das bancadas sobre as quais ficam as mudas, a espessura da cobertura plástica, o pavimento dos corredores, etc.. Há também normas para as mudas produzidas: altura da poda e da enxertia, ângulo entre a copa e o porta-enxerto, diâmetro do caule e outras coisas. Não entendo o propósito de certas especificações, mas parece que as medidas deram certo: a quantidade de mudas contaminadas com CVC, que vinha oscilando em torno de 15% e chegou a 35% em 1999, caiu para cerca de 5% nos anos seguintes.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-2476640049438484937?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/2476640049438484937/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2011/04/producao-de-mudas-e-manejo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/2476640049438484937'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/2476640049438484937'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2011/04/producao-de-mudas-e-manejo.html' title='Produção de mudas e manejo fitossanitário dos citros'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-8824626242417243463</id><published>2011-04-03T00:03:00.000-03:00</published><updated>2011-04-03T00:03:52.313-03:00</updated><title type='text'>The consolation of philosophy VIII</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O tema do Livro V inteiro é um prolongamento lógico das questões discutidas no Livro IV referentes à Providência divina e ao Destino, conforme o trecho transcrito na postagem anterior: a discussão sobre uma possível conciliação entre a soberania divina e a liberdade humana. Por ser essa uma questão que vem ocupando minha atenção ultimamente, bem como rendendo algumas conversas com amigos, decidi que valia a pena traduzir e publicar um trecho razoavelmente longo, que resume a essência da conciliação proposta por Boécio. A primeira parte desse trecho está publicada em &lt;a href="http://andrelv.blogspot.com/2011/04/verdadeira-inteligencia-parte-1.html"&gt;meu blog&lt;/a&gt;. A segunda parte, contendo o restante do trecho, será publicada dentro de alguns dias. Depois disso, farei alguns comentários sobre meus acordos e desacordos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-8824626242417243463?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/8824626242417243463/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2011/04/consolation-of-philosophy-viii.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/8824626242417243463'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/8824626242417243463'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2011/04/consolation-of-philosophy-viii.html' title='The consolation of philosophy VIII'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-6586490350680842199</id><published>2011-03-24T22:50:00.001-03:00</published><updated>2011-03-24T23:02:30.869-03:00</updated><title type='text'>VINACC, ou: a mala que trouxemos da Paraíba</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;A&lt;/span&gt;&lt;span&gt; rigor, o que se segue não se inclui na categoria "tamos lendo", e sim na "pretendemos ler". Abaixo segue a lista de livros e outros produtos que trouxemos da VINACC no começo do mês. Entre obras ganhadas e compradas em suaves prestações, tem muita coisa boa aí embaixo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Os abismos do ser&lt;/span&gt;, de José Mário da Silva: o único livro da lista que não aborda diretamente o cristianismo. Contém reflexões envolvendo temas literários. Ganhamos o livro de presente do autor, que fez a gentileza de autografá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Vigiai! Quem são as testemunhas de Jeová?&lt;/span&gt;, do CACP (Centro Apologético Cristão de Pesquisas). Uma contestação à teologia das testemunhas de Jeová no formato das revistinhas que elas comumente vendem de porta em porta. Ganhamos essa do Paulo Cristiano, membro do CACP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;3.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cristianismo ao gosto do freguês&lt;/span&gt;, de Renato Vargens: pequeno livro sobre algumas péssimas tendências atuais da igreja evangélica brasileira. Autografado pelo autor, de quem ganhamos o livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;4.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Batalha contra a pornografia: em defesa da família e da igreja&lt;/span&gt;, de Cláudio Rufino: livro que aborda diversos aspectos do problema da pornografia. Presenteado e autografado pelo autor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;5.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;As firmes resoluções de Jonathan Edwards&lt;/span&gt;, de Steven J. Lawson: sobre a devoção do teólogo e pastor americano do século XVIII. Esse nós ganhamos de presente do Tiago Santos, da Fiel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;6.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ética cristã: opções e questões contemporâneas&lt;/span&gt;, de Norman Geisler: excelente obra sobre a ética cristã e seus corolários, abordando também os problemas de outras éticas. Li esse livro há vários anos, mas ele foi reeditado com vários capítulos adicionais, que abordam temas atuais como ecologia, homossexualismo, desobediência civil, divórcio e controle de natalidade. Ganhamos essa edição ampliada do Celso Mastromauro, representante da Vida Nova no evento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;7.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Isto não é conto de fadas&lt;/span&gt;, de Dall Tolmasoff: os pontos essenciais do ministério de Cristo narrados de forma original, em um livro para crianças. Com belas ilustrações e prefaciado por John Piper.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;8.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Mangá Messias&lt;/span&gt;, de Hidenori Kumai: produção japonesa que traz o relato da vida de Jesus, da concepção à ascensão, em forma de mangá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;9. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mangá Metamorfose&lt;/span&gt;, de Kozumi Shinonawa: os &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Atos dos apóstolos&lt;/span&gt; também na versão mangá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;10. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Como tudo começou: uma introdução ao criacionismo&lt;/span&gt;, de Adauto Lourenço: uma abordagem belamente editada aos temas gerais do criacionismo. Autografado pelo autor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;11. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Teologia sistemática: uma análise histórica, bíblica e apologética para o contexto atual&lt;/span&gt;, de Franklin Ferreira e Alan Myatt: uma sistematização da teologia bíblica. Com autógrafo do Franklin.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;12.&lt;/span&gt;   &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A espiral hermenêutica: uma nova abordagem à interpretação bíblica&lt;/span&gt;, de Grant R. Osborne: livro que trata dos princípios da hermenêutica bíblica e da aplicação dos sentidos na vida moderna e na pregação. Trata ainda das modernas teorias da linguagem, propondo um esquema abrangente de princípios hermenêuticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;13. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Atlas Vida Nova da Bíblia e da história do cristianismo&lt;/span&gt;, organizado por Peter Wyart: muitos mapas, fotos e dados históricos e geográficos referentes à Bíblia e à cristandade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;14.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Comentário bíblico Vida Nova&lt;/span&gt;, organizado por D. A. Carson: introdução e comentário a todos os livros da Bíblia em um único (e enorme) volume. Contém também algumas outras coisinhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;15.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Curso Vida Nova de teologia básica: filosofia&lt;/span&gt;, de Jonas Madureira: uma abordagem para leigos sobre a filosofia e sua interrelação histórica com a teologia cristã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;16. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Na dinâmica do Espírito: uma avaliação das práticas e doutrinas&lt;/span&gt;, de J. I. Packer: uma promissora análise das principais visões cristãs sobre o Espírito Santo e a santidade dos crentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;17.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; J. I. Packer: a biography&lt;/span&gt;, de Alister McGrath: obra biográfica sobre um dos grandes teólogos reformados do século XX.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;18.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Senhores da terra&lt;/span&gt;, de Don Richardson: excelente livro que li na adolescência. Nele, o autor conta a história de um companheiro missionário, Stanley Dale, que deu a vida pela evangelização de um povo primitivo da Papua Nova Guiné.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;19.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Secrets of the Koran&lt;/span&gt;:&lt;span style="font-style: italic;"&gt; revealing insights into Islam's holy book&lt;/span&gt;, de Don Richardson: livro sobre o Alcorão, o islamismo e sua penetração no Ocidente. Autografado pelo autor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;20.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; A verdade nos libertou: dez ex-freiras contam as suas histórias&lt;/span&gt;: uma coleção muito promissora de uma dezena de testemunhos de conversão do catolicismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;21.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;  Lírios entre espinhos: cristãos chineses contam sua história com sangue e lágrimas&lt;/span&gt;, de Danyun: relatos sobre a igreja chinesa e a perseguição por ela sofrida. O autor é um pregador e líder chinês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;22.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; Filhas do islã: edificando pontes junto à mulher muçulmana&lt;/span&gt;, de Miriam Adeney: livro sobre os problemas das mulheres muçulmanas e sobre como lidar com elas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;23.&lt;/span&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Muito mais que um sonho&lt;/span&gt;: o único item não impresso da lista. Trata-se de uma coleção de cinco DVDs contendo histórias e testemunhos de cinco muçulmanos em diferentes países islâmicos que se converteram a Cristo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-6586490350680842199?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/6586490350680842199/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2011/03/vinacc-ou-mala-que-trouxemos-da-paraiba.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/6586490350680842199'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/6586490350680842199'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2011/03/vinacc-ou-mala-que-trouxemos-da-paraiba.html' title='VINACC, ou: a mala que trouxemos da Paraíba'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-809417383318307704</id><published>2010-12-25T20:12:00.002-02:00</published><updated>2010-12-25T20:14:12.784-02:00</updated><title type='text'>A encarnação e o nascimento de Cristo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Publiquei em meu &lt;a href="http://andrelv.blogspot.com/2010/12/licoes-de-uma-noite.html"&gt;outro blog&lt;/a&gt; algumas considerações e citações sobre o maravilhoso sermão de Natal proferido por Charles Haddon Spurgeon em 1855, traduzido pelo pessoal do &lt;a href="http://www.projetospurgeon.com.br/2010/12/encarnacao-e-o-nascimento-de-cristo.html"&gt;Projeto Spurgeon&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-809417383318307704?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/809417383318307704/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/12/encarnacao-e-o-nascimento-de-cristo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/809417383318307704'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/809417383318307704'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/12/encarnacao-e-o-nascimento-de-cristo.html' title='A encarnação e o nascimento de Cristo'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-7838041332059901279</id><published>2010-11-22T22:47:00.002-02:00</published><updated>2010-11-22T22:58:52.601-02:00</updated><title type='text'>Lewis (1898-1963)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fiquei sabendo agora há pouco, por intermédio do &lt;a href="http://allenporto.blogspot.com/2010/11/47-anos-sem-c-s-lewis.html"&gt;Allen Porto&lt;/a&gt;, que hoje se completam 47 anos da morte de C. S. Lewis, um dos maiores escritores cristãos do século XX. O espaço é curto demais para que eu explique o quanto devo a esse homem. Basta dizer que ele ampliou em grande medida minha compreensão da fé cristã e me ajudou a sair da armadilha da tentação materialista e racionalista que eu ainda enfrentava quando o conheci, em 2003.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também é verdade que ele me fez algum mal, principalmente em decorrência de sua excessiva simpatia pelo catolicismo, que me contagiou. Embora eu não possa culpá-lo pela extensão que esse problema assumiu em minha trajetória, não posso deixar de atribuir à influência do irlandês a abertura de certas portas que deveriam ter permanecido bem fechadas. Pela graça de Deus, no entanto, o bem que esse autor me fez superou em muito o mal, tanto em intensidade quanto em duração. E, apesar de todos os equívocos de sua teologia, não alimento dúvidas quanto a ser ele um verdadeiro filho de Deus, que um dia verei no paraíso onde ele chegou há 47 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo aqui minha pequena homenagem a esse mestre aplicando-lhe aquela observação de Spurgeon segundo a qual um crente verdadeiro, por pior que seja quando teoriza sobre teologia, é sempre um reformado quando está diante de Deus. O homem que declarou, no final de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O grande abismo&lt;/span&gt;, que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"a doutrina da Predestinação [...] mostra (verazmente) que a realidade eterna não está aguardando um futuro em que venha a ser real, mas ao preço de anular a Liberdade, que é a verdade mais profunda entre as duas"&lt;/span&gt;, também nos deixou as palavras a seguir sobre sua própria conversão, as quais considero o mais belo trecho de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Surpreendido pela alegria&lt;/span&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"O leitor precisa imaginar-me sozinho naquele quarto em Magdalen, noite após noite, sentindo - sempre que minha mente se desviava por um instante que fosse do trabalho - a aproximação firme e implacável dAquele que eu resolutamente desejava não encontrar. Aquilo que eu tanto temera pairava afinal sobre mim. Cedi, enfim, no Trimestre da Trindade de 1929, admiti que Deus era Deus, ajoelhei-me e orei: talvez, naquela noite, o mais deprimido e relutante convertido de toda a Inglaterra. Não percebi então o que se me revela hoje a coisa mais ofuscante e óbvia: a humildade divina, que aceita um convertido mesmo em tais circunstâncias. O Filho Pródigo pelo menos caminhou para casa com as próprias pernas. Mas quem é que pode adorar devidamente esse Amor que abre os portões a um pródigo que é arrastado para dentro esperneando, lutando, ressentido e girando os olhos em torno, à procura de uma chance de fuga? As palavras "compelle intrare", obrigar a entrar, foram tão violentadas por homens impiedosos que chegamos a estremecer ao ouvi-las; mas, entendidas de forma correta, elas sondam a profundidade da misericórida divina. A dureza de Deus é mais bondosa que a suavidade dos homens, e Sua coerção é nossa libertação."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso. Lewis conheceu o mesmo Deus que eu, e Deus o usou para me ajudar a conhecê-Lo melhor. A quem honra, honra. E a Deus toda glória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Adendo:&lt;/span&gt; além do ótimo post do Allen linkado no começo, leiam também a excelente &lt;a href="http://www.desiringgod.org/resource-library/resources/lessons-from-an-inconsolable-soul"&gt;palestra&lt;/a&gt; de John Piper sobre Lewis (ou ouçam, ou assistam, mas sem deixar de lado as  notas de rodapé da versão transcrita, que são muito instrutivas). Quem não puder, leia pelo menos o resumo comentado que a Norma fez dela &lt;a href="http://tamoslendo.blogspot.com/2010/02/piper-sobre-lewis-por-que-vale-pena-sua.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-7838041332059901279?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/7838041332059901279/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/11/lewis-1898-1963.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/7838041332059901279'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/7838041332059901279'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/11/lewis-1898-1963.html' title='Lewis (1898-1963)'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-7038553063276618403</id><published>2010-08-28T20:51:00.001-03:00</published><updated>2010-08-28T20:51:49.210-03:00</updated><title type='text'>Fundamentos de engenharia de petróleo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Li esse livro enquanto estudava para o concurso da Petrobras. A obra foi preparada por uma grande equipe de especialistas em petróleo e nas diversas fases do processo de sua extração. Não pretendo, por enquanto, fazer outros posts a respeito, mas isso nem de longe significa que eu não tenha apreciado a leitura. Ao contrário, fiquei impressionado ao constatar a trabalheira que dá identificar um local para cavar um poço. É um trabalho que toma vários anos, e cuja taxa de acerto é de apenas 47%. Muitos conhecimentos de física e geologia entram nessa fase. Além disso, fiquei impressionado também com a tecnologia envolvida na perfuração de poços, nos métodos de extração e em muitos detalhes do processo todo. Descobri ainda que um reservatório típico só permite a extração de cerca de 30% do petróleo nele contido, e que é na ampliação dessa capacidade que muitos especialistas veem um futuro promissor para o ramo. Não posso dizer que entendi o livro todo, mas o contato com todo esse ramo da engenharia e das ciências aplicadas me foi muito agradável. Além do mais, me fez lembrar de um desejo que tenho há quase dez anos: o de, um dia, estudar geologia bem mais profundamente.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-7038553063276618403?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/7038553063276618403/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/08/fundamentos-de-engenharia-de-petroleo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/7038553063276618403'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/7038553063276618403'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/08/fundamentos-de-engenharia-de-petroleo.html' title='Fundamentos de engenharia de petróleo'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-7777049017283589118</id><published>2010-08-25T18:46:00.000-03:00</published><updated>2010-08-25T18:46:05.057-03:00</updated><title type='text'>O grande jogo XII</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Falei no post anterior dos muitos aspectos positivos do quinto capítulo do livro. No entanto, há também alguns probleminhas não desprezíveis. Magnoli acha que havia no pensamento de Marx um elemento democrático com o qual o comunismo soviético só veio a romper sob Stálin. Repete as calúnias de sempre contra os conservadores americanos (imperialismo, Guantánamo, etc.). Acha que o conteúdo do "documentário" Fahrenheit é conservador. Pensa que o nacionalismo decorrente do antiamericanismo da América Latina é um sintoma da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"dissolução ideológica"&lt;/span&gt; da esquerda. Sustenta, embora de um modo algo particular, a velha mentira stalinista de que fascismo e comunismo são coisas extremamente diferentes entre si. Acha que o MST não está promovendo nenhuma revolução socialista, e sim o contrário: tem sido usado para facilitar a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"modernização acelerada, conservadora e excludente"&lt;/span&gt; do agronegócio brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, Magnoli perdeu a oportunidade de tirar a devida lição de certos fatos mencionados por ele mesmo. Por exemplo, que, ao se manifestar contra os crimes da ditadura cubana, Saramago estava com menos pena dos fuzilados que de si próprio. Ou que a mera existência do Fórum Social Mundial demonstra que os melhores amigos da esquerda do Terceiro Mundo (como Chávez e o PT) são as ONGs ligadas à ONU - e, por conseguinte, os bilionários que as financiam. E que isso basta para derrubar o mito de que a esquerda representa os interesses dos pobres contra os dos ricos. Magnoli é um esquerdista excepcionalmente bem dotado intelectualmente, mas ainda é esquerdista demais para entender certas coisas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-7777049017283589118?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/7777049017283589118/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/08/o-grande-jogo-xii.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/7777049017283589118'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/7777049017283589118'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/08/o-grande-jogo-xii.html' title='O grande jogo XII'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-8783085500667249478</id><published>2010-08-22T13:35:00.001-03:00</published><updated>2010-08-22T13:35:11.639-03:00</updated><title type='text'>O que vem por aí</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os livros que têm sido comentados por mim neste blog foram lidos há vários meses. Portanto, os comentários estão atrasados. Neste post apenas listarei alguns livros que li recentemente, ou que ainda estou lendo, e que não apareceram ainda neste espaço. Assim os leitores poderão fazer uma previsão do quanto o conteúdo do blog lhes parecerá interessante nos próximos tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1. Levítico: introdução e comentário&lt;/span&gt;, do teólogo canadense R. K. Harrison. Ganhei esse livro do meu pai há uns dois anos, mas só agora o estou lendo. A leitura do comentário de Calvino a Hebreus me incentivou a isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2. O pensamento econômico e social de Calvino&lt;/span&gt;, do teólogo suíço André Biéler: excelente obra que ganhei da Norma no Natal passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;3. A soberania banida: redenção para a cultura pós-moderna&lt;/span&gt;, do teólogo americano R. K.  McGregor Wright. Ganhei o livro em janeiro deste ano na &lt;a href="http://www.sorteiodelivros.com/2009/12/kits-soberania-banida-o-peregrino.html"&gt;promoção&lt;/a&gt; do irmão Jorge Fernandes e seus amigos. Trata do tema da soberania divina e da autonomia humana, em diversos níveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;4. Produção de mudas e manejo fitossanitário dos citros&lt;/span&gt;: coletânea que nosso laboratório ganhou de presente de um colaborador. Li-o para enriquecer meus conhecimentos sobre doenças e pragas em citros, assunto diretamente vinculado ao tema de minha dissertação de mestrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;5. Pedro, Estêvão, Tiago e João: estudos do cristianismo não-paulino&lt;/span&gt;, do teólogo escocês F. F. Bruce. Livro que dei de presente ao meu pai em seu último aniversário, e que ele me emprestou depois de ter lido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;6. Para compreender o islã: originalidade e universalidade da religião&lt;/span&gt;, do metafísico sufi suíço Frithjof Schuon. Esse livro trata da religião islâmica em comparação com outras tradições, sempre de um ponto de vista perenialista e esotérico (no sentido guénoniano da palavra). Comprei-o num sebo local há dois ou três anos, mas só agora me animei a lê-lo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-8783085500667249478?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/8783085500667249478/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/08/o-que-vem-por-ai.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/8783085500667249478'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/8783085500667249478'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/08/o-que-vem-por-ai.html' title='O que vem por aí'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-1657600884389007911</id><published>2010-08-19T14:21:00.001-03:00</published><updated>2010-08-19T14:21:12.574-03:00</updated><title type='text'>O grande jogo XI</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O quinto capítulo, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A esquerda que fuzila&lt;/span&gt;, é certamente o melhor de toda a primeira parte do livro. Ele critica o totalitarismo da esquerda de inúmeras formas. Denuncia corretamente a farsa da desestalinização empreendida pelo comunismo soviético, apontando a hipocrisia de Kruschev, do Partido e de seus muitos colaboradores no Ocidente, bem como a falsidade dos dois pilares fundamentais da reinterpretação pós-stalinista da história: que a URSS foi responsável pela melhoria das condições de vida no Ocidente e pela salvação da humanidade contra o perigo do nazismo. Identifica aspectos importantes da semelhança ideológica entre o PT e os partidos e líderes comunistas totalitários dos tempos da Guerra Fria, semelhança essa que se manifestou de vários modos, por exemplo, por ocasião da crise do mensalão. Critica a omissão do governo Lula e outros partidos de esquerda brasileiros diante dos crimes políticos da ditadura castrista - o que, aliás, continua acontecendo até hoje. Denuncia a exultação imoral da esquerda acadêmica brasileira por ocasião dos ataques do 11 de setembro e, de modo mais amplo, a simpatia da esquerda mundial pelo terrorismo islâmico. Denuncia também o antiamericanismo que se apossou de maneira generalizada da esquerda no mundo todo, impedindo-a de perceber a força inigualável da democracia americana. Trata com o devido desprezo o trabalho de Michael Moore, o mais mentiroso cabo eleitoral do Partido Democrata. Ataca, de modo geral, as teorias conspiracionistas sobre o 11 de setembro, identificando a razão fundamental de sua plausibilidade aos olhos de muitos: a convicção autenticamente esquerdista de que só amantes da liberdade podem ser verdadeiros inimigos da "pátria do capitalismo". O trecho de que mais gostei no capítulo todo é este aqui:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Eles eram americanos, foram rebaixados a norte-americanos e hoje não passam de estadunidenses. Os arautos do antiamericanismo querem extirpar a América do nome dos Estados Unidos, reduzindo-os à descrição anódina de seu sistema federal. A privação do nome próprio equivale a uma eliminação simbólica do inimigo e funciona como prelúdio ideológico do extermínio prático, que permanece como ideal."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-1657600884389007911?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/1657600884389007911/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/08/o-grande-jogo-xi.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/1657600884389007911'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/1657600884389007911'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/08/o-grande-jogo-xi.html' title='O grande jogo XI'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-4066503519573905238</id><published>2010-08-16T12:16:00.001-03:00</published><updated>2010-08-16T12:16:53.971-03:00</updated><title type='text'>The consolation of philosophy VII</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A parte mais interessante do Livro IV é introduzida através de uma pergunta de Boécio à Filosofia sobre o discernimento dos propósitos divinos na sorte dos homens. Para responder a essa pergunta, a Filosofia disserta sobre o tema da soberania divina, embora sem usar esse termo. Gostei dessa explicação, por não abrir mão da soberania divina, embora faça distinções entre aquilo que se encontra sob ela. Nesse trecho, Boécio distingue a Providência divina do Destino, concedendo à primeira um alcance mais vasto. Apesar da linguagem distante da que empregamos hoje, noto um acordo entre as posições de Boécio e as minhas próprias em muitos pontos, embora não em todos. Especialmente se eu estiver correto em minha compreensão da Providência como correspondendo àquilo que a teologia reformada chama de "decretos divinos", e do Destino como se referindo às forças impessoais da natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Tua pergunta me chama ao maior de todos esses assuntos, e uma resposta completa a ela é quase impossível. Pois ela é desse tipo: se uma dúvida é estirpada, inumeráveis outras surgem, como as cabeças da Hidra; e não pode haver limite a menos que um homem as refreie pelo mais rápido fogo da mente. Pois aqui jazem as questões do caráter direto da Providência, do curso do Destino, de acidentes que não podem ser previstos, do conhecimento, da divina predestinação e da liberdade de julgamento. Podes julgar por ti mesmo o peso dessas questões. Mas visto que é parte de teu tratamento conhecer as respostas a algumas delas, tentarei tirar algum proveito daí, embora estejamos restritos a um curto espaço de tempo. [...] O engendramento de todas as coisas, o desenrolar inteiro de todas as naturezas mutáveis e todo movimento e progresso no mundo obtêm sua causa, sua ordem e sua forma da atribuição da imutável mente de Deus, que estabelece várias restrições sobre todas as ações a partir da calma fortaleza de sua própria direção. Tais restrições são chamadas de Providência quando se pode ver que jazem na própria simplicidade do entendimento divino; mas foram chamadas de Destino nos tempos antigos, quando eram vistas com referência aos objetos que elas moviam ou organizavam. Será facilmente entendido que esses dois são muito diferentes se a mente examinar a força de cada um. Pois a Providência é a própria razão divina que organiza todas as coisas e repousa com o supremo ordenador de tudo; enquanto o Destino é aquela ordenação que é uma parte de todas as coisas mutáveis por meio das quais a Providência mantém todas as coisas em sua devida ordem. A Providência abrange todas as coisas igualmente, por mais diferentes que possam ser, mesmo as infinitas: quando lhes são atribuídos seus devidos lugares, formas e tempos, o Destino as põe em movimento ordenado, de modo que esse desenvolvimento da ordem temporal, unificado na inteligência da mente de Deus, é a Providência. O funcionamento desse desenvolvimento unificado no tempo é chamado Destino.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São diferentes, mas um se apóia no outro. Pois essa ordem, que é governada pelo Destino, emana da direção da Providência. Assim como, quando um artesão percebe em sua mente a forma do objeto que pretende fazer, ele coloca em ação sua força de trabalho e traz à existência, na ordem do tempo, aquilo que tinha visto diretamente e que estava prontamente presente em sua mente. Assim, pela Providência Deus dispõe inalteravelmente de tudo o que será feito, cada coisa por si mesma; enquanto essas mesmas coisas que a Providência organizou são moldadas pelo Destino de muitos modos no tempo. Portanto, quer o Destino trabalhe com a ajuda dos espíritos divinos que servem a Providência, quer trabalhe com a ajuda da alma, ou de toda a natureza, ou dos movimentos das estrelas no céu, ou dos poderes dos anjos, ou das várias habilidades de outros espíritos, quer o curso do Destino esteja unido a algum desses ou a todos eles, uma coisa é certa, a saber, que a Providência é o único poder imutável direto que dá forma a todas as coisas que devem acontecer, enquanto o Destino é o laço mutável, a ordem temporal dessas coisas que são preparadas para acontecer pela direta disposição de Deus.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí se segue que tudo o que está sujeito ao Destino está também sujeito à Providência, à qual o próprio Destino está sujeito. Mas há coisas que embora estejam sob a Providência, estão acima do curso do Destino. Essas coisas são aquelas inamovivelmente estabelecidas o mais perto possível da divindade primária, e ali se encontram além do curso do movimento do Destino. Como no caso das esferas que se movem girando em torno do mesmo eixo, aquela que está mais perto do centro se aproxima mais do movimento simples do centro e é ela mesma, por assim dizer, um eixo em torno do qual se revolvem aquelas que estão fora dela. [...] Do mesmo modo, aquilo que mais se afasta da inteligência primária está mais preso pelos laços do Destino, e quanto mais perto chega do eixo de tudo, mais livre está do Destino. Mas aquilo que se apega sem movimento ao firme intelecto de cima sobrepuja de todo o elo do destino.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, como o raciocínio está para o entendimento, como aquilo que se torna está para aquilo que é, como o tempo está para a eternidade, como a circunferência está para o centro, assim está o curso mutável do Destino para a direção inamovível da Providência. Esse curso do Destino move os céus e as estrelas, modera os primeiros princípios em suas revoluções e altera suas formas mediante permutações equilibradas. O mesmo curso renova todas as coisas que nascem e definham mediante a prole e a semente. Ele compele também as ações e fortunas dos homens mediante uma inquebrável cadeia de causas, e essas causas devem ser imutáveis, visto que procedem dos primórdios de uma Providência imutável. Assim é o mundo governado pela melhor direção, que repousa na inteligência de Deus, estende uma ordem de causas que não pode se desviar. Essa ordem, por sua imutabilidade, refreia as coisas mutáveis, que poderiam de outro modo correr a esmo de um lado a outro."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-4066503519573905238?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/4066503519573905238/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/08/consolation-of-philosophy-vii.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/4066503519573905238'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/4066503519573905238'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/08/consolation-of-philosophy-vii.html' title='The consolation of philosophy VII'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-6185731420584316412</id><published>2010-08-13T19:46:00.001-03:00</published><updated>2010-08-13T19:46:16.342-03:00</updated><title type='text'>O grande jogo X</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O quarto capítulo do livro trata de Israel e da questão Palestina, que é um assunto sobre o qual não estou muito bem informado. Apesar disso, há dois pontos que considero interessante comentar. Um deles aparece já no segundo parágrafo, quando Magnoli comenta o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"terror de Estado"&lt;/span&gt; praticado por Israel, apontando que ele &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"precisa de uma lógica política, enquanto aos 'homens-bomba' basta o desespero ou a fé cega"&lt;/span&gt;. Com isso, o autor reforça o que já dissera no capítulo anterior, isto é, que o terrorismo é geralmente uma atitude desesperada de facções oprimidas, e cuja prática conduz não só ao suicídio dos homens-bomba, mas também ao suicídio político da organização e da causa por ela defendida: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Quase sempre o terror serve aos fins daqueles que declara combater."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso não é verdade, porém, e Magnoli poderia constatar a falsidade do que diz lendo seus próprios artigos. No mesmo texto, ele afirma que a vitória sobre a Al Qaeda passa necessariamente pela desocupação americana do Afeganistão e do Iraque. Segundo ele, isso prejudicaria a organização terrorista ao privá-la dos pretextos de que se serve para obter apoio e estima no mundo islâmico. Ora, mas a retirada americana no Oriente Médio é justamente o que quer a Al Qaeda. Em essência, Magnoli defende que a vontade de Osama bin Laden deve ser obedecida. Mas o geógrafo apresenta essa solução como se fosse uma arma de combate contra a organização terrorista, o que dá ensejo à sua mania onipresente de culpar o governo americano pelos males causados por seus inimigos. Agora imaginemos alguns milhares de Magnolis com ideias igualmente "brilhantes" espalhados pelo mundo, e teremos uma explicação plenamente satisfatória para o modo de agir dos terroristas. Os ataques suicidas não são um recurso desesperado dos fracos, ao contrário do que Magnoli quer nos fazer crer. São, isso sim, um recurso muito bem planejado, e que atinge seus fins a despeito da inferioridade militar, graças à colaboração de muitos Magnolis espalhados pelos órgãos de imprensa no mundo todo, órgãos que são usados como instrumentos de pressão política justamente contra os Estados que se empenham em combater os terroristas e as causas por eles defendidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O princípio é o mesmo que o comunismo empregou com sucesso na Guerra do Vietnã: usar a imprensa dos países livres (no caso, os EUA) como instrumento de campanha política, isto é, como um megafone destinado a amplificar imensamente qualquer ruído de guerra que se pudesse ouvir nas selvas do sudeste da Ásia. É algo parecido com o que a imprensa esquerdista fez no caso do Afeganistão e do Iraque. O princípio é: não adianta, não vamos conseguir vencê-los; a única solução é dar-lhes o que desejam; eles ficarão felizes e não nos importunarão mais. E assim, de concessão em concessão, os terroristas e seus aliados vão dominando o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma aplicação muito bem sucedida da mesma estratégia midiática, resultante da aliança entre a esquerda ocidental e o terrorismo islâmico, ocorreu por ocasião do atentado a Madri em março de 2004. Magnoli colabora mais uma vez, divulgando a versão oficial dos socialistas do mundo todo: que o governo da Espanha, conservador, mentiu ao povo sobre a autoria do atentado para tentar justificar seu apoio aos americanos no Iraque, e o povo se vingou elegendo a oposição socialista. Porém, se alguém chegou a saber que o governo divulgou uma versão falsa dos fatos, foi apenas porque o próprio governo divulgou a informação correta no dia seguinte, corretamente atribuindo o atentado à Al Qaeda, tão logo as evidências passaram a apontar nessa direção. Dessa forma, perderam os conservadores espanhóis e americanos, e ganharam os socialistas espanhóis e a própria Al Qaeda, pois o novo governo tratou de retirar imediatamente o apoio à ocupação do Iraque. É impossível não ver nisso uma ação conjunta de socialistas e terroristas. Mas Magnoli não apenas faz sua parte para evitar que chegue aos ouvidos do público brasileiro a verdade sobre esse fato específico, mas também espalha por todo canto a tese de que os grandes apoiadores do terrorismo islâmico sempre foram os americanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo ponto a comentar sobre o capítulo em questão diz respeito justamente a essa aliança entre socialismo e islamismo. Magnoli atribui a origem do antissemitismo ao catolicismo medieval (o que me parece correto), passando daí ao nazismo e ao fascismo graças ao seu nacionalismo (pois o judeu seria sempre visto como estrangeiro) e só daí teria passado à esquerda via Stálin, graças à suposta nacionalização do socialismo soviético empreendida por esse célebre genocida. Esse é, porém, apenas mais um mito da esquerda. Magnoli deixa escapar que, paralelamente à imagem do "judeu sem pátria", surgiu também a do "judeu usurário". Ele só não menciona que ninguém fez mais pela promoção dessa última que os anarquistas e comunistas do século XIX, que se tornaram antissemitas por terem vislumbrado alguma relação entre os judeus e o capitalismo. O que não era difícil, dada a bem conhecida prosperidade que prevalece entre os membros desse povo. Foi a esquerda revolucionária que transmitiu esse "valor" ao que se convencionou chamar de "extrema-direita", e não o contrário. O socialismo já era amplamente antissemita quando o fascismo e o nazismo ainda nem sonhavam em existir.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-6185731420584316412?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/6185731420584316412/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/08/o-grande-jogo-x.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/6185731420584316412'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/6185731420584316412'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/08/o-grande-jogo-x.html' title='O grande jogo X'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-8280298657607997915</id><published>2010-08-10T19:11:00.001-03:00</published><updated>2010-08-10T19:11:04.351-03:00</updated><title type='text'>The consolation of philosophy VI</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Após a denúncia da falsa felicidade proporcionada pelas coisas deste mundo, a Filosofia explica a Boécio onde está oculta a verdadeira felicidade. A resposta pode ser vislumbrada na bela oração abaixo transcrita. O trecho é interessante também por reunir uma porção de elementos da física e da metafísica antiga, derivados, segundo me parece, sobretudo de Platão e Aristóteles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Ó Tu que governas o universo com lei eterna, fundador tanto da terra quanto do céu, que convidaste o tempo a se apresentar, saindo da Eternidade, Tu que estás firme para sempre, embora dês movimento a tudo. Não houve causas externas a Ti que pudessem impelir-Te a criar esta massa de matéria mutável, mas dentro de Ti mesmo existe a própria ideia do bem perfeito, que a nada inveja. Pois de quê poderia ele ter inveja? Fazes que todas as coisas sigam aquele elevado padrão. Em beleza perfeita moves em Tua mente um mundo de beleza, fazendo tudo à imagem e semelhança dele, e chamando o todo perfeito a completar suas perfeitas funções. Unes todos os primeiros princípios da natureza por ordens perfeitas como as ordens numéricas, de modo que cada um possa ser equilibrado com seu oposto: frio com calor e secura com umidade; de modo que o fogo não pode ascender rápido demais por ser muito puro, nem pode o peso da terra sólida arrastá-lo para baixo e esmagá-lo. Fazes a alma como um terceiro entre a mente e os corpos materiais; a estes a alma dá vida e movimento, pois Tu a espalhas entre os membros do universo, que agora funcionam em harmonia. Assim é a alma dividida enquanto toma seu curso, fazendo dois círculos, como um fio amarrado em torno do mundo. Por conseguinte, ela retorna sobre si mesma e passa em volta da mais baixa mente terrena; e, de modo semelhante, dá movimento aos céus para que completem seu curso. Tu és o que conduz adiante com tal inspiração essas almas e vidas inferiores. Preenches esses vasos fracos com almas grandiosas, e as envias a todas as partes do céu e da terra, e por Tua amável lei as conduzes de volta a Ti mesmo e as levas a buscarem, como o fogo, ascender a Ti novamente. Concede então, ó Pai, que nossas mentes possam ascender a Teu trono de majestade; concede-nos que alcancemos essa fonte do bem. Concede que possamos assim encontrar luz, de modo que possamos firmar em Ti olhos desvendados; tira deles as pesadas nuvens deste mundo material. Brilha sobre nós em Tua própria e verdadeira glória. És o brilhante e sereno repouso de todos os Teus filhos, que Te adoram. Ver-Te claramente é o termo de nossa meta. És nosso início, nosso progresso, nosso guia, nosso caminho, nosso fim."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-8280298657607997915?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/8280298657607997915/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/08/consolation-of-philosophy-vi.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/8280298657607997915'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/8280298657607997915'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/08/consolation-of-philosophy-vi.html' title='The consolation of philosophy VI'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-4273079433614971750</id><published>2010-08-07T13:13:00.001-03:00</published><updated>2010-08-07T13:13:34.826-03:00</updated><title type='text'>O grande jogo IX</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como se pode ver pelos posts anteriores, há muitos erros nas análises políticas de Magnoli, inclusive alguns erros crassos. Não quero, porém, dar a impressão de que não aprendi nada com sua leitura. A despeito de todas as distorções motivadas pela ideologia, dos fatos ignorados e das mentiras veiculadas, o autor possui conhecimentos vastos e frequentemente propõe interpretações interessantes. Se não comento esses aspectos positivos por aqui, é porque eles se difundem muito bem ao longo dos textos, de modo que, para fazer-lhes justiça, seria necessário comentar quase todas as páginas do livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um aspecto do livro que julguei muito positivo é a preocupação constante com a análise dos interesses nacionais. A fim de evitar as simplificações indevidas de Morgenthau, para quem os Estados eram os únicos agentes políticos, alguns analistas políticos conservadores parecem cair no erro oposto, desprezando os interesses nacionais a fim de fazer justiça aos elementos ideológicos, religiosos, partidários e outros tantos que não se identificam a nação alguma. Os textos de Magnoli fazem parte de um conjunto de leituras que me levam à revalorização da importância desse aspecto da luta política - embora, é claro, mantendo-o em sua proporção devida.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-4273079433614971750?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/4273079433614971750/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/08/o-grande-jogo-ix.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/4273079433614971750'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/4273079433614971750'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/08/o-grande-jogo-ix.html' title='O grande jogo IX'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-6387016848983628082</id><published>2010-08-04T16:31:00.001-03:00</published><updated>2010-08-04T16:31:40.425-03:00</updated><title type='text'>Um mundo com significado X</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O nono capítulo, intitulado &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A restauração do organismo vivo&lt;/span&gt;, traz algumas informações interessantes sobre o estado atual dos debates internos da biologia. Não é de hoje que sei que, no meio científico, Richard Dawkins e seus discípulos estão longe de contar com a aprovação unânime que a imprensa normalmente lhes atribui. Na verdade, essa escola tem muitos inimigos não só entre criacionistas e religiosos em geral, mas também nos próprios círculos materialistas. Mas meu propósito aqui é falar apenas dos adversários que combatem suas ideias no plano estritamente científico. A teoria do "gene egoísta", com sua subjacente adesão à teoria que estabelece o gene como unidade de seleção, foi amplamente contestada, por exemplo, pelo paleontólogo Stephen Jay Gould, de Harvard, defensor da teoria clássica que atribui esse papel aos organismos, e por outros que o atribuíam às populações ou espécies inteiras. Também são dignos de nota Lynn Margulis e seu neolamarckismo, bem como Stuart Kauffman, que tem uma teoria sobre as propriedades auto-organizadoras da matéria. Todas essas são pessoas de elevada posição no meio científico, e cujas simpatias pelo criacionismo ou pelo design inteligente são manifestamente inexistentes. É o caso de nos perguntarmos como é que Dawkins conseguiu obter tamanha aparência de respeitabilidade acadêmica, quando a comunidade dos biólogos está cheia de gente que o considera, na melhor das hipóteses, um sujeito cheio de ideias erradas na cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para mim, a grande novidade do capítulo 9 está na descoberta de que Kauffman não é uma voz isolada em defesa de sua teoria, que critica vários aspectos importantes do neodarwinismo que todos aprendemos na escola. Wilker e Witt fornecem informações sobre toda uma escola de biólogos que vai na mesma direção, recusando-se a conceder ao código genético o papel de monarca absolutista que Dawkins lhes atribui. Essa escola, que os autores chamam de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"estruturalismo biológico"&lt;/span&gt;, defende uma abordagem menos reducionista, ao considerar os genes como partes importantes, mas não mais que a totalidade das células e dos organismos que fornecem o contexto para sua atuação. Parece uma ideia interessante. E, pensando bem, creio já ter ouvido rumores dela em algum lugar. Os autores não falam disso, mas lembro-me de ter lido que o sequenciamento do genoma humano não forneceu o "segredo da vida" ou outras bobagens alardeadas pela mídia, justamente porque foi constatado que nem toda a informação necessária para tanto estava ali codificada.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-6387016848983628082?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/6387016848983628082/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/08/um-mundo-com-significado-x.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/6387016848983628082'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/6387016848983628082'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/08/um-mundo-com-significado-x.html' title='Um mundo com significado X'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-6945074242872626487</id><published>2010-07-31T00:14:00.000-03:00</published><updated>2010-07-31T00:14:00.506-03:00</updated><title type='text'>O grande jogo VIII</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu mesmo tenho uma porção de críticas à administração Bush e ao neoconservadorismo americano, ou mesmo à direita americana em geral. Contudo, não posso de modo algum endossar as posições de Magnoli a respeito do tema. Tomemos como exemplo a questão da China: os neocons temem a consolidação da China como potência econômica e militar que, por ter uma ideologia oposta aos valores democráticos, poderá causar sérios problemas no futuro. O geógrafo, porém, informa que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"a 'obsessão chinesa' dos neoconservadores não tem sentido"&lt;/span&gt;, pois o gigante asiático tem ajudado a preservar a estabilidade geopolítica da Ásia; além disso, o crescimento econômico chinês &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"cumpre a função crucial de financiar o déficit externo dos Estados Unidos"&lt;/span&gt;. Por trás desse último argumento talvez repouse a muito discutível opinião de que déficits são coisas ruins. Com ou sem isso, porém, o recado de Magnoli é bem claro: a China morre de amores pelos EUA e os interesses de ambos combinam muito bem. Se o casamento não der certo, a culpa será toda dos americanos; ou, mais precisamente, dos "neoconservadores". De um jeito ou de outro, o autor acaba sempre voltando a esse ponto, que chega a ser um pressuposto fundamental de todas as suas análises da política internacional: da China à ONU, passando pelo mundo islâmico, todo mundo quer ser amigo dos Estados Unidos. Se os conservadores americanos não fossem tão truculentos, arrogantes e desconfiados, o mundo estaria caminhando muito bem. Logo, são eles os culpados de tudo o que acontece de errado no mundo, incluindo-se aí o que seus inimigos fazem contra eles. Eles são culpados pelas alianças estratégicas entre a China e a Rússia; pelo ódio que o mundo islâmico devota ao Ocidente; pela manifesta incapacidade da ONU para cumprir o que promete aos países-membros; e muitos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;et ceteras&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, Magnoli de modo algum se considera antiamericano. Em meio às dezenas de críticas (várias delas puramente caluniosas) aos EUA, ele chega até a dizer algumas palavras contra o antiamericanismo. Num ambiente dominado pelo esquerdismo, como a imprensa brasileira, não é preciso muita coisa para se livrar da pecha de antiamericano: basta dar algumas voltas a mais antes de fazer as mesmas condenações que todo mundo faz. É assim que faz Magnoli, sem fugir às contradições mais corriqueiras dos "antiimperialistas" de plantão. Num certo momento, o autor se queixa de que os neoconservadores &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"orientam-se por imperativos ideológicos e movem-se ao sabor das projeções abstratas"&lt;/span&gt;, cavando a própria cova ao deixar de lado os ditames da política prática. Cinco páginas adiante, o mesmo autor os acusa de usar o discurso ideológico para ocultar suas verdadeiras motivações, que brotam do interesse nacional. É assim que ele denuncia que a direita americana não é defensora tão ferrenha da democracia quanto se supõe, já que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"admitia uma cuidadosa seleção das 'tiranias' a derrubar"&lt;/span&gt;. Como se os EUA tivessem poder suficiente para derrubar todas as tiranias do mundo. E como se devêssemos esperar um Magnoli felicíssimo caso isso acontecesse. A julgar pelo tamanho de seu protesto contra a derrubada de Saddam Hussein, fica-se com a impressão de que ele gosta mais da tirania mesmo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-6945074242872626487?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/6945074242872626487/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/07/o-grande-jogo-viii.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/6945074242872626487'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/6945074242872626487'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/07/o-grande-jogo-viii.html' title='O grande jogo VIII'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-5249217367390564698</id><published>2010-07-28T15:55:00.000-03:00</published><updated>2010-07-28T15:56:03.571-03:00</updated><title type='text'>The consolation of philosophy V</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A coesão e continuidade do texto de Boécio são tamanhas que selecionar trechos para transcrição é tarefa difícil. A despeito disso, creio poder expor, por meio de citações, a essência da mensagem contida no Livro III. Neste post, transcrevo uma bela explicação de como o coração humano é desviado para as coisas deste mundo, sendo incapaz de discernir corretamente a fonte de sua própria felicidade. Em linguagem teológica, trata-se do velho processo pecado - idolatria - condenação. O próximo post trará o complemento necessário a essa situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"O problema das muitas e variadas metas dos homens mortais lhes traz muita preocupação, e daqui eles prosseguem por diferentes caminhos, mas lutam para atingir um único fim, que é a felicidade. E esse bem é aquele que, se algum homem o alcança, não deseja nada mais. Essa é a mais elevada de todas as boas coisas, e inclui em si todas elas; se algum bem lhe falta, ela não pode ser o bem supremo, pois então foi deixado de fora algo que pode ser desejado. Daí se segue que a felicidade é um estado tornado perfeito pela união de todas as coisas boas. Todos os homens procuram atingir esse fim, como eu disse, embora por diferentes caminhos. Foi implantado pela natureza nas mentes dos homens um desejo pelo verdadeiro bem; mas o erro os afasta em direção a falsos bens e por caminhos errados.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns homens creem que o bem supremo é não sentir falta de nada, e assim sofrem para conseguir riqueza abundante. Outros consideram que o bem verdadeiro é ser o mais digno de admiração, e assim lutam para conseguir lugares de honra e ser mantidos ali por seus concidadãos. Alguns decidem que o bem supremo reside no poder supremo, e assim desejam reinar ou tentam conseguir o favor dos que reinam. Outros pensam que o renome é o maior bem, e portanto se apressam para tornar seu nome famoso pelas artes da paz ou da guerra. Mas a maior parte mede o fruto do bem pelo prazer e pelo desfrute, e esses acham que o homem mais fez é o que se entrega ao prazer.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além desses, há os que confundem as metas e as causas dessas boas coisas; como aqueles que desejam riquezas para obter poder ou prazer, ou aqueles que procuram poder para obter dinheiro ou celebridade. Nessas coisas, então, e em outras como elas, jaz a meta das ações e orações dos homens, tais como renome e popularidade, que parecem conceder alguma fama, ou esposa e filhos, que são buscados pelo prazer que proporcionam. Por outro lado, o bem dos amigos, que é o mais honorável e santo de todos, não reside no reino da Fortuna, e sim no da Virtude. Todos os outros são adotados pela obtenção de poder ou desfrute. [...]&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há dúvida, então, de que essas estradas para a felicidade não são estradas e não podem levar homem algum ao fim a que prometem levá-lo. Eu gostaria de mostrar-te brevemente a que grandes males são atadas. Queres amontoar dinheiro? Precisarás tirá-lo de seu dono. Queres parecer brilhante pela glória de grandes honras? Deves ajoelhar diante de seu distribuidor e, em teu desejo de sobrepujar outros homens em honra, deves rebaixar-te, pondo de lado todo orgulho. Anseias por poder? Estarás sujeito aos ardis de todos aqueles sobre os quais tens poder, estarás à mercê de muitos perigos. Procuras fama? Serás arrastado de um lado a outro por caminhos ásperos e perderás toda a liberdade da segurança. Queres gastar a vida em prazeres? Quem não desprezaria e rejeitaria tal servidão a algo tão vil e frágil quanto teu próprio corpo? Quão insignificantes são todas as metas daqueles que colocam diante de si os prazeres do corpo! Quão incerta é a posse deles! Poderás sobrepujar em tamanho o elefante? Tomarás, na força, a liderança do touro ou, na velocidade, a do tigre? Olha para a vastidão dos céus, a força com que permanece de pé, a rapidez com que se move, e cessa por um instante de te admirar por coisas pequenas."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-5249217367390564698?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/5249217367390564698/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/07/consolation-of-philosophy-v.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/5249217367390564698'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/5249217367390564698'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/07/consolation-of-philosophy-v.html' title='The consolation of philosophy V'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-6903566979415559603</id><published>2010-07-25T11:23:00.000-03:00</published><updated>2010-07-25T11:25:32.519-03:00</updated><title type='text'>O grande jogo VII</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com relação à invasão americana do Iraque, Magnoli é tão antiamericano quanto quase todo mundo neste país. Seus principais argumentos são dois. Primeiro, ele condena a "unilateralidade" da administração Bush, que não deu bola às recriminações da ONU. Como se essa instituição, com suas ditaduras na Comissão de Direitos Humanos e outros absurdos, devesse ser levada a sério como árbitro entre Bush e Saddam. E como se a ONU já fosse o governo mundial que sempre sonhou em ser. O problema, na verdade, é que, a fim de que a ONU pudesse levar a efeito sua função pacificadora no mundo, os Estados-membros transferiram a ela parte de suas próprias prerrogativas quanto à defesa de seus interesses nacionais contra os abusos de seus inimigos. Mas, se a ONU não tem o poder (nem o desejo, aliás) necessário para cumprir sua parte, que direito tem ela de reclamar se um de seus membros decide resolver o problema por si mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo argumento de Magnoli é que a administração Bush teria inventado uma justificação para seu ato com base no conceito de "guerra preventiva", pelo qual qualquer governo pode ser destituído com base na mera possibilidade de vir a causar problemas algum dia. Trata-se, é claro, de uma caricatura barata da verdadeira justificativa oferecida para a guerra: num mundo pós-11 de setembro, manter no Oriente Médio um ditador genocida que não cumpre os acordos de inspeção contra armas de destruição em massa era, de fato, uma ameaça à segurança nacional americana. Saddam Hussein não era de modo algum um sujeito inofensivo contra quem foram levantadas suspeitas injustificadas. (Michael Moore também espalhou mentiras dessa ordem em seu &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Fahrenheit&lt;/span&gt;: segundo ele, o Iraque &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"nunca tinha assassinado um único cidadão americano"&lt;/span&gt;.) Além de ter expulsado os inspetores da ONU sob os olhos impassíveis de Bill Clinton, Saddam também deu abrigo a terroristas procurados por fazer atentados contra americanos, financiou entidades terroristas que mataram americanos em Israel e empreendeu uma fracassada tentativa de assassinato contra o presidente americano em 1992. Finalmente, Magnoli não menciona as inúmeras conexões entre o governo iraquiano e a Al Qaeda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Magnoli quer nos fazer crer que não havia justificativas reais para a destituição de Saddam Hussein, e que o governo Bush armou um complô apenas para garantir os interesses geopolíticos e econômicos americanos no Oriente Médio. Não nego, é claro, que houvesse interesses dessa ordem; aliás, os conservadores americanos que apoiaram a guerra também não o negaram jamais. Por si mesmo, esse fato demonstra que a acusação de hipocrisia lançada por Magnoli e por meio mundo não se sustenta de modo algum.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-6903566979415559603?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/6903566979415559603/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/07/o-grande-jogo-vii.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/6903566979415559603'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/6903566979415559603'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/07/o-grande-jogo-vii.html' title='O grande jogo VII'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-5008720317148283496</id><published>2010-07-22T14:47:00.001-03:00</published><updated>2010-07-22T14:47:51.184-03:00</updated><title type='text'>Um mundo com significado IX</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O oitavo capítulo, intitulado &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O ressurgimento da célula viva&lt;/span&gt;, transporta a discussão para o plano biológico, combatendo o reducionismo que busca interpretar os seres vivos e suas células em função apenas de sua constituição química. É nesse contexto que Wilker e Witt explicam e defendem a abordagem a ser adotada ao longo do capítulo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Existem duas importantes formas de demonstrar que alguma crença ou teoria quanto à natureza é errônea. Poderíamos questionar suas pressuposições fundamentais, por assim dizer, pela força da filosofia pura. O problema com a filosofia, infelizmente, é que ela é uma coisa humana e,  assim, há bastante espaço para erros e discordâncias e ainda mais espaço para nos escondermos em casas abstratas de nossa construção. Os antigos filósofos gregos discutiam quantas e quais seriam as substâncias fundamentais da natureza. Um argumento persuasivo erigido contra outro argumento persuasivo. Tudo seria bastante lógico, mas nunca especialmente empírico, pois a natureza ainda não teria muito o que dizer. Outro modo de remover o erro é simplesmente permitir que ele corra a pleno vapor e procurar sua contradição na própria natureza."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei algo impressionado ao ver esses dois inimigos declarados do materialismo cientificista moderno endossando dessa forma a crença positivista que limita toda discussão racional ao que pode ser apreendido pelos sentidos, considerando puramente subjetivo ou mesmo sem sentido tudo quanto pretenda ir além disso. Ao declarar que a filosofia é &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"uma coisa humana"&lt;/span&gt; que dá espaço a erros, discordâncias e abstrações, os autores deixam implícito que a ciência experimental é uma coisa divina cujos meios de operação são livres de toda abstração e cujas conclusões são infalíveis e inquestionáveis. Trata-se de um absurdo evidente demais para que eu me empenhe em refutá-lo neste post.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É claro que é perfeitamente lícito, para fins de argumentação, restringir a discussão a um campo específico, como o das ciências naturais ou alguma de suas muitas ramificações. Seria, pois, suficiente que os autores procedessem dessa forma, argumentando com rigor a partir dos dados empíricos disponíveis e denunciando com veemência seus opositores quando estes, contrariando suas próprias teses epistemológicas, fogem da argumentação científica para as desculpas ideológicas e pseudocientíficas de sempre. Nesse caso, tratar-se-ia de uma atitude condescendente com a obtusidade do adversário, adotada com objetivos didáticos. Não foi, porém, o que fizeram os autores, que começaram por dar razão aos adversários nesse ponto fundamental, e acabaram produzindo uma crítica que padece do mesmo defeito que denuncia: a incongruência de ir além do dado empírico e, ao mesmo tempo, negar que esse seja um procedimento válido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A propósito, tendo eu já lido uma porção de críticas e defesas da teoria abiogênica sobre a origem da vida em suas inúmeras variações, estou em condições de afirmar que a exposição de Wilker e Witt sobre o tema deixa a desejar do ponto de vista do rigor científico e da profundidade com que os vários aspectos do problema são abordados. Essa é uma prova adicional de que adotar os vícios intelectuais do adversário não é uma boa maneira de demonstrar seus erros. Não obstante, o capítulo é interessante por algumas das informações transmitidas, bem como pelas referências bibliográficas indicadas ao leitor interessado em se aprofundar no tema.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-5008720317148283496?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/5008720317148283496/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/07/um-mundo-com-significado-ix.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/5008720317148283496'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/5008720317148283496'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/07/um-mundo-com-significado-ix.html' title='Um mundo com significado IX'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-4092148318826261150</id><published>2010-07-19T11:17:00.001-03:00</published><updated>2010-07-19T11:17:46.948-03:00</updated><title type='text'>O grande jogo VI</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Publiquei no &lt;a href="http://andrelv.blogspot.com/2010/07/o-pacificador-de-torcidas.html"&gt;outro blog&lt;/a&gt; um post contendo minhas considerações sobre o posicionamento de Demétrio Magnoli acerca da relação entre o Ocidente e o Islam.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-4092148318826261150?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/4092148318826261150/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/07/o-grande-jogo-vi.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/4092148318826261150'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/4092148318826261150'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/07/o-grande-jogo-vi.html' title='O grande jogo VI'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-7523873428296478448</id><published>2010-07-16T12:00:00.001-03:00</published><updated>2010-07-18T03:33:46.690-03:00</updated><title type='text'>The consolation of philosophy IV</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um benefício colateral da leitura desse belo livro foi o incremento da evidência de que o homem medieval não era ignorante sobre a posição do homem no universo. A opinião contrária é apenas um mito iluminista. E emprego a palavra "mito" no sentido pejorativo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Então eu disse: &lt;/span&gt;'Sabes que a vanglória deste mundo teve bem pouca influência sobre mim; contudo, desejei os meios para dispor as coisas de tal forma que a virtude não envelhecesse em silêncio'&lt;span style="font-style: italic;"&gt;. &lt;/span&gt;'Sim'&lt;span style="font-style: italic;"&gt;, disse ela, &lt;/span&gt;'mas há uma coisa que pode atrair as mentes, a qual, embora seja excelente por natureza, não é levada pela perfeição aos limites extremos da virtude; tal coisa é o amor pela fama e pela reputação, por merecer o bem do próprio país. Pensa, então, sobre isso, e vê que não é senão uma coisa fútil e sem peso. Conforme aprendeste das exposições dos astrônomos, a circunferência da terra inteira não é senão um ponto, se comparada ao tamanho dos céus. Ou seja, se comparas a terra ao círculo do universo, ela deve ser reconhecida como desprovida de qualquer tamanho. E nessa minúscula porção do universo não há senão uma quarta parte, segundo aprendeste da demonstração de Ptolomeu, que é habitada por seres vivos conhecidos por nós. Se dessa quarta parte subtraíres tudo quanto é coberto por mares e pântanos, e todas as vastas regiões de desertos áridos, descobrirás que foi deixado à habitação humana um espaço muito apertado. E pensas em anunciar tua fama e publicar teu nome nesse espaço, que não é senão um ponto dentro de outro ponto tão rigorosamente circunscrito?'&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-7523873428296478448?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/7523873428296478448/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/07/consolation-of-philosophy-iv.html#comment-form' title='11 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/7523873428296478448'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/7523873428296478448'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/07/consolation-of-philosophy-iv.html' title='The consolation of philosophy IV'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>11</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-250055586175190147</id><published>2010-07-13T12:23:00.000-03:00</published><updated>2010-07-13T12:24:05.654-03:00</updated><title type='text'>O grande jogo V</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O segundo capítulo trata da complexa novela envolvendo os Estados Unidos, o Oriente Médio, Bush, a direita americana, o imperialismo, o islamismo e o terrorismo. Logo no início já se manifesta o horror de Magnoli pela direita americana e pelo Partido Republicano. O articulista sabe que há diferenças significativas entre republicanos e democratas. É verdade que ele crê erroneamente que essas diferenças são maiores hoje que nos tempos da Guerra Fria, mas a simples ciência dessa diferença já basta para colocar Magnoli acima de quase toda a esquerda brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o autor, Bush representa a síntese entre o neoconservadorismo e a "direita cristã". O primeiro grupo é composto de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"intelectuais internacionalistas que reinterpretam a herança missionária da política externa americana num sentido unilateralista e imperial"&lt;/span&gt;. A segunda é isolacionista e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"guardiã fanática dos valores morais tradicionais"&lt;/span&gt;. Sem dúvida, Magnoli tem alguma razão em contrapor as duas direitas. Mas as diferenças não o levam a gostar de nenhuma delas; ao contrário, é a semelhança que lhe repugna: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"As duas faces da maioria republicana [...] distinguem-se em tudo, exceto na crença de que são portadoras de verdades absolutas"&lt;/span&gt;. Mas que crime, não é mesmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem mais: segundo Magnoli, a América de Bush é avessa à Europa, patriótica, xenófoba e fundamentalista; acredita poder descrever a política na &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"linguagem do Bem e do Mal"&lt;/span&gt; e está em guerra cultural contra a modernidade. Traduzindo: a direita americana não é relativista em moral ou epistemologia; não simpatiza com os desvalores da modernidade, nem com a cultura irreligiosa da Europa, nem com os delírios dos globalistas; até se atrevem a ser cristãos em pleno século XXI. Infelizmente, não me parece que a verdade sobre a direita americana seja tão linda (ou horrível, conforme o ponto de vista) quanto Magnoli supõe. Mas, se eu fosse acreditar em Magnoli, passaria a venerar a direita americana.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-250055586175190147?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/250055586175190147/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/07/o-grande-jogo-v.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/250055586175190147'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/250055586175190147'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/07/o-grande-jogo-v.html' title='O grande jogo V'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-7048041094296960802</id><published>2010-07-10T21:18:00.000-03:00</published><updated>2010-07-10T21:18:13.478-03:00</updated><title type='text'>Um mundo com significado VIII</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O sexto capítulo também fala muito de química, mas vai além, tratando também da estrutura fundamental das leis físicas da natureza. Trata ainda das implicações filosóficas e teológicas da cognoscibilidade da ordem natural, do princípio antrópico e do mito evolucionista de que, sendo a vida um fenômeno de fácil ocorrência, o universo deve estar cheio de seres alienígenas. São apresentados alguns argumentos interessantes sobre tudo isso, embora eu creia que um trabalho melhor poderia ter sido feito. Mas chamou-me a atenção de modo especial o tema fundamental do capítulo, que vem expresso já em seu título: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Um lar cósmico projetado para o descobrimento&lt;/span&gt;. Num certo sentido trata-se do velho dilema proposto por Einstein: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"O que há de mais incompreensível no universo é que ele é compreensível"&lt;/span&gt;. Essa declaração não é mencionada no livro, talvez por um respeito indevido pela figura do famoso físico, mas a mim é inevitável a associação. Sempre penso que a cognoscibilidade do universo só pode ser considerada incompreensível num esquema filosófico materialista, ou então num monismo spinozista e semimaterialista como o de Einstein (escrevi sobre o pensamento religioso de Einstein &lt;a href="http://andrelv.blogspot.com/2007/03/idias-de-um-amador-eminente.html"&gt;aqui&lt;/a&gt;). O capítulo defende filosoficamente que o fato de a mente humana ser capaz de apreender as leis do universo indica a existência de um Criador. Porém, o texto vai além da pura defesa epistemológica, adentrando em uma porção de detalhes do empreendimento científico. Por exemplo, argumenta que a transparência da atmosfera terrestre a boa parte do espectro eletromagnético, assim como o fato de a radiação carregar informações sobre as condições físicas e químicas de sua fonte, indica que Deus desejava que estudássemos e compreendêssemos as estrelas e planetas. Isso me ocorreu pela primeira vez quando li &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Perelandra&lt;/span&gt;, o segundo volume da trilogia espacial de Lewis; ali, o protagonista visita um planeta todo coberto de nuvens espessas que tornam impossível a observação do céu, de modo que seus habitantes sequer  tinham como suspeitar da existência de algo acima do firmamento. Agora, porém, percebo que Deus poderia perfeitamente ter disposto as leis da natureza de modo que jamais chegássemos a discernir alguma ordem por trás dos eventos cotidianos. E, no entanto, aprouve-Lhe manifestar sua glória permitindo que desvendássemos uma infinidade de segredos, do mundo subatômico aos agrupamentos de galáxias, passando pelos inextricáveis labirintos dos organismos vivos. A Ele, pois, toda a glória!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-7048041094296960802?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/7048041094296960802/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/07/um-mundo-com-significado-viii.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/7048041094296960802'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/7048041094296960802'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/07/um-mundo-com-significado-viii.html' title='Um mundo com significado VIII'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-2620764275752056865</id><published>2010-07-07T10:55:00.001-03:00</published><updated>2010-07-07T10:55:34.894-03:00</updated><title type='text'>O grande jogo IV</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda em conexão com o tema do post anterior, o internacionalismo e o governo mundial, há um trecho do oitavo capítulo que é muito útil na compreensão de um tema abordado já no primeiro. Magnoli nos conta sobre um relatório, desenvolvido por uma comissão da ONU, no qual são apresentadas propostas para viabilizar as metas de combate à pobreza assumidas pela Assembleia Geral em 2000. O relatório constatou o óbvio: a ajuda financeira dos países ricos não é condição suficiente para a elevação do desenvolvimento econômico dos países pobres, coisa que já sabíamos a partir do exemplo de Cuba, cuja população foi empobrecendo na medida em que uma imensa quantidade de dinheiro soviético ia entrando na conta dos governantes. No caso da África, a situação é mais ou menos a mesma, mas em escala ampliada. O relatório conclui que, seja por corrupção ou por incompetência, os países miseráveis não sabem administrar suas próprias economias, de modo que a ajuda financeira só deve ser dada a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"países comprometidos com padrões de gestão e programas de reformas econômicas desenhados pelas instituições financeiras internacionais"&lt;/span&gt;. Em outras palavras, como bem percebeu Magnoli, o Banco Mundial e as centenas de ONGs vinculadas à ONU dariam dinheiro aos governos africanos em troca da abdicação, na prática, de suas soberanias nacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é um exemplo vívido do alcance dos pretextos usados pelas forças políticas que trabalham em prol de um governo mundial unificado sob a égide da ONU. Em um artigo do primeiro capítulo, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O campo de batalha do euro&lt;/span&gt;, embora sem tocar no assunto, Magnoli me deu razões para pensar que o mesmo projeto está por trás da unificação monetária da Europa Ocidental. Ele cita o historiador britânico Timothy Garton Ash, que, na aurora do euro, profetizava que a iniciativa dessa unificação dividiria a Europa ao invés de uni-la, dada a ausência de um poder político central capaz de ditar os rumos da política monetária. Magnoli explica: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"a União Europeia não é um Estado nacional. Falta-lhe, portanto, a base de legitimidade política para forjar consensos"&lt;/span&gt;. Mas eu me pergunto: os criadores do euro não sabiam disso? Não acho provável que grandes políticos de alguns dos países mais importantes do mundo ignorem tal obviedade. Por que, então, insistiram nesse projeto? A única resposta que consigo achar plausível é que eles pretendiam, desde o início, usar a unificação econômica como atalho para a unificação política, dando assim, quem sabe, uma forcinha adicional ao estabelecimento futuro do governo mundial.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-2620764275752056865?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/2620764275752056865/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/07/o-grande-jogo-iv.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/2620764275752056865'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/2620764275752056865'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/07/o-grande-jogo-iv.html' title='O grande jogo IV'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-3325786199436069754</id><published>2010-07-04T23:04:00.002-03:00</published><updated>2010-07-07T10:57:20.270-03:00</updated><title type='text'>Desintoxicação sexual</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lembro que, alguns meses atrás, alguém pediu à Norma que discorresse sobre o tema da postura cristã sobre a sexualidade, em especial com relação à questão da masturbação. Na época eu ainda não conhecia o livro &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Desintoxicação sexual&lt;/span&gt; (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sexual detox&lt;/span&gt;), excelente trabalho de Tim Challies que trata deste e de outros assuntos relacionados às prescrições divinas para o sexo, sobretudo aos perigos da pornografia. Escrevendo numa linguagem simples, Challies é muito sensato e franco, e não foge das questões importantes que o tema impõe. O livro está disponível para download &lt;a href="http://www.challies.com/christian-living/sexual-detox-the-e-book"&gt;aqui&lt;/a&gt;, mas o pessoal do site &lt;a href="http://iprodigo.com/"&gt;iPródigo&lt;/a&gt; publicou uma boa tradução dividida em seis partes, como se vê abaixo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1. &lt;/span&gt;&lt;a style="font-weight: bold;" href="http://iprodigo.com/traducoes/desintoxicacao-sexual-1.html"&gt;"Pornificando" o leito conjugal&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;:&lt;/span&gt; uma introdução que expõe a natureza do problema com a pornografia, com ênfase sobre o risco que oferece para a vida conjugal, presente ou futura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2. &lt;/span&gt;&lt;a style="font-weight: bold;" href="http://iprodigo.com/traducoes/desintoxicacao-sexual-2.html"&gt;Libertando-se&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;:&lt;/span&gt; dicas sobre como começar a se libertar do pecado da pornografia, e bons motivos para fazer isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;3. &lt;/span&gt;&lt;a style="font-weight: bold;" href="http://iprodigo.com/traducoes/desintoxicacao-sexual-3.html"&gt;Uma teologia do sexo&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;:&lt;/span&gt; uma exposição sobre o papel adequado do sexo num ser humano espiritualmente saudável, segundo o desígnio de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;4. &lt;/span&gt;&lt;a style="font-weight: bold;" href="http://iprodigo.com/traducoes/desintoxicacao-sexual-4.html"&gt;Sexo egocêntrico&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;:&lt;/span&gt; uma breve análise do sexo pervertido. Fala sobre a masturbação, o egoísmo no sexo e a pureza da mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;5. &lt;/span&gt;&lt;a style="font-weight: bold;" href="http://iprodigo.com/traducoes/desintoxicacao-sexual-5.html"&gt;Desintoxicação&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;:&lt;/span&gt; bons conselhos para quem já é casado ou pretende se casar. Combate algumas mentiras que o mundo nos conta sobre o sexo e fornece princípios gerais que devem nortear a conduta sexual de um casal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;6. &lt;/span&gt;&lt;a style="font-weight: bold;" href="http://iprodigo.com/traducoes/desintoxicacao-sexual-6.html"&gt;Liberdade&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;:&lt;/span&gt; alguns incentivos e encorajamentos bíblicos à santidade sexual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recomendo fortemente essa leitura não só aos que sofrem de alguma forma a tentação da impureza sexual, mas também a todos os que precisam ajudar alguém a superar esse problema. Na verdade, acredito que a leitura será proveitosa a todos os cristãos verdadeiros. Dificilmente haverá entre nós quem nunca precisou lidar com problemas dessa ordem, ou que não possa ser solicitado a ajudar alguém a qualquer momento.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-3325786199436069754?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/3325786199436069754/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/07/desintoxicacao-sexual.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/3325786199436069754'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/3325786199436069754'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/07/desintoxicacao-sexual.html' title='Desintoxicação sexual'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-8907744381421457979</id><published>2010-07-01T22:32:00.001-03:00</published><updated>2010-07-01T22:32:28.208-03:00</updated><title type='text'>O grande jogo III</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O primeiro capítulo, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Heranças da Guerra Fria&lt;/span&gt;, traz alguns textos dignos de comentário, os quais convergem em torno das questões do internacionalismo e do governo mundial. Já deixei claro o que penso sobre isso em meus comentários ao livro &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Nem Marx nem Jesus&lt;/span&gt;, de Revel. Mas Magnoli apresenta alguns elementos soltos que se encontram, no entanto, unidos por um fio comum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há um interessante artigo, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Uma fronteira em movimento&lt;/span&gt;, no qual Magnoli discute as origens da Doutrina Truman, a estratégia americana de contenção do expansionismo soviético durante a Guerra Fria. O autor deixa no ar a sugestão de que o expansionismo soviético não se deveu ao comunismo, e sim ao nacionalismo dos russos, que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"sentiam-se cercados e ameaçados pela hostilidade agressiva do Ocidente, e reagiam estabelecendo esferas de influência cada vez mais largas"&lt;/span&gt;. Não duvido que a Rússia contenha um elemento expansionista não derivado da ideologia comunista, mas aqui se manifesta uma tendência que se estende por todo o livro: Magnoli jamais critica os inimigos da América (ou dos países ricos, ou do Ocidente em geral) sem sugerir, de modo explícito ou não, que ela tem culpa pelas ações de seus adversários. É um daqueles inconfundíveis cacoetes mentais da esquerda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer modo, considero sem cabimento a negação do caráter expansionista do comunismo. Uma das divergências mais famosas entre Stálin e Trotsky reside justamente na acusação, feita pelo segundo ao primeiro, de arruinar o movimento comunista ao abrir mão de seu caráter internacionalista. E quase todos os comunistas que conheço estão do lado de Trotsky. Sem razão, porém, visto que, embora por vias incompreensíveis aos dissidentes internos do Partido, Stálin jamais deixou de praticar uma política expansionista. Isso se deu pela via militar, como na Europa Oriental, onde, após o fim da Segunda Guerra, as tropas soviéticas se mantiveram por muito tempo depois que os americanos abandonaram a metade ocidental do continente. E se deu também pela propaganda ideológica, inclusive nos Estados Unidos, desde os anos 20.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disso, não devemos esquecer que o comunismo é filho do iluminismo, que não só manifestou também sua tendência expansionista por meio das guerras napoleônicas, mas também idealizou o primeiro projeto de governo mundial, engendrado no cérebro de Immanuel Kant, como Magnoli nos faz lembrar em outra parte do mesmo capítulo. E, em todas as suas críticas ao imperialismo dos neoconservadores, o autor deixa de dizer que os ideais da política externa neoconservadora são devedoras justamente à teoria trotskista, da qual são uma espécie de versão democrática.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-8907744381421457979?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/8907744381421457979/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/07/o-grande-jogo-iii.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/8907744381421457979'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/8907744381421457979'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/07/o-grande-jogo-iii.html' title='O grande jogo III'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-886987210944782892</id><published>2010-06-28T12:18:00.001-03:00</published><updated>2010-06-28T12:18:25.150-03:00</updated><title type='text'>The consolation of philosophy III</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Livro II consiste de um diálogo que está mais para monólogo, no qual a Filosofia discursa sobre a instabilidade da fortuna que acomete os homens, de modo que o homem só pode ser feliz de fato na medida em que coloca seu coração naquilo que é permanente e que independe do que lhe sucede. O texto parece, dessa forma, fazer uma aplicação cristianizada de certos princípios do estoicismo. No trecho abaixo, a Filosofia argumenta que nenhum homem pode alcançar a felicidade plena, mas que o sábio pode sempre encontrar motivos para a alegria autêntica. O final do trecho traz ecos da verdade bíblica de que todas as coisas cooperam para o bem dos que amam a Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;" id="result_box" class="long_text"&gt;&lt;span style="background-color: rgb(255, 255, 255);" title="Whose happiness is so firmly established that he has no quarrel from any side with his estate of life?" onmouseover="this.style.backgroundColor='#ebeff9'" onmouseout="this.style.backgroundColor='#fff'"&gt;"Que felicidade está tão firmemente estabelecida que não enfrente altercações de lado algum para salvaguardar seu patrimônio? &lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: rgb(255, 255, 255);" title="For the condition of our welfare is a matter fraught with care: either its completeness never appears, or it never remains." onmouseover="this.style.backgroundColor='#ebeff9'" onmouseout="this.style.backgroundColor='#fff'"&gt;Pois a condição de nosso bem-estar é um assunto a ser cercado de cuidados: sua plenitude nunca aparece, ou então nunca permanece. &lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: rgb(255, 255, 255);" title="One man's wealth is abundant, but his birth and breeding put him to shame." onmouseover="this.style.backgroundColor='#ebeff9'" onmouseout="this.style.backgroundColor='#fff'"&gt;A riqueza de um homem é abundante, mas seu nascimento e criação lhe causam vergonha. Um &lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: rgb(255, 255, 255);" title="Another is famous for his noble birth, but would rather be unknown because he is hampered by his narrow means." onmouseover="this.style.backgroundColor='#ebeff9'" onmouseout="this.style.backgroundColor='#fff'"&gt;outro é famoso por sua origem nobre, mas prefereria ser desconhecido, pois sua vida é dificultada por seus recursos escassos. &lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: rgb(255, 255, 255);" title="A third is blessed with wealth and breeding, but bewails his life because he has no wife." onmouseover="this.style.backgroundColor='#ebeff9'" onmouseout="this.style.backgroundColor='#fff'"&gt;Um terceiro é abençoado com riqueza e boa criação, mas lamenta por sua vida porque não tem esposa. &lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: rgb(255, 255, 255);" title="Another is happy in his marriage, but has no children, and saves his wealth only for an heir that is no son of his." onmouseover="this.style.backgroundColor='#ebeff9'" onmouseout="this.style.backgroundColor='#fff'"&gt;Outro é feliz em seu casamento, mas não tem filhos, e poupa sua riqueza para um herdeiro que não é seu filho. &lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: rgb(255, 255, 255);" title="Another is blessed with children, but weeps tears of sorrow for the misdeeds of son or daughter." onmouseover="this.style.backgroundColor='#ebeff9'" onmouseout="this.style.backgroundColor='#fff'"&gt;Outro é abençoado com filhos, mas derrama lágrimas de tristeza pelos erros de um filho ou de uma filha. &lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: rgb(255, 255, 255);" title="So none is readily at peace with the lot h is fortune sends him." onmouseover="this.style.backgroundColor='#ebeff9'" onmouseout="this.style.backgroundColor='#fff'"&gt;Portanto, ninguém se encontra facilmente em paz com a sorte que a fortuna lhe reserva. &lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: rgb(255, 255, 255);" title="For in each case there is that which is unknown to him who has not experienced it, and which brings horror to him who has experienced it." onmouseover="this.style.backgroundColor='#ebeff9'" onmouseout="this.style.backgroundColor='#fff'"&gt;Pois em cada caso há algo que é desconhecido para quem não o experimentou, mas que traz horror ao que o experimentou&lt;/span&gt;&lt;span title="rob them of complete happiness." onmouseover="this.style.backgroundColor='#ebeff9'" onmouseout="this.style.backgroundColor='#fff'"&gt;. Considera ainda que os sentimentos dos homens mais felizes são os mais facilmente afetados, já que, a menos que todos os seus desejos sejam satisfeitos, tais homens, sendo desacostumados a toda adversidade, são humilhados por toda pequena inquietação; muito pequenos são os problemas capazes de roubar-lhes a felicidade completa.&lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: rgb(255, 255, 255);" title="'How many are they, think you, who would think themselves raised to heaven if the smallest part of the remnants of your good fortune fell to them?" onmouseover="this.style.backgroundColor='#ebeff9'" onmouseout="this.style.backgroundColor='#fff'"&gt; Quantos julgas que são os que se considerariam elevados ao céu se a menor parte dos remanescentes de tua fortuna caísse sobre eles? &lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: rgb(255, 255, 255);" title="This very place, which you call a place of exile, is home to those who live herein." onmouseover="this.style.backgroundColor='#ebeff9'" onmouseout="this.style.backgroundColor='#fff'"&gt;Este mesmo lugar, que chamas de exílio, é o lar para aqueles que aqui vivem. &lt;/span&gt;&lt;span style="background-color: rgb(255, 255, 255);" title="Thus there is nothing wretched unless you think it to be so: and in like manner he who bears all with a calm mind finds his lot wholly blessed." onmouseover="this.style.backgroundColor='#ebeff9'" onmouseout="this.style.backgroundColor='#fff'"&gt;Assim, nada é miserável a menos que o consideres assim; e, de modo semelhante, aquele que tudo suporta com uma mente calma acha sua sorte totalmente bendita.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-886987210944782892?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/886987210944782892/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/06/consolation-of-philosophy-iii.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/886987210944782892'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/886987210944782892'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/06/consolation-of-philosophy-iii.html' title='The consolation of philosophy III'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-1006299736962311078</id><published>2010-06-25T18:42:00.000-03:00</published><updated>2010-06-25T18:44:45.315-03:00</updated><title type='text'>O grande jogo II</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A apresentação, em quatro páginas, é de Fernando Henrique Cardoso. Por si mesmo, esse fato deixa entrever a tendência predominante da obra, que é a de um esquerdismo light. Alguns elementos chamaram minha atenção nos comentários do ex-presidente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1.&lt;/span&gt; FHC afirma, referindo-se ao autor, que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"seu estilo é ferino e sua linguagem, vez ou outra, pode soar abusada"&lt;/span&gt;. Minha impressão foi o oposto exato disso. Mesmo quando faz as acusações mais graves - muitas vezes falsas, caluniosas e até absurdas -, Magnoli é a polidez em pessoa. Nosso ex-presidente parece possuir aquela mesma sensibilidade exacerbada às superficialidades que tomou conta da cultura brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2.&lt;/span&gt; Estranhamente, FHC atribui a Francis Fukuyama a tese de que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"o fim do socialismo e da Guerra Fria [...] significou o fim da história"&lt;/span&gt;. Não há dúvida de que isso é o que todo mundo diz. Mas eu confesso que esperava mais de nosso ex-presidente. Deixo aqui a breve advertência feita, a partir desse mesmo assunto, por Jean-François Revel em seu livro &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A obsessão antiamericana&lt;/span&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Essa mundialização liberal, que triunfaria de forma clamorosa a partir de 1990, depois da desintegração dos comunismos, é o que Francis Fukuyama denominaria, no momento daquele colapso, &lt;/span&gt;'o fim da história'&lt;span style="font-style: italic;"&gt;, expressão que quem reprovou não entendeu bem, pois muita gente acha, por desgraça, que leu um livro por ter lido seu título. Fukuyama não quer dizer que a história terminou, coisa absurda, e sim que a experiência refutou a concepção hegeliana e marxista da história, imaginada como um processo dialético que deve necessariamente acabar em um modelo final ao qual, supostamente, tendia a humanidade, sem saber disso e independentemente de sua ação, desde a origem dos tempos."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais curioso é que o próprio FHC menciona com desaprovação a concepção hegeliana e marxista da história, essa mesma que Fukuyama combateu. Dessa forma, fica sem sentido sua reprimenda a Fukuyama. Será que FHC não leu o livro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;3. &lt;/span&gt;FHC evidentemente endossa boa parte do conteúdo do livro. Dou destaque à apreensão quanto ao &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"preocupante ressurgimento do fundamentalismo de fundo religioso - o qual não é exclusivo do mundo muçulmano, senão que está presente também nas sociedades moldadas dentro da tradição judaico-cristã"&lt;/span&gt;. Mas do que está ele falando? É necessário ler o livro para saber, mas já adianto: ele se refere a George W. Bush e aos conservadores americanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;4.&lt;/span&gt; FHC diz que o ideário republicano foi &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"forjado na Revolução Francesa"&lt;/span&gt;, como se os Estados Unidos já não tivessem uma república desde mais de uma década antes. Mas a Revolução Francesa é, segundo o ex-presidente, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"uma das fontes ainda férteis do pensamento democrático de esquerda"&lt;/span&gt;. FHC situa Magnoli nessa tradição e, com base nisso, enche-o de elogios. Esse é só um indício a mais de como anda a "direita" brasileira. Aliás, o próprio Magnoli não parece ter se dado conta disso, já que se refere a Lula como o primeiro presidente de esquerda do Brasil. Ele parece achar, então, que FHC é de direita. Péssimo começo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-1006299736962311078?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/1006299736962311078/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/06/o-grande-jogo-ii.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/1006299736962311078'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/1006299736962311078'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/06/o-grande-jogo-ii.html' title='O grande jogo II'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-7017269128537541270</id><published>2010-06-22T06:05:00.001-03:00</published><updated>2010-06-22T06:05:26.954-03:00</updated><title type='text'>Um mundo com significado VII</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O capítulo 5 começa a entrar no tema do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;design&lt;/span&gt; na natureza: conta a história da descoberta dos elementos que compõem a tabela periódica - começando, porém, na Grécia antiga, com a discussão dos filósofos pré-socráticos sobre o elemento fundamental do mundo. Essa narrativa padece dos mesmos problemas que apontei nos capítulos 2 e 3: a falta de objetividade e precisão e a consequente impressão da falta, por parte dos autores, de conhecimentos aprofundados sobre o tema, denunciando um espírito excessivamente pragmático. Porém, todos esses efeitos se manifestam de modo bem menos intenso que nos capítulos iniciais, e a qualidade do livro está melhorando de modo notável. Além disso, para o leitor atento, a analogia entre os versos de Shakespeare e as propriedades dos elementos químicos é evidente, embora nem sempre enfatizada devidamente: a semelhança reside na ordem que se revela em níveis diversos, produzindo um conjunto harmonioso cuja beleza é irresistível, uma vez descoberta. O capítulo também é interessante, apesar do popularismo, como introdução à história da química e suas ancestrais remotas: a metalurgia, a filosofia e a alquimia. Eu recomendaria esse texto como leitura inicial sobre o assunto a um leitor não-iniciado no idioma sagrado da ciência. Eu mesmo aprendi alguns detalhes interessantes, como que a mineração, a metalurgia e a cerâmica tiveram início por razões muito mais estéticas que propriamente utilitárias, segundo o historiador Cyril Stanley Smith.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-7017269128537541270?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/7017269128537541270/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/06/um-mundo-com-significado-vii.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/7017269128537541270'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/7017269128537541270'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/06/um-mundo-com-significado-vii.html' title='Um mundo com significado VII'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-1362287943728464938</id><published>2010-06-19T14:18:00.001-03:00</published><updated>2010-06-19T14:18:23.502-03:00</updated><title type='text'>O grande jogo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tendo terminado de ler o &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Diário de viagem&lt;/span&gt;, de Albert Camus, dei início à leitura de um outro livro que ganhei na virada de ano. Desta vez, o presente veio da Cléo, minha cunhada. O livro, lançado em 2006, é &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O grande jogo: política, cultura e ideias em tempo de barbárie&lt;/span&gt;, e seu autor é o cientista social e geógrafo Demétrio Magnoli. Concluí a leitura em fevereiro, e só depois dei início à redação dos posts. O livro não tem muita continuidade; consiste de muitos artigos curtos (contei 134) organizados segundo seus temas fundamentais em treze capítulos. Podemos, com boa aproximação, considerar que os oito primeiros tratam de política internacional, e os restantes versam sobre política brasileira.  Os artigos são versões atualizadas de textos publicados entre 2001 e 2005 nos jornais &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Folha de São Paulo&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Valor&lt;/span&gt;, bem como nas revistas &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Época&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mundo - geografia e política internacional&lt;/span&gt;. O objetivo do livro é lançar alguma luz sobre a situação conturbada que se instalou desde a dissolução da URSS e a queda do Muro de Berlim. Tenho muitos e severos desacordos quanto aos posicionamentos do autor, mas foi uma leitura proveitosa por enriquecer meus conhecimentos em diversos pontos, e também pelo estilo agradável que caracteriza a prosa do autor.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-1362287943728464938?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/1362287943728464938/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/06/o-grande-jogo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/1362287943728464938'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/1362287943728464938'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/06/o-grande-jogo.html' title='O grande jogo'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-1099359297106057511</id><published>2010-06-16T18:36:00.001-03:00</published><updated>2010-06-16T18:36:30.395-03:00</updated><title type='text'>Diário de viagem III</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Publiquei em &lt;a href="http://andrelv.blogspot.com/2010/06/viagens-doloridas-parte-3.html"&gt;meu blog&lt;/a&gt; o terceiro post sobre esse livro, contendo trechos interessantes da parte final da viagem de Albert Camus à América do Sul.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-1099359297106057511?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/1099359297106057511/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/06/diario-de-viagem-iii.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/1099359297106057511'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/1099359297106057511'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/06/diario-de-viagem-iii.html' title='Diário de viagem III'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-1917415652227263563</id><published>2010-06-13T14:45:00.001-03:00</published><updated>2010-06-13T14:45:43.558-03:00</updated><title type='text'>LXX versus TM</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Li em 2002 um livro de Gleason L. Archer Jr. chamado &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Merece confiança o Antigo Testamento?&lt;/span&gt;, cujo título original  é menos apologético: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A survey of Old Testament Introduction&lt;/span&gt;. A versão revista dessa obra foi publicada em 1974, dez anos depois da original. No terceiro dos 27 capítulos, intitulado &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Os manuscritos hebraicos e as versões antigas&lt;/span&gt;, há o seguinte comentário sobre a Septuaginta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"A LXX tem grandes diferenças de qualidade e de valor, de um livro para outro. O Pentateuco foi traduzido com maior exatidão, de modo geral, que os demais livros do Antigo Testamento, indubitavelmente porque tinha de servir como um tipo de Targum grego nos cultos realizados nas sinagogas das congregações judaicas no Egito. Os Profetas Anteriores (i.e., de Josué até 2 Reis) e os Salmos são traduzidos com considerável fidelidade ao original hebraico, de modo geral. No caso dos Profetas Posteriores (Isaías até Malaquias), a tendência à paráfrase é mais definida, e as passagens hebraicas mais difíceis muitas vezes recebem um tratamento inexperiente. Os demais livros, os Poéticos (sem incluir os Salmos) demonstram uma tendência semelhante à liberdade na interpretação."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No capítulo seguinte, Archer endossa a metodologia proposta por Ernst Würthwein, que declara, dentre outras coisas, que, em caso de conflito insolúvel entre o Texto Massorético e outras versões, o benefício da dúvida deve ser concedido a ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano passado, porém, li um livro que traz uma descrição diferente do valor da Septuaginta. Trata-se do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Old Testament exegesis: a primer for students and pastors&lt;/span&gt;, de Douglas Stuart, publicado originalmente em 1980 (estou informado de que o livro foi traduzido e publicado no Brasil, mas o exemplar a que tive acesso estava em inglês mesmo). Vejamos o que ele diz sobre a Septuaginta em seu último capítulo &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Exegesis aids and resources&lt;/span&gt; (a tradução é minha):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Essa versão representa uma tradução do hebraico que começou a ser feita no século III a.C.. Sua importância não pode ser minimizada. Em média, ela é uma testemunha tão confiável e exata do palavreado original do Antigo Testamento (os 'autógrafos') quanto o Texto Massorético. Em muitas seções do Antigo Testamento, ela é mais confiável que o Texto Massorético; em outras, menos. Em larga medida porque a língua grega usa vogais e a hebraica não, o palavreado da LXX era menos ambíguo e a LXX tinha, por natureza, menor probabilidade de ser distorcida por corrupções textuais que a versão hebraica, que foi acumulando corrupções (assim como expansões editoriais, etc.) por muitos séculos depois que a LXX foi produzida."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, se bem os entendi, Archer confia no valor da Septuaginta muito menos que Stuart, especialmente em comparação com o Texto Massorético. E agora? Quem tem razão?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-1917415652227263563?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/1917415652227263563/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/06/lxx-versus-tm.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/1917415652227263563'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/1917415652227263563'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/06/lxx-versus-tm.html' title='LXX versus TM'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-7095447039393343497</id><published>2010-06-10T14:04:00.001-03:00</published><updated>2010-06-10T14:04:42.764-03:00</updated><title type='text'>Diário de viagem II</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como fiz no post anterior, também &lt;a href="http://andrelv.blogspot.com/2010/06/viagens-doloridas-parte-2.html"&gt;transcrevi&lt;/a&gt; em meu blog, com poucos comentários pessoais, alguns trechos interessantes da visita de Camus ao Brasil. Por ter sido narrada com mais detalhes, porém, esse post será complementado por um outro, num futuro próximo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-7095447039393343497?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/7095447039393343497/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/06/diario-de-viagem-ii.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/7095447039393343497'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/7095447039393343497'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/06/diario-de-viagem-ii.html' title='Diário de viagem II'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-3893116022296122800</id><published>2010-06-07T12:38:00.001-03:00</published><updated>2010-06-07T12:38:19.027-03:00</updated><title type='text'>Um mundo com significado VI</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desde os meus quinze anos, mais ou menos, tenho andado um pouco frustrado por não conhecer a demonstração do teorema de Pitágoras. Não, porém, frustrado o suficiente para ir procurar por ela. O quarto capítulo do livro em questão, no entanto, traz uma demonstração simples e bela, que é a inventada pelo próprio Euclides. Tão simples e bela que não entendo por qual motivo nunca me foi ensinada na escola. Mas não importa. Agora sou uma pessoa um pouco mais feliz que antes. Mesmo que o livro não tivesse outros aspectos interessantes, sua leitura já teria valido a pena só por isso.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-3893116022296122800?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/3893116022296122800/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/06/um-mundo-com-significado-vi.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/3893116022296122800'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/3893116022296122800'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/06/um-mundo-com-significado-vi.html' title='Um mundo com significado VI'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-2309617139068791292</id><published>2010-06-04T17:17:00.001-03:00</published><updated>2010-06-04T17:17:11.548-03:00</updated><title type='text'>Diário de viagem</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ganhei da Norma, no último Natal, esse livro de cerca de 150 páginas. É de autoria do célebre escritor francês Albert Camus. Publiquei no &lt;a href="http://andrelv.blogspot.com/2010/06/viagens-doloridas-parte-1.html"&gt;outro blog&lt;/a&gt; os trechos que julguei mais interessantes da primeira parte do livro, em que o autor narra sua viagem pelos Estados Unidos e pelo Canadá, realizada em 1946. Fiz também alguns comentários a respeito; poucos, pois Camus é um escritor suficientemente bom para que valha a pena deixá-lo falar por si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-2309617139068791292?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/2309617139068791292/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/06/diario-de-viagem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/2309617139068791292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/2309617139068791292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/06/diario-de-viagem.html' title='Diário de viagem'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-9163018048125842136</id><published>2010-06-01T11:04:00.001-03:00</published><updated>2010-06-01T11:04:23.971-03:00</updated><title type='text'>Nem Marx nem Jesus XVI</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enfim concluí a leitura do livro, e escrevo agora para resumir minhas impressões. O livro foi suficientemente instigante para merecer dezesseis posts, incluindo três mais longos que acabaram indo para meu outro blog. Isso é particularmente notável, já que a política ocupa, em minha lista de interesses, uma posição muito abaixo da teologia, da filosofia, da literatura, da história e da ciência, por exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De modo geral, o livro satisfez a expectativa produzida em minha mente pela leitura dos comentários iniciais de Mary McCarthy e a resposta do próprio Revel. No final do primeiro post sobre o livro, escrevi:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Tenho uma impressão preliminar de que, embora seja provável que ele confundirá algumas coisas, considerando bons alguns fatos que são ruins e vice-versa, a essência do que ele diz é correto e pertinente: parece que a maior parte das grandes transformações que têm conquistado o mundo vem dos Estados Unidos. E isso inclui as boas, as ruins, as boas que muitos consideram ruins e as ruins que muitos consideram boas."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, porém, posso ser mais preciso. Revel nutria uma admiração lamentável pela esquerda americana, atribuindo a ela muitos dos méritos que na verdade pertencem à oposição conservadora, e possuindo sobre o movimento conservador a mesma opinião flagrantemente falsa sustentada pela esquerda no mundo todo. Em particular, ele considerou a esquerda americana amiga das liberdades, e os conservadores como censores. Eu gostaria de saber o que ele diria hoje, quando a inversão da realidade contida nessa opinião se tornou muito mais patente. Tenho esperança de que, depois de 1970, Revel tenha modificado suas posições quanto ao conservadorismo e a esquerda americana, pois ele me pareceu sensato e bem informado demais para continuar ignorando a verdade por mais 36 anos (pois Revel morreu em 2006).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não devo encerrar sem um breve esclarecimento sobre o título do livro, cuja razão de ser permaneceu enigmática até o último capítulo, que traz o mesmo nome. Na verdade, o título não é explicado diretamente em parte alguma, mas creio que se refere ao rumo que Revel cria (ou pelo menos esperava) que seria tomado pelo mundo, seguindo a iniciativa e a liderança dos Estados Unidos. O filósofo francês procura demonstrar que as possibilidades que se abrem nesse país não se enquadram nos esquemas precedentes já vividos ou tentados pela humanidade: ali não há um conservadorismo capitalista solidamente instalado sem contestação séria, e tampouco há um espírito revolucionário ditado pelas categorias ultrapassadas do século XIX. Jesus e Marx simbolizam e personificam essas duas tendências, que são os dois únicos polos captáveis pela mente esquerdista tradicional, incapaz de conceber algo fundamentalmente distinto de ambas. Eis a razão pela qual ninguém na Europa Ocidental dos anos 60 conseguia entender direito o que realmente se passava na América. E foi a fim de esclarecer isso que Revel escreveu o livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para  encerrar, acrescento que eu recomendaria a leitura desse livro a um esquerdista: embora seja também esquerdista, Revel pode ser muito salutar para uma cabeça intoxicada de marxismo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-9163018048125842136?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/9163018048125842136/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/06/nem-marx-nem-jesus-xvi.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/9163018048125842136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/9163018048125842136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/06/nem-marx-nem-jesus-xvi.html' title='Nem Marx nem Jesus XVI'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-2423012884534865121</id><published>2010-05-29T11:32:00.000-03:00</published><updated>2010-05-29T11:33:04.668-03:00</updated><title type='text'>Um mundo com significado V</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O trecho abaixo exprime bem o que me parece ser o principal efeito nocivo da matematização das ciências, algo que muito raramente é enfatizado pelos historiadores e filósofos da ciência, segundo tenho visto até aqui. O livro não tem referências bibliográficas, mas não posso deixar de notar uma semelhança considerável entre o que é dito aqui e a abordagem de George Steiner sobre o mesmo tema. Deste último jamais li coisa alguma, mas tomei conhecimento de suas reflexões sobre o assunto - que me pareceram, aliás, muito interessantes - graças ao meu amigo Gustavo, que resumiu bem a questão &lt;a href="http://gustavo-nagel.blogspot.com/2009/09/steiner.html"&gt;neste&lt;/a&gt; curto e bem escrito post, cuja leitura recomendo aos interessados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Darwin viu outra coisa na natureza, diferente dos campos de belos narcisos nos prados, de William Wordsworth - uma filha morta e a natureza &lt;/span&gt;'rubra em presas e garras'&lt;span style="font-style: italic;"&gt;. Não há Deus presente, ele presumiu, a não ser o deus da necessidade, uma lei fixa e elegante. Seus seguidores iriam ainda mais longe, submetendo as belezas selvagens do mundo vivo à chancela da rubrica matemática: fazendo, a todo custo, que a natureza se encaixasse na ordem matemática, reduzindo-a totalmente a números, probabilidades, taxas de mutação. Adornaram-na com vagas referências à complexidade e à teoria do caos - conversas infindáveis sobre tudo, menos sobre o organismo vivo que respira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Para entender o que deu errado, teremos de voltar às palavras de Galileu - o pressuposto de que a matemática (para ele, principalmente a geometria de Euclides) seja tão maravilhosamente efetiva que sem sua &lt;/span&gt;'linguagem [...] será impossível compreender sequer um de seus termos; sem seu auxílio, vaguear-se-á sem rumo por um escuro labirinto'&lt;span style="font-style: italic;"&gt;. Aqui, o astrônomo e físico - maravilhado com as regularidades matemáticas que havia descoberto - permitiu que lhe fugisse a retórica. Expressou o assombroso entendimento de que a matemática é uma ferramenta efetiva para discernir a ordem da natureza, mas não é o caso de a natureza ser incompreensível sem a matemática. Esse ponto de vista, mais tarde, levou seus seguidores a crer que aquilo que não pode se resumir a expressões matemáticas não existe ou é apenas uma projeção 'subjetiva' de natureza essencialmente matemática. Em tal ponto de vista, a única linguagem significativa seria a da matemática, mas, porque nossa experiência e linguagem diárias não são governadas pela matemática, não estariam significativamente relacionadas com a realidade. Como resultado, reflexões profundas baseadas em nossa linguagem e experiência cotidianas são tidas como sem fundamento. Fora com Shakespeare, Aristóteles, Tomás de Aquino e todo e qualquer dramaturgo, filósofo ou teólogo que não fale a língua dos matemáticos! Vivam os matematicos, químicos e físicos e, depois deles, diversos agregados, cientistas sociais e psiquiatras!"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Adendo:&lt;/span&gt; o Gustavo também escreveu outros dois curtos e interessantes posts sobre Steiner e suas ideias: &lt;a href="http://gustavo-nagel.blogspot.com/2009/09/steiner-2.html"&gt;este&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://gustavo-nagel.blogspot.com/2009/09/steiner-3.html"&gt;este outro&lt;/a&gt;. O amigo mencionado no primeiro sou eu.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-2423012884534865121?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/2423012884534865121/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/05/um-mundo-com-significado-v.html#comment-form' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/2423012884534865121'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/2423012884534865121'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/05/um-mundo-com-significado-v.html' title='Um mundo com significado V'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-8157307983212980128</id><published>2010-05-26T11:56:00.001-03:00</published><updated>2010-05-26T11:56:11.325-03:00</updated><title type='text'>Nem Marx nem Jesus XV</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No trecho abaixo, Revel traz informações estarrecedoras sobre o lado podre da América - ou, pelo menos, um dos lados mais notoriamente podres. Essa é uma boa amostra do poder de que dispunha a esquerda radical americana já nos anos 60 - apoiada, ironicamente, por um bando de ricaços que, a julgar pela teoria marxista, seriam os principais interessados em combatê-la. No caso em questão, trata-se dos Panteras Negras, grupo devotado ao terrorismo como meio de luta contra a discriminação dos negros. O trecho mostra também o quanto a situação real do embate político americano foi distorcida pela imprensa europeia, somando assim um exemplo a mais à infindável lista de modos pelos quais os revolucionários se aproveitam dos crimes de seus próprios comparsas para caluniar seus adversários. Algo que já estamos cansados de ver aqui nesta parte do mundo... Fiquei com a impressão de que Revel era não só honesto demais para aderir à ampla campanha de difamação antiamericana empreendida pelos governos e partidos comunistas em todo o mundo (inclusive nos Estados Unidos), mas também ingênuo demais para sequer suspeitar que, por trás de tantas mentiras e distorções divulgadas pela imprensa francesa sobre a grande potência do Ocidente, pudesse haver algo além da mera burrice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Os Panteras Negras são extremistas que, em todos os seus programas, afirmam abertamente a intenção de praticar atentados e assassinatos políticos. De um ponto de vista revolucionário, pode-se aprovar ou não sua ação; mas, do ponto de vista do Direito, qualquer que seja a sociedade, é puro delírio qualificar de 'fascista' o fato de eles serem inculpados, pois pergunto, então, em que regime colocar bombas nos edifícios públicos não seria objeto de algum processo. Os revolucionários americanos encontram-se, de fato, numa posição ideal: beneficiam-se de todas as vantagens do sistema cujos inconvenientes denunciam... É a situação do rendimento revolucionário máximo, nomeadamente no plano da propaganda. Os efeitos, aliás, estão à vista: os Panteras desfrutam de vasta simpatia no seio do &lt;/span&gt;Establishment&lt;span style="font-style: italic;"&gt;. Um dos mais célebres maestros do mundo deu, em janeiro de 1970, em seu apartamento de Nova York, uma recepção em honra aos chefes do movimento à qual compareceram personagens não menos célebres das letras, das artes e da política. Um relatório do F.B.I., em julho, deplorou que os Panteras recebam importantes fundos de ilustres doadores, grandes nomes dos Estados Unidos. Quanto ao processo dos 'Sete de Chicago', inculpados depois dos motins desencadeados por ocasião da Convenção Democrata de 1968, na Europa destacou-se sobretudo a extraordinária chuva de sanções por ofensas à magistratura que se abateu, durante as audiências, sobre acusados e advogados. Mas esquecem-se de que estes últimos adotaram a tática deliberada de recorrer sistematicamente à provocação, tratando o presidente do tribunal, Julius Hoffmann, por 'Juliette', despindo-se na pretoria, ganindo, miando e exigindo que se retirasse da parede e levasse da sala das sessões o retrato de Washington, &lt;/span&gt;'esse traficante de escravos'&lt;span style="font-style: italic;"&gt;. A tática tinha, talvez, aspectos positivos, mas não se vê o que poderia fazer o presidente senão aplicar sanções por 'ofensas à magistratura', o que, aliás, não o impediu de ser tratado como louco paranóico por largos setores da imprensa americana. Perguntaram os juristas o que fazer em tal caso. Julgar os acusados na sua ausência? Impossível, legalmente. Colocá-los numa cabine de vidro à prova de som? Difícil, tecnicamente. Como troça a esta última sugestão, um acusado se fez fotografar, por escárnio, com uma mordaça na boca e um cartaz: &lt;/span&gt;'No futuro, é assim que se será julgado nos Estados Unidos'&lt;span style="font-style: italic;"&gt;, e a fotografia foi reproduzida num jornal europeu como ilustrando uma medida preconizada, assim se escrevia, pelo ministério público! Em resumo, os acusados foram absolvidos pelo júri da acusação de terem &lt;/span&gt;'transposto a fronteira de um estado com a intenção de ali fomentar desordens'&lt;span style="font-style: italic;"&gt;, segundo o texto da lei que a acusação ali desejaria ver aplicada. Cinco foram condenados por agressões e ferimentos e libertados sob fiança - paga por 'generosos doadores'."&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-8157307983212980128?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/8157307983212980128/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/05/nem-marx-nem-jesus-xv.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/8157307983212980128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/8157307983212980128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/05/nem-marx-nem-jesus-xv.html' title='Nem Marx nem Jesus XV'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-1181202351515586803</id><published>2010-05-23T13:33:00.000-03:00</published><updated>2010-05-23T13:34:02.151-03:00</updated><title type='text'>The consolation of philosophy II</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda no Livro I, começam a aparecer lições interessantes. Após queixar-se abundantemente de sua sorte, o narrador eleva a Deus esta bela oração:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Ó Fundador do universo cravejado de estrelas, assentado em Teu eterno trono, donde giras  o céu, que rola com rapidez, e obrigas as estrelas a seguir Tua lei; por Tua palavra a lua agora brilha vivamente em toda a sua face, sempre voltada para a luz de seu irmão, e assim obscurece as luzes menores; ou agora está ela própria obscurecida, pois perto do sol seus feixes mostram apenas  seus pálidos chifres. Fria sobe a Estrela da Tarde junto ao primeiro esboço da noite: é a mesma a Estrela da Manhã, que abandona a armadura que usara antes e, pálida, encontra o sol ascendente. Quando o frio do inverno desnuda as árvores, estabeleces uma duração mais curta ao dia. E, quando o verão esquenta, alteras as curtas divisões da noite. Teu poder ordena as estações do ano, de modo que a brisa ocidental da primavera traga de volta as folhas que o vento setentrional do inverno levou embora; de modo que a Estrela do Cão amadureça as espigas de milho cuja semeadura Arcturus observara. Nada quebra essa antiga lei; nada deixa por fazer o trabalho designado para si. Assim, governas todas as coisas com limites fixados; apenas as vidas dos homens recusas-te a refrear, como um guardião, impondo limites. Pois por que a Fortuna, com sua mão inconstante, distribui sortes tão mutáveis? A pena dolorosa é o pagamento pelo crime, mas recai sobre a cabeça sem pecado; homens depravados repousam em paz sobre altos tronos, e por sua sorte injusta podem esmagar sob seus perniciosos calcanhares os pescoços de homens virtuosos. Sob sombras obscuras jaz oculta a brilhante virtude; o homem justo suporta a infâmia do injusto. Eles não sofrem com juramentos falsos, não sofrem com crimes minimizados por suas mentiras. Mas quando seu desejo é aumentar sua força, eles com triunfo subjugam os mais poderosos reis, a quem temem os milhares do povo. Ó Tu que apertas os laços da Natureza, olha para baixo, para esta terra miserável! A raça humana é a parte vil dessa grande obra, e somos agitados pela onda da Fortuna. Dá repouso à tempestade, ó nosso Guardião, que a tudo inunda e, assim como governas o céu ilimitado, com laços semelhantes torna verazes e firmes estas terras."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco depois, a Filosofia lhe dá uma bela bronca por ter falado desse modo contra a soberania de Deus. Todos já vimos isso em algum lugar:&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Então ela disse: &lt;/span&gt;'Pensas que este universo é guiado apenas a esmo e por mero acaso? Ou pensas que há algum governo racional constituído nele?' 'Não, eu jamais pensaria que pode ser assim, nem creria que tão certos movimentos poderiam ser feitos a esmo ou por acaso. Sei que Deus, o Fundador do universo, supervisiona sua obra; não poderá jamais chegar um dia que me levará a abandonar essa crença como falsa.' 'Assim é'&lt;span style="font-style: italic;"&gt;, disse ela, &lt;/span&gt;'e no entanto choraste agora mesmo, e só lamentaste que apenas a humanidade não tem parte nessa tutela divina; estavas firme em tua crença de que todas as demais coisas são governadas pela razão. Quão estranho! Como eu gostaria de saber como é que você se tornou tão doente, embora estejas firme num estado mental tão saudável!'&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-1181202351515586803?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/1181202351515586803/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/05/consolation-of-philosophy-ii.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/1181202351515586803'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/1181202351515586803'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/05/consolation-of-philosophy-ii.html' title='The consolation of philosophy II'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-2315729228449886680</id><published>2010-05-20T09:31:00.002-03:00</published><updated>2010-05-20T09:31:59.311-03:00</updated><title type='text'>Nem Marx nem Jesus XIV</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O livro traz um capítulo intitulado &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Antiamericanismo e a revolução americana&lt;/span&gt;, dedicado, creio eu, ao mesmo assunto que, vinte e poucos anos mais tarde, resultaria num livro inteiro escrito pelo mesmo autor. O trecho que transcrevo a seguir capta bem o espírito de toda essa parte do livro, que denuncia nos esquerdistas franceses o erro de, preocupados em coar o mosquito americano, engolir repetidamente o camelo europeu. O assunto em questão é o antissemitismo. Revel narra aqui uma conversa que teve com &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"uma romancista de extrema-esquerda"&lt;/span&gt; pouco tempo depois de ter retornado de uma viagem aos Estados Unidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"[Ela] me perguntou em tom imperativo (a resposta não poderia deixar de ser afirmativa, na sua opinião) se persistia o antissemitismo de sempre na América. Respondi que, com efeito, sabia desde muito existir certa discriminação em vários clubes e até nalguns restaurantes, mas que nunca tivera ocasião, durante as minhas estadas, de verificar diretamente esse fenômeno. Ela contra-atacou vigorosamente, oferecendo-se para me dar uma lista de vinte ou trinta restaurantes de Nova York onde os pedidos de reservas de mesas feitos pelos que têm sobrenomes judaicos eram, dizia ela, recusados. Curvei a cabeça, retorquindo que isso era possível, embora eu não o houvesse notado. Ficamos nisso, e foi só mais tarde que me invadiu a sensação do descaramento que havia, da parte duma francesa, em fazer tais afirmações. Pois, afinal, qual a razão por que existem atualmente seis milhões de judeus na América do Norte? Apenas porque eles, ou seus pais e avós, foram expulsos da Europa pelas perseguições que lhes moveram e porque houve pogroms na Rússia, no princípio do século, na Hungria, na Romênia e na Polônia! Somente por terem existido Hitler e as leis raciais de Vichy, que fizeram grande investida contra os judeus franceses! No momento mesmo em que essa senhora me 'bicava', surgiam de novo, na França, estranhos delírios coletivos - o 'boato de Orleans', o 'boato de Amiens'; nessas cidades corria o boato de que, em lojas judias, mulheres sumiam por alçapões, tão logo entravam. A Europa bárbara, sanguinária, policial, fanática e mesquinha havia desde sempre praticado incansavelmente o antissemitismo, de todas as modalidades, da perseguição ao genocídio organizado; ela chegara, nesse campo, à verdadeira apoteose, no século mesmo em que vivemos: matara, apenas no decorrer da Segunda Guerra Mundial, quase o dobro de quantos judeus existem atualmente na América do Norte (se se acrescentarem às vitimas dos campos de morte alemães as que foram chacinadas no resto da Europa). E eu tinha ainda de ouvir uma europeia, uma francesa, fazer a acusação do antissemitismo na América, a propósito de histórias de mesas de restaurante!"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-2315729228449886680?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/2315729228449886680/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/05/nem-marx-nem-jesus-xiv.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/2315729228449886680'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/2315729228449886680'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/05/nem-marx-nem-jesus-xiv.html' title='Nem Marx nem Jesus XIV'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-3686847122460205019</id><published>2010-05-17T16:30:00.001-03:00</published><updated>2010-05-17T16:30:11.267-03:00</updated><title type='text'>Esses livres-pensadores são engraçados (II)</title><content type='html'>&lt;p&gt;Collins escreveu uma obra anticlerical e de tons panteístas. Na &lt;em&gt;Enciclopédia do protestantismo&lt;/em&gt;, ainda leio, em continuação ao parágrafo do post anterior:&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p&gt;…a obra &lt;i&gt;Answer to Mr. Clarke’s Third Defence of His Letter to Mr. Dodwell&lt;/i&gt; (Londres, Darby, 1711) deixa entrever que, assim como Toland, Collins crê na matéria eterna e incriada.&lt;/p&gt; &lt;/blockquote&gt;  &lt;p&gt;Entendo. Quer dizer que, para Collins, precisamos urgentemente de liberdade em relação a um Deus eterno, pessoal, bondoso, gracioso e imutável, que sacrificou Seu Filho por nós, enquanto não há problema algum em ser escravo de uma pobre &lt;em&gt;matéria eterna e incriada&lt;/em&gt;?&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Esses livres-pensadores são mesmo &lt;em&gt;muito&lt;/em&gt; engraçados!&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-3686847122460205019?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/3686847122460205019/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/05/esses-livres-pensadores-sao-engracados_17.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/3686847122460205019'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/3686847122460205019'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/05/esses-livres-pensadores-sao-engracados_17.html' title='Esses livres-pensadores são engraçados (II)'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-4771815866991530805</id><published>2010-05-17T15:37:00.001-03:00</published><updated>2010-05-17T15:37:22.939-03:00</updated><title type='text'>Esses livres-pensadores são engraçados (I)</title><content type='html'>&lt;p&gt;Leio na Enciclopédia do protestantismo (a sair pela editora Hagnos) esse trecho sobre &lt;strong&gt;Anthony Collins&lt;/strong&gt; (1676-1729):&lt;/p&gt;  &lt;blockquote&gt;   &lt;p&gt;Em &lt;i&gt;Discourse of Free Thinking&lt;/i&gt; [Discurso sobre a liberdade de pensamento] (1713, Londres, 1714), a ênfase de Anthony Collins não é tanto os fundamentos do livre-pensamento, no sentido estrito da expressão, mas sim do pensamento livre, baseando-se portanto na única razão da ausência de qualquer tipo de autoridade exterior. No entanto, sua defesa e sua ilustração da liberdade de pensamento não excluem a convicção de que o determinismo é universal.&lt;/p&gt; &lt;/blockquote&gt;  &lt;p&gt;Em outras palavras, Collins reclama para si e para a humanidade o direito de pensar livremente que, no mundo, ninguém pensa nem faz nada livremente.&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;Esses livres-pensadores são engraçados!&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-4771815866991530805?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/4771815866991530805/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/05/esses-livres-pensadores-sao-engracados.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/4771815866991530805'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/4771815866991530805'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/05/esses-livres-pensadores-sao-engracados.html' title='Esses livres-pensadores são engraçados (I)'/><author><name>Norma</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17719666153261723078</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://photos1.blogger.com/blogger/6229/1116/1600/No%20computador.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-2302245161413275284</id><published>2010-05-16T12:00:00.003-03:00</published><updated>2010-05-16T20:40:31.973-03:00</updated><title type='text'>História da mentalidade científica</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nesta postagem vou apenas listar alguns trabalhos valiosos para quem se interessa pelas origens da mentalidade científica moderna, ou seja, pelos elementos filosóficos e teológicos que, para o bem ou para o mal, exerceram influência decisiva sobre os grandes cientistas e sobre a comunidade científica em geral. A lista a seguir não está em ordem de importância, e sim na ordem em que os li. Ficarei muito agradecido se o leitor que porventura conheça outros trabalhos relevantes puder compartilhar suas sugestões comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1.&lt;/span&gt; &lt;a href="http://www.google.com.br/url?sa=t&amp;amp;source=web&amp;amp;ct=res&amp;amp;cd=1&amp;amp;ved=0CBUQFjAA&amp;amp;url=http%3A%2F%2Fldolphin.org%2Fbumbulis%2F&amp;amp;ei=ab3tS8yRGIL7lwe41pm1CA&amp;amp;usg=AFQjCNHPB3iHdRZFSJsKeiOqnQ-Y6Z-Jbw"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Christianity and the birth of science&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;, de Michael Bumbulis: tenho vários desacordos quanto às posturas do autor (ele é evolucionista, por exemplo), mas esse longo artigo é valioso por suas informações sobre a influência da escolástica posterior e sua visão sobre a conturbada relação atual entre a ciência e a pós-modernidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;2.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;De Arquimedes a Einstein: a face oculta da invenção científica&lt;/span&gt;, de Pierre Thuillier: uma interessante coleção de ensaios sobre diversos elementos que resultaram em ideias científicas influentes, presentes, por exemplo, na arte renascentista ou nas posições teológicas de Darwin e Einstein.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;3.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A Revolução Copernicana: a astronomia planetária no desenvolvimento do pensamento ocidental&lt;/span&gt;, de Thomas Kuhn: o título explica a si mesmo. A despeito de equívocos quanto a certos detalhes, o livro é excelente pela abrangência e pelo tratamento não-amadorístico das questões técnicas da astronomia antiga e sua importância nos debates científicos e filosóficos dos séculos XVI e XVII. Kuhn nos apresenta aqui um ótimo exemplo histórico dos princípios gerais enunciados em seu clássico &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A estrutura das revoluções científicas&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;4.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A revolução científica e as origens da ciência moderna&lt;/span&gt;, de John Henry: esse pequeno livro traz uma excelente introdução ao assunto, descrevendo as principais questões atualmente debatidas pelos historiadores da ciência e fornecendo uma extensa bibliografia para os interessados em um aprofundamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;5.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Physical science in the Middle Ages&lt;/span&gt;, de Edward Grant: uma excelente exposição de como os pensadores da escolástica posterior anteciparam vários dos princípios da ciência pós-Galileu e, ao mesmo tempo, não romperam com a tradição científica aristotélica nos pontos essenciais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;6.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Do mundo fechado ao universo infinito&lt;/span&gt;, de Alexandre Koyré: livro cheio de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;insights&lt;/span&gt; maravilhosos e muito bem escrito sobre a evolução do conceito de espaço em sua relação com a ciência moderna e com os sistemas metafísicos racionalistas, empiristas, neoplatônicos e neopagãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;7.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;The fractal geometry of nature&lt;/span&gt;, de Benoît Mandelbrot: livro já bastante comentado neste blog, e cujo propósito fundamental não é histórico. Apesar disso, Mandelbrot fornece muitas pistas interessantes sobre a história da relação entre as ciências naturais e a matemática. No contexto da presente postagem, o livro tem seu valor incrementado pelo fato de que o próprio autor foi um matemático que deu enormes contribuições no campo pioneiro da geometria dos fractais, e nesse livro ele nos dá várias indicações sobre a origem de suas ideias. Trata-se, pois, da rara oportunidade de observar um gênio em ação.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-2302245161413275284?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/2302245161413275284/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/05/historia-da-mentalidade-cientifica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/2302245161413275284'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/2302245161413275284'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/05/historia-da-mentalidade-cientifica.html' title='História da mentalidade científica'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-5630619058974859372</id><published>2010-05-13T15:53:00.001-03:00</published><updated>2010-05-13T17:25:43.936-03:00</updated><title type='text'>Um mundo com significado IV</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Durante a leitura do terceiro capítulo, começaram a se manifestar alguns problemas com a abordagem do livro. O tema geral dos capítulos 2 e 3 consiste em evidenciar a genialidade de Shakespeare na riqueza de sentidos contida em suas peças, demonstrando a harmonia que se manifesta tanto nos aparentemente mais insignificantes pormenores linguísticos quanto nas profundas verdades sobre a natureza humana desveladas no enredo. Esses capítulos também denunciam algumas interpretações superficiais e reducionistas oferecidas por críticos célebres (e geralmente materialistas) para certas peças ou aspectos da obra do grande poeta e dramaturgo inglês. O objetivo patente e declarado de tal empreendimento é traçar paralelos entre a atitude dos críticos diante da obra de Shakespeare e a atitude dos materialistas diante da natureza, nutrindo hábitos mentais que os impedem de reconhecer a genialidade inscrita no objeto analisado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ideia parece-me, em princípio, essencialmente válida e até interessante. Não me parece, entretanto, que os autores tenham feito dela uma aplicação consistente. Em primeiro lugar, o texto é cheio de divagações que, embora geralmente interessantes em si mesmas, acabam dando ao conjunto um tom excessivamente popularesco, obtido à custa do rigor na análise.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em segundo, falta uma boa dose de objetividade: movidos pela ânsia de expor as riquezas da poesia shakespeariana, os autores acabaram produzindo um texto enfadonho e repetitivo que parece jamais atingir seu alvo. O propósito dessa exposição poderia perfeitamente ter sido atingido com eficácia equivalente num espaço mais exíguo e bem aproveitado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em parte, e esse é o terceiro problema, essa impressão se deve ao fato de que a analogia almejada não é exprimida com clareza, chegando a parecer que os autores esperam que o leitor a perceba por si mesmo, como se demonstrar a validade da analogia não fosse o propósito principal do livro. É claro que não pode deixar de ser dito, em defesa dos autores, que ainda não concluí a leitura do livro, de modo que essa ausência que agora percebo pode muito bem vir a ser preenchida nos capítulos seguintes. Mas em alguns momentos isso parece pouco provável. Por exemplo: no capítulo 3, depois de doze páginas dedicadas à análise da peça &lt;span style="font-style: italic;"&gt;A tempestade&lt;/span&gt;, os autores dizem: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Feitas tais considerações sobre a genialidade de Shakespeare, voltemos à natureza"&lt;/span&gt;. Entretanto, eles não voltam; retomam a discussão sobre Shakespeare antes do fim da página.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em quarto lugar, e quase paradoxalmente, a profusão de detalhes sobre os diversos níveis de significado nas peças analisadas não produzem a impressão de que os autores conhecem a fundo a obra de Shakespeare ou entendem de crítica literária em geral. A análise literária, ao mesmo tempo em que é prolixa demais para os propósitos de uma analogia com a natureza, é superficial demais pelos padrões de uma análise literária cuidadosa, digna da grandeza das obras estudadas. Ou seja, o livro cai no problema comum a todas as popularizações excessivas, especialmente as que, como no caso em questão, se utilizam da exposição do assunto com fins estritamente pragmáticos, e não movidas primariamente por um interesse genuíno acerca desse mesmo assunto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, as imprecisões conceituais, e mesmo semânticas, são abundantes. Tem-se a impressão de que os autores, embora possuam intuições essencialmente corretas sobre o tema tratado, não possuem o domínio da língua escrita necessário para transmiti-las com clareza. O resultado disso é que pesa sobre o leitor a árdua tarefa de discerni-las em meio às indefinições do texto e formulá-las mais precisamente para si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não me entendam mal. A despeito de tudo isso, o livro tem trechos instrutivos, e conservo a esperança de que os capítulos seguintes trarão contribuições interessantes à minha compreensão do assunto.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-5630619058974859372?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/5630619058974859372/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/05/um-mundo-com-significado-iv.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/5630619058974859372'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/5630619058974859372'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/05/um-mundo-com-significado-iv.html' title='Um mundo com significado IV'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-6127812631754035979</id><published>2010-05-10T12:01:00.001-03:00</published><updated>2010-05-10T12:02:52.744-03:00</updated><title type='text'>Nem Marx nem Jesus XIII</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma coisa que me chama atenção ao longo de toda a argumentação de Revel é a quase total ausência de qualquer componente moral. Ele não defende, por exemplo, o direito dos cidadãos à liberdade, mas sim que convém que o Estado promova essa liberdade a fim de manter abertas as portas da prosperidade e do progresso de sua adorada revolução. Assim, ele condena os regimes totalitários pela obtusidade de seus defensores e pela ineficácia de suas soluções, ou seja, em bases estritamente pragmáticas. Vejo duas explicações possíveis para esse modo de argumentação: ou Revel está se adequando retoricamente ao seu público-alvo, que é todo composto de esquerdistas franceses (pois a esquerda, como todos sabemos, não costuma ligar para o moralismo da burguesia), ou está incorporando a seu próprio modo aquele pragmatismo amoral tão comum entre os defensores do liberalismo político. Mas também é possível - e até mais provável, creio eu - que ambas as explicações sejam verdadeiras.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-6127812631754035979?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/6127812631754035979/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/05/nem-marx-nem-jesus-xiii.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/6127812631754035979'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/6127812631754035979'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/05/nem-marx-nem-jesus-xiii.html' title='Nem Marx nem Jesus XIII'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-5737766594242745644</id><published>2010-05-07T12:20:00.001-03:00</published><updated>2010-05-07T12:23:05.620-03:00</updated><title type='text'>The consolation of philosophy</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estou lendo uma tradução inglesa da célebre obra de Anício Mânlio Torquato Severino Boécio, escrita no século VI. O autor é bem conhecido na história da filosofia cristã, mas meu interesse por esse livro cresceu anos atrás, quando descobri que C. S. Lewis a incluiu entre os dez livros que mais influenciaram sua &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"atitude vocacional"&lt;/span&gt; e sua &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"filosofia de vida"&lt;/span&gt;. Se bem que nessa lista há outros três que já li, e um deles - a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Eneida&lt;/span&gt; de Virgílio - não me causou grande impressão, embora a culpa por isso talvez possa ser creditada à tradução e ao fato de eu ser incapaz de ler poemas (ou qualquer outra coisa, na verdade) em latim. Os outros dois - &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Phantastes&lt;/span&gt;, de George MacDonald, e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;The everlasting man&lt;/span&gt;, de Chesterton - são de fato excelentes. A lista completa pode ser encontrada &lt;a href="http://www.cse.dmu.ac.uk/%7Emward/gkc/lewis.txt"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas voltemos a Boécio. Como era de se esperar, a leitura em inglês belamente literário está sendo difícil; mas, com um pouco de paciência, meu vocabulário está aumentando aos poucos. Só li até agora a primeira das cinco partes que compõem a obra. A narrativa começa com o autor em prantos porque, em sua tentativa de fazer o bem na carreira política, ganhou a inimizade de homens maus e acabou caluniado, condenado e exilado. Vem então a Filosofia, que ele estudou na juventude, personificada como uma mulher majestosa, e começa a conversar com ele. O estilo da prosa me agrada muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Adendo:&lt;/span&gt; Esta postagem foi escrita em janeiro. Já concluí essa leitura também.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-5737766594242745644?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/5737766594242745644/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/05/consolation-of-philosophy.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/5737766594242745644'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/5737766594242745644'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/05/consolation-of-philosophy.html' title='The consolation of philosophy'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-3361072965907925847</id><published>2010-05-04T09:58:00.000-03:00</published><updated>2010-05-04T09:58:00.672-03:00</updated><title type='text'>Nem Marx nem Jesus XII</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Logo no início do nono capítulo, intitulado &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pode-se ir da liberdade ao socialismo, mas não do socialismo à liberdade&lt;/span&gt;, Revel expõe de maneira brilhantemente sintética a incoerência (ou hipocrisia) da crítica socialista às liberdades "fajutas" das democracias capitalistas. Referindo-se aos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"preconceitos pós-stalinianos, segundo os quais as liberdades ditas 'formais' não têm utilidade revolucionária alguma"&lt;/span&gt;, o filósofo francês adverte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"O mais curioso, porém, é que esses desprezadores das liberdades formais são os mais apressados em exigir seus benefícios tão logo tenham o menor contratempo; e em se indignarem, com justa razão (e quanta!) pela apreensão de um jornal ou por uma irregularidade em matéria eleitoral ou judicial. Não gostaria de censurá-los, repito, mas seria necessário entender-se: não se pode, por um lado, bramir porque as vítimas de Franco, ou dos coronéis gregos, ou dos processos de Moscou não foram rodeadas das garantias que as teriam beneficiado na Inglaterra e, de outro, cuspir sobre a democracia inglesa como se fora uma velha podridão liberal."&lt;/span&gt;   &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-3361072965907925847?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/3361072965907925847/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/05/nem-marx-nem-jesus-xii.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/3361072965907925847'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/3361072965907925847'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/05/nem-marx-nem-jesus-xii.html' title='Nem Marx nem Jesus XII'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-8753757185619496128</id><published>2010-05-01T12:23:00.000-03:00</published><updated>2010-05-01T12:25:09.884-03:00</updated><title type='text'>Um mundo com significado III</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nesses últimos tempos, um dos argumentos preferidos dos materialistas de tipo cientificista contra a existência de um &lt;span style="font-style: italic;"&gt;design&lt;/span&gt; na natureza tem sido a imperfeição de certas formas e estruturas, sobretudo na biologia. Um exemplo classico foi proposto pelo célebre paleontólogo de Harvard, Stephen Jay Gould; ele gostou tanto desse exemplo que usou-o como título de um de seus livros feitos de coleções de ensaios: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O polegar do panda&lt;/span&gt;. O panda não tem um polegar verdadeiro, e sim uma simples saliência óssea cuja utilidade para segurar coisas é muito mais restrita. Gould apontou essa estrutura como algo que jamais poderia ter resultado do planejamento cuidadoso por um Deus onisciente. Segundo Richard Dawkins, que ofereceu em seu clássico &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O relojoeiro cego&lt;/span&gt; o mesmo argumento - mas usando outro exemplo, o da retina dos vertebrados - esse tipo de coisa &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"ofenderia qualquer engenheiro cuidadoso"&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A alegação de que estruturas diferentes seriam mais funcionais já foi desmontada por pesquisas mais recentes. No caso em questão, dado que os pandas passam a quase totalidade do tempo agarrando e comendo talos de bambu, um panda com polegar semelhante ao dos primatas rapidamente sofreria de lesão por esforço repetitivo, o que basta para derrubar por completo a pretensão de Gould de ser um engenheiro melhor que Deus. Vários exemplos do mesmo tipo são discutidos &lt;a href="http://www.godandscience.org/evolution/designgonebad.html#SBzOoHsSaOTu"&gt;neste&lt;/a&gt; artigo, cuja leitura recomendo aos interessados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, a razão pela qual estou escrevendo este post é que Benjamin Wiker e Jonathan Witt  acrescentam uma objeção adicional que considero inteiramente verdadeira: o argumento de Gould e Dawkins é inerentemente reducionista, por desprezar todas as considerações não estritamente pragmáticas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Desdenhar a ideia como se fosse patentemente ridícula, indigna de consideração, seria apenas expor pressuposições utilitaristas. Por que, afinal, o mundo de um projetista deveria ser lido como um texto maçante do curso colegial, sem humor, homogêneo e sufocante sob o peso morto de uma voz passiva supostamente neutra? Por que o mundo do projetista não poderia ser divertido, interessante e fascinante, ao mesmo tempo em que é 'trabalhado'? Por que, em resumo, não deveríamos esperar que a criação possua a mesma riqueza, variedade e tom que encontramos em uma obra de arte como &lt;/span&gt;Hamlet&lt;span style="font-style: italic;"&gt;? A razão pela qual muitos não consideram a ideia é que a discussão sobre 'mau projeto &lt;/span&gt;versus &lt;span style="font-style: italic;"&gt;bom projeto' é, muitas vezes, enquadrada na perspectiva de um engenheiro, não de um artista ou místico."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outras palavras, o cientificismo fez com que muitos cientistas caíssem no vício de enquadrar toda a realidade sob os hábitos mentais desenvolvidos para o trabalho em seus laboratórios e escrivaninhas. E, fazendo isso, perderam a capacidade de prestar atenção a outros aspectos daquilo que estudam seletivamente o tempo todo: a natureza. Creio que há mais sabedoria entre os produtores do filme &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dogma&lt;/span&gt;, que, a despeito do desfile de blasfêmias que o compõe, foram capazes de captar o senso de humor divino na simples existência do ornitorrinco.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-8753757185619496128?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/8753757185619496128/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/05/um-mundo-com-significado-iii.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/8753757185619496128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/8753757185619496128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/05/um-mundo-com-significado-iii.html' title='Um mundo com significado III'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-5410519859072071143</id><published>2010-04-28T16:54:00.000-03:00</published><updated>2010-04-28T16:54:50.927-03:00</updated><title type='text'>Nem Marx nem Jesus XI</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda sobre o oitavo capítulo, publiquei em meu blog &lt;a href="http://andrelv.blogspot.com/2010/04/o-terror-das-nacoes-parte-2.html"&gt;mais uma postagem&lt;/a&gt;, desta vez sobre a repulsa de Revel ao patriotismo e à identidade cultural das nações. Aproveitei para transcrever o melhor parágrafo do capítulo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-5410519859072071143?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/5410519859072071143/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/04/nem-marx-nem-jesus-xi.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/5410519859072071143'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/5410519859072071143'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/04/nem-marx-nem-jesus-xi.html' title='Nem Marx nem Jesus XI'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-7801742192504646849</id><published>2010-04-25T15:31:00.004-03:00</published><updated>2010-04-28T16:57:09.329-03:00</updated><title type='text'>Um mundo com significado II</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em sua tentativa de explicar a complexidade da vida sem o recurso a uma intervenção inteligente de qualquer tipo, os evolucionistas há muito murmuram analogias sobre não sei quantos macacos datilografando a esmo, os quais produziriam uma peça de Shakespeare depois de não sei quanto tempo. Lendo esse livro, fico sabendo agora que na Inglaterra, em 2002, o pesquisador Mike Phillips, da Universidade Plymouth, decidiu testar a afirmação empiricamente, colocando um computador à disposição de meia dúzia de macacos. Faço questão de reproduzir integralmente abaixo a primeira peça teatral composta por primatas; mas não, é claro, sem dar o devido crédito aos autores: Elmo, Gum, Heather, Holly, Mistletoe e Rowan. Farei alguns comentários no final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"ff&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;vvvvvvvpppsssgggggggggggggggggggggggggggggggggggggggg&lt;br /&gt;ggggggggggggggggggggggggggggggggggggggggggggggggggggg&lt;br /&gt;ggggggggggggggggggggggggggggggggggggggggggggggggggggg&lt;br /&gt;ggggggggggggggggggggggggggggggggggggggggggggggggggggg&lt;br /&gt;ggggggggggggggggggggggggggggggggggggggggggggggggggggg&lt;br /&gt;ggggggggggggggggggggggggggggggggggggggggggggggggggggg&lt;br /&gt;ggggggggggggggggggggggggggggggggggggggsssssssssssssssssss&lt;br /&gt;ssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss&lt;br /&gt;ssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss&lt;br /&gt;ssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss&lt;br /&gt;ssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss&lt;br /&gt;ssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss&lt;br /&gt;ssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss&lt;br /&gt;ssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss&lt;br /&gt;ssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss&lt;br /&gt;ssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss&lt;br /&gt;ssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss&lt;br /&gt;ssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss&lt;br /&gt;ssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss&lt;br /&gt;ssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss&lt;br /&gt;ssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss&lt;br /&gt;ssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss&lt;br /&gt;ssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss&lt;br /&gt;ssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss&lt;br /&gt;ssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss&lt;br /&gt;ssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss&lt;br /&gt;ssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss&lt;br /&gt;ssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss&lt;br /&gt;ssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss&lt;br /&gt;ssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss&lt;br /&gt;ssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss&lt;br /&gt;ssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss&lt;br /&gt;ssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss&lt;br /&gt;ssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss&lt;br /&gt;ssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss&lt;br /&gt;ssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss&lt;br /&gt;ssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss&lt;br /&gt;ssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss&lt;br /&gt;ssssss"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que a transcrição da peça completa pode ter feito deste o post mais longo da história deste blog, mas não resisto a fazer um comentário adicional sobre outras capacidades artísticas demonstradas pelos seis primatas. Os autores do livro transcreveram duas observações do pesquisador sobre o comportamento dos escritores: num primeiro momento, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"a fêmea pegou uma pedra e começou a despedaçar o computador. [...] Outra coisa pela qual se interessaram foi defecar e urinar pelo teclado todo."&lt;/span&gt; Quem não é capaz de enxergar nisso a influência de Duchamp? Os seis macacos não só são artistas, mas são artistas de vanguarda. Esse experimento comprova que a sensibilidade artística dos macacos é eminentemente pós-moderna. Ou então, o que dá no mesmo, que a sensibilidade artística dos pós-modernos é eminentemente simiesca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Adendo:&lt;/span&gt; Abstenho-me de fazer uma crítica literária da obra acima transcrita. Mike Phillips já fez isso, tornando-se o primeiro crítico literário dos macacos ao observar, mui argutamente, que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"eles apertaram muito a letra S"&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-7801742192504646849?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/7801742192504646849/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/04/um-mundo-com-significado-ii.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/7801742192504646849'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/7801742192504646849'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/04/um-mundo-com-significado-ii.html' title='Um mundo com significado II'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-4780802295256042135</id><published>2010-04-22T12:54:00.001-03:00</published><updated>2010-04-22T12:54:54.361-03:00</updated><title type='text'>Nem Marx nem Jesus X</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O oitavo capítulo, intitulado &lt;span style="font-style: italic;"&gt;O terror bimilenarista e o fim da política externa&lt;/span&gt;, me impressionou o suficiente para merecer um post no meu &lt;a href="http://andrelv.blogspot.com/2010/04/o-terror-das-nacoes-parte-1.html"&gt;outro blog&lt;/a&gt;. Ali expressei minhas opiniões fortemente negativas sobre o entusiasmo de Revel quanto a um futuro governo mundial como avanço para a solução dos grandes problemas da humanidade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-4780802295256042135?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/4780802295256042135/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/04/nem-marx-nem-jesus-x.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/4780802295256042135'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/4780802295256042135'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/04/nem-marx-nem-jesus-x.html' title='Nem Marx nem Jesus X'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4877701885337486920.post-6511065168858684249</id><published>2010-04-19T14:04:00.001-03:00</published><updated>2010-04-19T14:04:37.843-03:00</updated><title type='text'>Um mundo com significado</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Até o momento*, fui pouco além do prólogo desse livro de duzentas e poucas páginas que ganhei de presente. Nada sei sobre seus autores, Benjamin Wiker e Jonathan Witt. Ele se apresenta como antídoto à ideia perniciosa segundo a qual os avanços da ciência tornaram impossível a crença de que a vida humana e a existência em geral têm algum significado. Um assunto já meio batido, talvez, na apologética cristã. Mas há três indícios de que esse livro talvez não venha a meramente repetir o que todo cristão que alguma vez se interessou pelo assunto já sabe. Primeiro, a contra-capa traz entusiasmadas recomendações de dois sujeitos que respeito e admiro, Phillip Johnson e Michael Behe (e também de um tal Gerard Schroeder, de quem nunca ouvi falar). Segundo, o subtítulo promete uma conjunção interessante entre duas áreas tradicionalmente vistas como muito distantes entre si: &lt;span style="font-style: italic;"&gt;"como as artes e as ciências revelam o gênio da natureza"&lt;/span&gt;. E, finalmente, um parágrafo encontrado no primeiro capítulo reforça essa promessa ao descrever e justificar a abordagem adotada:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"[...] procederemos por meio de análise filosófica, literária, matemática e científica. Tal amplo espectro de ferramentas intelectuais é necessário por duas razões. Primeira e principalmente, sendo o universo repleto de significado - tão transbordante de evidências de sua engenhosidade -, são necessárias numerosas disciplinas para captar sua superabundância. Segunda, queremos quebrar o encantamento, uma espécie de cegueira intelectual causada por hábitos arraigados no materialismo dogmático, e essas trevas têm infestado quase todas as disciplinas intelectuais."&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;De fato, faz tempo que percebi que o hábito de pensar segundo categorias materialistas é imbecilizante. A proposta do livro parece interessante. Vejamos o que dirão as páginas seguintes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;*: Escrevi este post em dezembro. Atualmente, já concluí a leitura do livro.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4877701885337486920-6511065168858684249?l=tamoslendo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://tamoslendo.blogspot.com/feeds/6511065168858684249/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/04/um-mundo-com-significado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/6511065168858684249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4877701885337486920/posts/default/6511065168858684249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://tamoslendo.blogspot.com/2010/04/um-mundo-com-significado.html' title='Um mundo com significado'/><author><name>André</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05772825173501715058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-zWElJsb-ooo/TwH0BfbUxqI/AAAAAAAABro/t7Zdd_CXS1A/s220/DSC01955.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
