quinta-feira, 1 de maio de 2014

Em guarda

Acabo de publicar no outro blog uma resenha minha do livro Em guarda: defenda a fé cristã com razão e precisão, de William Lane Craig, que saiu na Fides Reformata em 2012.

domingo, 6 de abril de 2014

3001: a odisseia final

Publiquei no outro blog uma série de quatro postagens contendo uma análise teorreferente da quarta obra da célebre tetralogia de Arthur Clarke. Fiz esse trabalho como avaliação para o curso Cosmovisão Reformada, que fiz como aluno ouvinte do Andrew Jumper em 2012. Partes um, dois, três e quatro.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Top ten 2013 - Norma Braga

As duas maiores descobertas do ano foram Herman Dooyeweerd e Jay Adams. Sabe aqueles autores que você sente que se tornarão "amigos" - ou seja, leituras constantes durante toda a vida? Esse é o caso. (Gostaria de dizer o mesmo de Schlossberg, mas ele não é um autor prolífico. Escreva mais, Schlossberg!) Van Til, descoberto em 2012, entra também nesta lista de autores amigos.

Cornelius Van Til, A Survey of Christian Epistemology - Uma das citações mais belas de Van Til neste livro é: “O conhecimento do homem é uma reinterpretação da interpretação de Deus." Em cada um de seus livros, aprofunda-se a verdade enunciada por Calvino (Institutas - Livro I) de que o conhecimento de Deus (positivo ou negativo) é a base para toda cosmovisão. Estimulo você a buscar o porquê em sua obra.

Herman Dooyeweerd, Roots of Western Culture - Um dos livros de minha vida. Aprofunda a questão do motivo bíblico Criação, Queda e Redenção, abordando filosoficamente a ênfase que Van Til explora na teologia. Respondeu a muitos questionamentos antigos meus. Além disso, é uma bomba eficientíssima contra o racionalismo moderno.

Aldous Huxley, Admirável mundo novo - Romance instigante, do tipo que se lê de uma sentada. Fundamental para quem quer refletir sobre as várias formas de totalitarismo.

Czeslaw Milosz, Mente cativa - Quando um poeta escreve sobre o totalitarismo comunista que viveu em seu país, a Polônia, o que acontece? História a partir de uma visão nem um pouco árida. Bela obra, sempre a ser revisitada.

Jess Walter, A vida financeira dos poetas - Nós, cristãos, estamos marcando touca: o autor nem é crente, mas trata o tema como se deve. Romance engraçado que me emocionou no final. Mais não digo, porque estraga. Atenção: não recomendo para olhos sensíveis a palavrões.

Scott Fitzgerald, O grande Gatsby - Na verdade, nem assisti ao filme (que recebeu muitas críticas negativas), mas aproveitei o acesso fácil ao romance devido à popularidade. Não me arrependi. Um clássico que me tocou muito, estimulando minhas reflexões sobre idolatria.

Herbert Schlossberg, Idols for Destruction - Falei bastante dele no meu blog este ano. Imperdível para quem quer compreender as idolatrias contemporâneas.

Os Guinness, Dust of Death - Se você já percebeu que o irracionalismo da pós-modernidade é a resposta extremada ao racionalismo típico do pensamento ocidental, esse livro (cujo nome é tirado do Salmo 22: "Tu me deitas no pó da morte") vai lhe fornecer muitos subsídios para compreender o processo e elaborar respostas consistentes para nossos dias.

Caroline Weber, Rainha da moda: como Maria Antonieta se vestiu para a Revolução - Obra original que entrelaça um período tão conturbado da história a um assunto aparentemente "fútil", a moda, mostrando como as roupas eram fortes símbolos na França do Antigo Regime. O modo cruento com que a rainha foi condenada à morte lançou luzes sobre o fenômeno do bode expiatório, de que já tratei bastante em meu blog.

Jay Adams, A Theology of Christian Counseling: More than Redemption - Com sua ênfase no aconselhamento bíblico, mas de um modo não restrito a essa tarefa, Adams consegue mostrar muitos reflexos experenciais da teologia em nossa vida, iluminando aquelas áreas sombrias e desatando alguns nós da intrincada tarefa da aplicação. Fundamental para uma época que separa demais teoria e vida.

Digna de nota é a presença de três obras literárias nesta lista, além de uma biografia e uma obra de um poeta. Não só como professora de literatura, mas como escritora, recomendo fortemente que você inclua romances, poemas, biografias e narrativas em geral em suas listas de leitura. As obras teóricas (argumentativas) não suprem todas as nossas necessidades intelectuais e emocionais. Se sua área é a teologia, você vai precisar certamente do "pé no chão" que a boa literatura proporciona. Além disso, pesquise a vida de seus autores teóricos preferidos: dificilmente algum deles terá prescindido da leitura de obras literárias. A falta de cultura literária é um dos grandes flagelos intelectuais de nossa época e só reforça a tendência do cristão que foge do irracionalismo atual refugiando-se no racionalismo de tempos idos. Previna-se.

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Top ten 2013

O ano que se encerra foi pródigo em boas leituras, de modo que não foi nada fácil escolher os dez melhores livros de 2013. Mas consegui fazer a seleção, e aqui vão os vencedores, na ordem em que os li:

1. Os diários de Victor Klemperer: testemunho clandestino de um judeu na Alemanha nazista, de Victor Klemperer;

2. Ira: arrancando o mal pela raiz, de Robert D. Jones;

3. Science, faith and society: a searching examination of the meaning and nature of scientific inquiry [Ciência, fé e sociedade: um exame minucioso do significado e natureza da investigação científica], de Michael Polanyi;

4. The Christian philosophy of law, politics and the State: a study of the political and legal thought of Herman Dooyeweerd, of the Free University of Amsterdam, Holland, as the basis for Christian action in the English-speaking world [A filosofia cristã do direito, da política e do Estado: um estudo do pensamento político e legal de Herman Dooyeweerd, da Universidade Livre de Amsterdã, Holanda, como base para a ação cristã no mundo anglófono], de Hebden Taylor;

5. O verdadeiro evangelho, de Paul Washer;

6. Worldview: the history of a concept [Cosmovisão: a história de um conceito], de David K. Naugle;

7. A era de T. S. Eliot: a imaginação moral do século XX, de Russell Kirk;

8. Jerusalem and Athens: critical discussions on the philosophy and apologetics of Cornelius Van Til [Jerusalém e Atenas: discussões críticas sobre a filosofia e a apologética de Cornelius Van Til], de E. R. Geehan (org.);

9. Os trabalhadores do mar, de Victor Hugo;

10. Natureza, história, Deus, de Xavier Zubiri.

Há só mais um fato que quero registrar. Ao longo deste ano, priorizei leituras indicadas por outras pessoas, algumas através de presentes e outras de empréstimos. O resultado é que, dos dez livros acima, sete se enquadram em uma dessas categorias. É justo, portanto, que eu agradeça meus benfeitores aqui. Deixo registrada minha gratidão ao pr. Wadislau Gomes, ao pb. Solano Portela e à minha sogra, dona Célia, por terem me emprestado, respectivamente, os livros de Polanyi, Taylor e Hugo. Agradeço também ao pr. Samuel Vitalino e ao amigo Yago Martins por terem me presenteado com os livros de Jones e Washer, nessa ordem. E um agradecimento especial à Norma, minha amada auxiliadora, que me presenteou com as obras de Kirk e Zubiri.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Sumário: A autonomia da ética

Ontem finalmente concluí minha série de postagens intitulada Deveres sem pessoas, sobre o artigo A autonomia da ética, em que o o filósofo ateu americano Dr. David Owen Brink defende a objetividade da moral e a irrelevância de Deus para tal. Este post traz apenas um sumário de minha série:

Um: considerações iniciais;
Dois: sobre a seção introdutória do artigo;
Três: sobre as seções Papéis morais diferentes para a religião e Voluntarismo, naturalismo e o problema de Êutífron;
Quatro, Cinco, Seis e Sete: sobre a seção Voluntarismo, naturalismo e o problema de Êutífron;
Oito, Nove e Dez: sobre a seção Variedades de naturalismo;
Onze e Doze: sobre a seção Indício moral e vontade divina;
Treze: sobre a seção Motivação moral e a autoridade da moralidade;
Catorze: sobre as seções Motivação moral e a autoridade da moralidade e Comentários finais.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

A autonomia da ética XIII

Segue aqui a continuação de minha série de postagens sobre o artigo do Dr. David Brink.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

A autonomia da ética XII

Postei a continuação de minhas críticas ao artigo de David Owen Brink há quinze dias, mas esqueci de divulgar aqui. Antes tarde do que nunca.